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Cuidado para evitar doença no dentista vai além da luva
27-11-2007

Sem prevenção, doenças que vão da gripe à hepatite B podem ser contraídas


Entre os itens de segurança previstos está envolver com PVC objetos do consultório, já que o sangue e a saliva podem ficar retidos neles


Biossegurança odontológica. O nome estranho é um conceito que vem sendo cada vez mais valorizado por dentistas e pacientes e representa uma série de medidas criadas para evitar contaminações no consultório.


Hepatite B, herpes, caxumba, rubéola, mononucleose e gripe são algumas das doenças que podem ser contraídas durante uma simples ida ao dentista, caso algumas regras não sejam respeitadas.


Hoje, é exigido legalmente que o profissional use luvas, máscara, avental, óculos de proteção e gorro. Todos os instrumentos que entram em contato com sangue precisam ser esterilizados. Tudo o que o odontologista toca durante o atendimento precisa estar protegido por PVC, da caneta de alta/baixa rotação -o temido motorzinho- ao refletor.


A explicação é simples: o dentista, com a luva, trata um canal, toca em sangue e saliva. Depois, ajusta o refletor para iluminar melhor. O sangue e a saliva ficam ali. O paciente vai embora e a cena se repete com outra pessoa, que pode ter contato indireto com vírus do anterior. Isso se chama infecção cruzada -de paciente para paciente. Há também a contaminação mais óbvia, que é entre o paciente e o profissional.


"Existe o risco, mas, tomando as medidas corretas, é possível atender de forma garantida. A biossegurança odontológica é uma maneira efetiva de trabalho, dando segurança para o profissional e para o paciente", afirma o odontologista e professor do Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Manvic João Albano Carvalho.


Há alguns anos, essas recomendações já existiam, mas foi com o surgimento da Aids que começou a ser dada atenção ao assunto. As faculdades foram aos poucos abrindo espaço para isso e, agora, é a população que toma consciência.


"Nós, professores, temos a preocupação de ensinar isso, mas tem muita faculdade que não destina carga horária adequada ao assunto, muita gente formada sem uma responsabilidade muito grande", diz Dagmar de Paula Queluz, professora da Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Unicamp.


A biossegurança melhorou quando a população começou a cobrar cuidados do dentista. "Quando o paciente chega ao consultório, tem que ver se o chão está limpo, se é feita a desinfecção, a esterilização instrumental, ver se existe estufa ou autoclave. Observar a barreira de proteção, que é o plastiquinho em todo lugar onde o profissional põe a mão. Já olha se ele está paramentado, se tem material descartável. Esses itens de biossegurança você tem condição de reparar."


Caso haja irregularidades, o paciente pode fazer uma denúncia à Vigilância Sanitária. Todo consultório passa por inspeções: a inicial, de alteração (se houver mudanças), de rotina e em caso de denúncia.


Alguns profissionais mais antigos não adotam todas as medidas por falta de hábito, outros não conhecem, e há quem alegue falta de dinheiro. "Essas medidas são fáceis e têm um custo muito baixo no total do custo odontológico. Esse argumento não se justifica", afirma Marco Antonio Manfredini, mestre em saúde coletiva, cirurgião dentista que integra o grupo assessor da saúde bucal do Ministério da Saúde.


Estava correndo o risco de ter uma infecção


Tive um problema dentário e colegas me disseram que eu teria que fazer canal e me indicaram um profissional.


A dor começou a ficar insuportável e procurei o dentista. O consultório era normal, bom aspecto, boa limpeza e apresentação. Quando chegou a minha vez, a gente conversou, depois eu deitei e ele começou a me examinar. Reparei que ele estava com um dos olhos bem vermelho e meio fechado. Perguntei o que ele tinha e ele disse: "acho que estou com conjuntivite".


Falei que era médico e que ele não deveria estar atendendo, muito menos -aí eu me irritei um pouco- sem máscara. Porque ele estava sem máscara e sem óculos de proteção. Eu estava correndo risco de contaminação ali. Com o dente aberto podia ter uma infecção. Ele ficou meio desconcertado, agradeci a atenção mas disse "prefiro não ser atendido por você". Ele tentou argumentar e ficou uma coisa meio desagradável.


Faltou um pouco de discernimento da parte dele em relação à possibilidade de contaminação.


Saí do consultório, procurei outra indicação e o dentista atual tem um cuidado muito grande com essa proteção, com o isolamento biológico. Agora está tudo bem.


