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Um levantamento realizado junto à comunidade médica do país revela o que o homem brasileiro cuida pouco de sua saúde. Para cada oito consultas ginecológicas no Sistema Único de Saúde (SUS), apenas uma é urológica. Especialistas julgam que o fator cultural ainda é uma grande barreira quando se trata de homens procurarem médicos e realizarem exames de rotina. Uma grande parcela julga que a condição masculina lhes garante imunidade contra fragilidades físicas. E há ainda o fato de que grande parte dos médicos no país são do sexo feminino. O que impede que muitos homens encontrem espaço para falar sobre sua vida sexual. Homens acima dos 40 anos são vítimas freqüentes de doenças do coração e tumores, principalmente no aparelho respiratório e na próstata. Maiores causas de morte nesta faixa etária. O Ministério da Saúde estuda algumas medidas para aproximar os homens dos consultórios. Uma delas seria estimular empresas a criarem programas de saúde específicos para seus funcionários. Outra idéia é estabelecer campanhas publicitárias voltadas às mulheres, quesão as grandes "cuidadoras" da saúde dos homens. O levantamento coordenado pelo Ministério da Saúde ouviu antropólogos, psicólogos, membros do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems) de todo o país. ::Fonte: Jornal Estado de Minas |