Hepatite B é a doença mais comum e perigosa contraída nos consultórios


Diversas doenças podem ser contraídas em um consultório dentário, mas é a hepatite B a mais comum e também a mais preocupante.


Embora, em tese, exista o risco de se contrair o vírus HIV, na prática, não há registro de um caso. "Ninguém pegou Aids em consultório, mas é possível", afirma a professora da Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Unicamp Dagmar de Paula Queluz. "Mas com esse tipo de doença, as pessoas ficaram mais preocupadas."


A diferença é que o vírus da hepatite B é muito mais virulento, considerado 20 vezes mais contagioso do que o HIV. "Um procedimento odontológico de rotina pode gerar sangramento, isso é normal, e o vírus da hepatite B [que pode ser transmitido pelo sangue] é o mais comum", afirma o cirurgião-dentista Marco Antonio Manfredini, que integra grupo assessor da saúde bucal do Ministério da Saúde.


"Por isso, todos os profissionais devem fazer imunização contra a hepatite B." O Conselho Regional de Odontologia de São Paulo e a Secretaria de Estado da Saúde realizaram campanhas de orientação e vacinação dos profissionais.


O vírus da hepatite B causa uma inflamação do fígado e quando evolui para uma infecção crônica, pode causar cirrose e câncer de fígado.


::Folha de São Paulo

 

Alívio para a enxaqueca
28-11-2007

O cirurgião-dentista Henrique Oliveira, de 40 anos, a bancária Flávia Maia, de 31, o professor de física e matemática Arthur Gustavo Fialho Laborne Valle, de 36, e a decoradora Rosely Rossito Magalhães, de 42, não se conhecem, mas já enfrentaram situações de dor semelhantes.

Com uma incômoda dor na região do pescoço, às vésperas das férias, Henrique não teve outra saída senão viajar e voltar com o problema que não o abandonou em nenhum momento. Até que, por indicação médica, chegou à massagista Leila Vitor, de 41. “Depois da primeira sessão de massagem, a dor desapareceu. Foi um resultado surpreendente. Então, fiz mais 10 sessões para relaxar, pois na minha profissão fico sentado o tempo todo e ainda mal posicionado na cadeira, o que gera tensão muscular.”

Por recomendação médica, a bancária Flávia Maia também procurou a massagista, depois de se submeter a uma lipoescultura. “Eu precisava fazer massagem linfática, para desfazer os nódulos e para que o meu corpo voltasse ao normal”, explica. Ela começou com drenagem todos os dias, depois passou para três vezes por semana, até chegar ao período de manutenção de uma vez só. Mas não abre mão das massagens que, segundo ela, foram responsáveis pela recuperação pós-cirúrgica e redução de medidas, já que “o meu corpo mudou muito depois que tive a Bruna, hoje com 1 ano e 3 meses. Com as massagens e aulas de musculação e ginástica localizada em academia já voltei ao meu corpo de antes da gravidez”.

Já o professor Arthur chegou ao consultório de Leila por causa de uma dor na nuca, do lado esquerdo da cabeça. “Fui em três neurologistas, fiz radiografias, mas nada conseguia explicar a causa”, lembra. “Depois que fiz a primeira sessão de massagens, Leila descobriu o ponto da dor e ela foi embora na hora. Não tive necessidade de continuar, mas, às vezes, volto para combater o estresse e relaxar.”

Casada, com duas filhas, de 11 e 5 anos, a decoradora Rosely Rossito é viciada em massagem desde a adolescência. “Tinha uma massagista que ia na minha casa, mas teve que parar de trabalhar por causa da idade. Então, fiquei tentando encontrar outra profissional igual, mas não conseguia. Todas as que experimentei começavam num pique e depois iam mudando o jeito de fazer. A 10ª massagem nunca é igual à primeira. A maioria não sabe fazer, pois deixa o corpo todo roxo. Colocam força demais nas mãos. Massagem é assim, se não souber fazer estraga o corpo, além de causar problemas de coluna.”

A peregrinação de Rosely teve fim quando encontrou Leila. Com retenção de líqüidos no organismo e uma enxaqueca que vai e volta, a decoradora reconhece um profissional competente, “já que faço massagem desde novinha. As mãos de Leila são abençoadas”, confirma ela, que faz sessões duas vezes por semana, há três anos. Com Leila, segundo ela, a energia flui por todo o corpo. “Ela tem o dom, uma intuição forte para achar os nós do corpo, além de trabalhar com prazer. A gente logo percebe que ela ama o que faz.”

NÓDULOS Massagem mágica? Milagrosa? Influência da medicina chinesa? Leila sorri e diz que não. Com curso técnico em drenagem linfática francesa, dado pela professora Patrícia Oliveira, da Escola Ágape, ela é certificada pela Associação Mineira de Estética e Cosmetologia (Amec) desde 2001, mas há 20 anos trabalha como massagista. A experiência, aliada à alegria de ver o alívio dos pacientes, a tornam especial. “Descubro os pontos de dor por meio da massagem. As mãos vão deslizando por todo o corpo, para que a anatomia de cada parte possa ser trabalhada até dissolver a dor”, explica.

O corpo, de acordo com Leila, tem dois tipos de circulação: vascular e linfática. “A última tem a função de fazer a varredura de corpos estranhos. A circulação linfática é uma espécie de sistema de defesa, constituído pelos glóbulos brancos e pelas substâncias que produzem anticorpos, no combate a agentes físicos, químicos, orgânicos e estranhos ao organismo, equilibrando a saúde e promovendo o bem-estar.”

As mãos, que buscam os nódulos do sistema linfático, para ativar a circulação, não podem agir mecanicamente. “Não basta ser um bom massagista, mas perceber o que o paciente está sentindo, a necessidade de cada um. Uma boa massagem mostra a diferença clara do antes e do depois.”

Entre drenagens linfáticas e redução de medidas, massagens pré e pós-operatórias, Leila tem sido procurada para aliviar dores, principalmente a de enxaqueca. “Pode ser frontal, espalhar-se por toda a cabeça, provocando náuseas e vômitos. Algumas pessoas, inclusive, têm dificuldade de abrir os olhos na claridade.”

A técnica de Leila para enxaqueca é pôr a pessoa de cabeça para baixo, para irrigar e levar oxigênio ao cérebro, passando pela medula cervical e pelos ombros. Com esses movimentos, são liberadas substâncias do bem-estar, como endorfina e seratonina, aliviando imediatamente a dor de cabeça. A sessão, porém, não terminou. Durante uma hora, ela ativa a circulação pulmonar, dos braços, pernas, das costas e dos pés, respeitando a posição de cada músculo, em direção à coluna.

Estado de Minas

Mulher não se preocupa com colesterol, diz estudo
02-12-2007


Pesquisa realizada com 900 mulheres mostra que cerca de 90% não sabem se têm doença e que 40% nunca fizeram nenhum tipo de exame

O colesterol é a principal causa das doenças cardiovasculares, as que mais matam no planeta. Mas as mulheres não têm dado muita bola para isso. Pelo menos três pesquisas concluídas recentemente mostram que a maioria delas desconhece os próprios níveis de colesterol e muitas nunca fizeram exames para saber.

O último estudo, recém-divulgado pelo laboratório Merck, revelou que 87% das mulheres não sabem se têm colesterol alto ou não. Cerca de 40% nunca fizeram exames para conhecer os índices. No total, foram 900 entrevistadas com idade de 18 a 55 anos e com alto nível socioeconômico, cem delas do Brasil.

Outro trabalho, coordenado pelo laboratório Pfizer, traz dados semelhantes e complementares. Das 500 paulistanas com idade de 35 a 65 anos avaliadas em exames de sangue, 44% têm colesterol alto, mas só 8% se tratam.

Em comparação com a população em geral, as mulheres sabem menos do assunto e têm índices mais altos de colesterol. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, 78% dos adultos no País nas não sabem o que é a doença e 1em cada 5 brasileiros têm níveis altos de colesterol.

'As mulheres ainda acreditam no mito de que só homens sofrem de problemas no coração', avalia Antônio Chagas, professor de Cardiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. 'Vão mais ao médico que o homem, mas raramente ao cardiologista.' Ainda segundo o trabalho da Pfizer, entre as poucas mulheres da pesquisa que fizeram exame de colesterol, a maioria solicitou ao ginecologista.

A dona de casa Ângela Maria Ferreira da Silva, de 52 anos, descobriu há dois meses que seu colesterol é de 300 (até 200, o índice é considerado normal) num exame de rotina com o ginecologista. 'Engordei muito no último ano, poderia estar com problemas, estava preocupada. Mas não imaginava que seria colesterol.'

O fator que mais pesa nas doenças cardiovasculares é o colesterol. No grupo das principais causas estão stress, nicotina, pressão alta e diabete, todos eles vasoconstritores (que apertam o calibre dos vasos).

O colesterol é um tipo de gordura produzida pelo fígado ou vinda da alimentação. As causas podem ser genéticas, em 75% dos casos, ou dos alimentos. Os pratos de origem animal são os principais vilões. O colesterol ruim é chamado de LDL, que surge quando a proporção da proteína responsável por transportar gordura às células é maior que a própria gordura no sangue. Com o tempo, acumula-se nas paredes dos vasos, deteriorando as artérias.

Nem sempre o colesterol é ruim, já que ele participa na produção de hormônios sexuais, de enzimas digestivas e da membrana que envolve as células. Mas, em excesso, pode produzir uma placa formada de gordura, cálcio e células que se acumula na parede das artérias. As conseqüências são doenças de origem circulatória, como o entupimento das artérias, derrame cerebral e enfarte.

Por um lado, as mulheres têm uma proteção a mais em relação aos homens, o estrógeno. Quando é produzido naturalmente pelo organismo, o estrógeno, hormônio feminino, funciona como uma espécie de escudo, fazendo com que as artérias fiquem mais relaxadas e, conseqüentemente, haja menos risco de depósito de gordura. Quando os ovários deixam de fabricar o estrógeno, na menopausa, o risco de doenças cardíacas passa a ser o mesmo.

Em compensação, há um fator que pesa desfavoravelmente para a o sexo feminino, o calibre das artérias do coração da mulher é cerca de 20% menor, facilitando a obstrução das artérias. Atualmente, no Instituto de Cardiologia de São Paulo (Incor), 40% dos pacientes hoje internados são do sexo feminino. Há dez anos, o número era de 20%.

CÂNCER

O trabalho da Merck também mostrou quais são as doenças que preocupam as mulheres. Em primeiro lugar está o câncer (48%). Em segundo, a osteoporose (17%). Depois vêm a pressão alta (15%), as doenças sexualmente transmissíveis (13%), o colesterol (4%) e a obesidade (3%).

Estado de São Paulo

De olho no seu corpo
03-12-2007

De olho no seu corpo
Na maioria das vezes, a presença de pequenos cistos nos ovários não tem qualquer importância, mas se o diagnóstico for de síndrome, a mulher precisa tomar alguns cuidados

Os exames de ultra-sonografia ginecológico fazem parte hoje da rotina de cuidados da mulher moderna. Esses testes permitem identificar a presença de microcistos nos ovários em até 30% delas. No laudo, o resultado indica a Síndrome de Ovários Policísticos, denominada pelos médicos de SOP.

O ginecologista Ivan Malheiros, porém, tranqüiliza as mulheres. “O ultra-som criou o mito do ovário policístico”, explica. Segundo o médico, na maior parte dos casos, esses cistos não têm nenhuma importância fisiológica, não modificam nada no corpo da mulher. Entretanto, em cerca de 20% deles, os ovários policísticos estão associados a outros sintomas, como alterações menstruais, aumento de peso, aparecimento de pêlos no rosto, entre os seios e abaixo do umbigo, além do problema da obesidade. “Antes do diagnóstico, é preciso analisar o quadro da paciente. Um simples exame radiológico não determina o parecer final”, decreta Malheiros.

Se o diagnóstico for o da síndrome, a mulher precisa se cuidar. O ginecologista Frederico Correa, professor da Universidade Católica de Brasília (UCB), explica que o tratamento indicado dependerá dos sintomas que ela apresenta. Se não quer engravidar, a prescrição é o uso de anticoncepcional para melhorar os sintomas de aumento de pêlos, espinhas, irregularidades menstruais e cólicas. Se deseja ter filhos, o método mais usado é a indução da ovulação. Em alguns casos, é necessário utilizar medicamento para diabetes, se a paciente tiver resistência à insulina. “Para todas, a receita principal é a perda de peso por meio de alimentação equilibrada e atividade física”, atesta Correa.

Palavra do especialista

A Síndrome dos Ovários Policísticos é a principal causa da infertilidade feminina?

Ela está entre as principais, pois a SOP é diagnosticada em aproximadamente 75% das pacientes com alteração da ovulação. A ocorrência da síndrome também é alta em pacientes com casos repetidos de aborto.

A mulher com este distúrbio apresenta mais propensão a desenvolver diabetes?

A ocorrência de diabetes tipo 2 é cinco vezes mais freqüente nas portadoras de ovário policístico do que na população em geral, pois elas apresentam intolerância à insulina. Além disso, o início da doença ocorre mais precocemente a partir dos 30 anos.

Qual a relação entre ovário policístico e doenças cardiovasculares?

Há um acúmulo de radicais livres nas paredes das artérias, provocando um quadro de hipertensão e altas taxas de colesterol. Esses fatores, associados ao aumento de insulina, provocam maior risco de infarto do miocárdio.

Se não forem tratados, os microcistos podem se tornar malignos?

Não, mas eles aumentam a probalidade de câncer do endométrio, devido ao estímulo persistente do estrogênio na parede do útero.

*Correio Brasiliense

Conheça as vantagens do aleitamento materno para o bebê
11-12-2007

O leite materno é o mais completo alimento para o bebê até o 6º mês de vida. Além de alimentar e de proteger a criança contra doenças, a amamentação contribui para o seu desenvolvimento psicomotor e emocional. Veja mais algumas vantagens:

# O leite materno é de fácil digestão.
# O leite materno imuniza o bebê contra doenças como diarréia, resfriados, infecções urinárias e respiratórias, alergias e problemas na arcada dentária.
# O ato de mamar auxilia o movimento dos músculos e ossos da face, promovendo melhor flexibilidade na articulação das estruturas que participam da fala.
# O ato de mamar estimula o padrão respiratório nasal no bebê, facilitando a oxigenação de suas estruturas faciais.
# A amamentação é uma forma muito especial e fortalecedora do relacionamento entre mãe e filho, que transmite segurança, carinho e amor ao bebê.

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::Fonte:Redação Terra

Menino ou menina?
12-12-2007

A alta tecnologia dos exames de imagem e as descobertas da biologia molecular revelam, precocemente e em detalhes, o que se passa no útero


Nicolas ainda não nasceu, mas já tem o seu primeiro álbum de fotos. As imagens do bebê não nascido, consideradas "quase perfeitas" pela mãe, a economista Roberta Nicoleto Musico, 35, foram colecionadas durante as inúmeras ultra-sonografias que Musico teve de fazer durante a gestação.


A possibilidade de obter "fotos" de boa qualidade da vida intra-uterina, que revelam detalhes como um nariz mais achatado ou um olhinho puxado, é apenas a parte mais visível do avanço tecnológico dos exames de gravidez. Do primeiro registro eletrônico do batimento cardíaco fetal, gravado em 1901, ao "baby face" (imagens do rosto do feto obtidas com ultra-sonografia 3D), a vida secreta dos bebês está, a cada dia, mais exposta à curiosidade dos pais e à pesquisa médica. É esta última que justifica a parafernália tecnológica, pois, com ou sem álbum de fotos, os exames de última geração permitem, de forma pouco ou nada invasiva, acompanhar o desenvolvimento da gestação, diagnosticar precocemente possíveis problemas e controlar riscos.


Foi o caso de Musico. Na quinta tentativa de fertilização assistida, ela conseguiu engravidar. Mas, logo no início da gestação, teve sangramento da placenta. Além disso, a ultra-sonografia do colo do útero indicou a possibilidade de parto prematuro. Para preveni-lo, foi feita uma cerclagem (sutura no colo do útero para evitar a dilatação antecipada) e ela passou boa parte dos nove meses em repouso. As imagens das ultra-sonografias 3D do filho a ajudaram a passar o período com mais tranqüilidade. "Ver, a cada semana, que o bebê está perfeito faz muita diferença", diz. Além de se garantir sobre o bem-estar do seu filho, Musico se beneficiou de exames que monitoram a saúde da mãe -como ela já teve um derrame, o doppler do fluxo do sangue na artéria uterina permitiu um melhor controle de suas condições cardiovasculares.


Custo-benefício


É consenso que os exames de alta tecnologia beneficiam as gestantes de risco. Nas de baixo risco, a questão ainda está em aberto -embora, entre as que podem arcar com o custo, seja difícil encontrar uma que não queira fazer pelo menos a ultra-sonografia 3D. "O lado bom é que os exames não são invasivos. O ruim é que o rastreamento não é definitivo. Conforme o resultado, gera ansiedade e pode levar a paciente a fazer muitos exames desnecessários", diz Wladimir Taborda, coordenador de ginecologia e obstetrícia do Hospital Israelita Albert Einstein. Para Taborda, ainda não há comprovação sobre a vantagem de aplicar vários desses exames em todas as mulheres, principalmente levando em conta a relação entre o custo e a efetividade deles.


A educadora Vandressa Guimarães Duarte Gaspar, 35, que teve o seu segundo filho na semana passada, optou por fazer vários dos exames de última geração, "só por precaução". Embora tenha passado muito bem durante toda a gestação, acredita que os procedimentos sempre dão mais segurança aos pais. "Hoje é possível detectar quase tudo, e a gente se cerca de cuidados. Muitas mulheres têm uma gravidez normal, e o bebê nasce com problema de coração, algo que pode ser descoberto antes do parto", diz.


Gaspar tem razão. Segundo Renato Ximenes, diretor científico do Centrus (Centro de Ultra-Sonografia e Medicina Fetal), em cada cem bebês nascidos, um apresenta problemas congênitos no coração. "Quase 95% dos bebês que nascem com cardiopatias são de gestantes de baixo risco", afirma Ximenes. Os exames disponíveis são um meio de detectar o problema e determinar quais medidas devem ser tomadas para evitar complicações ou a morte do recém-nascido.


Exame cosmético


A tendência é que mesmo os exames mais sofisticados virem rotina. A microempresária Vanessa Cury de Camillis Lestingi, 34, grávida de seis meses de seu terceiro filho (uma menina), é testemunha da rapidez dos avanços. Na gestação de Lucas, 6, a ultra-sonografia morfológica, hoje realizada rotineiramente, ainda era uma novidade disponível em poucos lugares. Ela não chegou a fazer o exame. Quando engravidou de Nicole, hoje com três anos, já fez o morfológico -a novidade, então, era o doppler fluxometria (exame do fluxo sangüíneo entre placenta, cordão umbilical e bebê). Agora, na terceira gravidez, é que o doppler entrou na agenda de exames de Lestingi. "Esse exame permite verificar se o bebê está bem ou se vai entrar em sofrimento fetal. É um procedimento que pode dar muita tranqüilidade para a futura mãe", diz Flávio Garcia de Oliveira, diretor do Centro Interamericano de Medicina Materno-Fetal.


Lestingi não é do tipo de grávida ansiosa, tampouco daquelas que adoram novidades"high-tech". A ultra-sonografia 3D, "para ver a carinha do bebê", por exemplo, ela acha que é besteira e não vai fazer. Muitos médicos concordam com ela. "Fazer o exame apenas para tirar a foto do rosto do bebê no útero é algo discutível. Qual é o valor científico? Traz benefício para a mãe? Há um grande debate sobre o que estão chamando de ultra-sonografia cosmética", diz Eduardo Cordioli, médico da medicina fetal do Hospital e Maternidade Santa Joana e da Pro Matre Paulista. Ele acrescenta, porém, que o exame 3D é importante para mostrar aspectos como o volume dos órgãos -alterações no tamanho sinalizam doenças ou malformações.


A tecnologia também é muito útil para a prática da telemedicina, já que a imagem pode ser gravada e enviada para diversos especialistas em qualquer parte do mundo.


Seja como for, é raro uma paciente de clínica particular que não queira sair da consulta com um CD personalizado com as fotos da ultra-sonografia 3D do bebê. Coisas de mãe, mas que, acreditam alguns, podem servir para envolver o pai, que fica mais "por fora" do que se passa dentro do útero. Isso costuma ocorrer, mas é bom lembrar que a foto, por melhor que seja a sua qualidade, é de um feto, e pode gerar decepções e inseguranças. Quando a auxiliar administrativa Grasiele Bassana Olszewsky, 25, grávida de cinco meses, mostrou entusiasmada a foto da ultra-sonografia 3D para o marido, ouviu dele: "Ai, que coisinha feia". Ela nem se importou -se pudesse, conta, faria um exame desses por mês; ademais, tem certeza de que sua filha será bem bonita.


Três dimensões


Foi com a ultra-sonografia 3D que Olszewsky soube estar esperando uma menina. "Nos exames anteriores, em 2D, não dava para saber com certeza qual o sexo", diz ela. Hoje em dia, não é preciso esperar muito. Entre os exames de ponta para grávidas, está o da sexagem fetal, que permite saber o sexo do bebê a partir da oitava semana de gestação. O índice de acertos desse teste ultrapassa os 99%.


Assim como a foto do feto, o teste de sexagem fetal é apenas a ponta do iceberg das possibilidades abertas para a pesquisa da vida intra-uterina. Ele é resultado das descobertas da biologia molecular, que, junto à tecnologia da imagem, é o futuro dos exames da gravidez. "Descobriu-se que, desde o início da gestação, já há DNA do feto no plasma da mãe. A biologia molecular consegue detectar quantidades minúsculas desse DNA e pesquisar as informações que ele traz", explica José Eduardo Levy, responsável pelo laboratório de biologia molecular do banco de sangue do Hospital Sírio-Libanês.


Para realizar o teste, a mãe só precisa fazer uma coleta simples de sangue. Na maioria das vezes, o resultado serve para satisfazer a curiosidade dos pais, mas, em casos de doenças ligadas ao sexo, é uma informação que orienta médicos e pais quanto às medidas a serem tomadas. E as pesquisas da biologia molecular avançam para responder muito mais do que a clássica pergunta, "é menino ou menina?". Para Levy, "estamos vivendo uma revolução na medicina fetal, que abriu um mundo para testes genéticos precoces não invasivos".


O teste, inócuo para a saúde da mãe e do bebê, traz à tona também algumas questões éticas. A principal é a possibilidade de permitir a seleção de uma característica genética, levando a um tipo indesejável de controle de natalidade. Levy acredita que o risco maior de isso ocorrer é quando o teste é feito no embrião, antes da implantação, um procedimento que não é permitido por lei no Brasil.


Além dos aspectos éticos, a alta tecnologia aplicada aos exames de gravidez levanta a questão da desumanização da gestação e do parto.


Para Taborda, por mais paradoxal que pareça, se for bem utilizada, essa tecnologia pode significar um maior número de partos sem hospitalização.


"Se posso separar o grupo de risco, com exames seguros e pouco invasivos, interno apenas as gestantes que precisam de cuidados hospitalares. Para as outras, o parto pode deixar de ser um evento médico-cirúrgico e voltar a ser um evento sociofamiliar", afirma.

 

 

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::Folha de São Paulo

Brasil é um dos países com mais asma entre jovens
13-12-2007

Regiões oeste e sul paulistanas apresentam grandes diferenças; para especialistas, poluição pode ser a justificativa

O Brasil é um dos países em todo o mundo onde mais crianças e adolescentes têm asma. Ao lado de EUA, Reino Unido e Austrália, o país aparece com taxa de prevalência de cerca de 20%, segundo novos dados do Isaac, estudo mundial sobre doenças alérgicas nas crianças.

Os especialistas não conseguem apontar uma explicação para isso, embora o ácaro, um dos principais causadores de alergias, seja comum em lugares quentes e úmidos. A herança genética também seria uma das causas.

De acordo com Dirceu Solé, pediatra da Unifesp e coordenador nacional do estudo, os dados mostram maior prevalência da asma na região Nordeste. Ele diz ainda que a tendência da asma, após anos de aumento, é de estabilidade.

Os dados coletados para o Isaac em duas regiões de São Paulo chamam a atenção. Entre crianças de seis e ste anos, 31,2% tinham prevalência de asma na zona oeste, contra 24,4% na sul. Entre adolescentes de 13 e 14 anos, 21,9% na zona oeste, contra 18,7% na sul.

A poluição é apontada pelos médicos como provável responsável por essas diferenças. "A região oeste, que eu pesquisei, é cortada por duas rodovias, a Régis Bittencourt e a Raposo Tavares, e ainda tem a marginal. O fluxo de automóveis e caminhões é grande, é uma das regiões mais poluídas. A hipótese é que o resultado esteja relacionado aos altos índices de poluição", diz Antonio Carlos Pastorino, pediatra do Hospital Sírio-Libanês que pesquisou mais de 6.000 jovens.

Inflamação

A asma, quarta causa de internação pelo SUS, é uma inflamação crônica das vias aéreas. O asmático tem uma resposta exagerada a certos estímulos. Ao entrar em contato com um deles, começa a ter uma crise. A musculatura de brônquios e bronquíolos se contrai, aumenta a espessura da mucosa e a produção de muco.

Com o estreitamento, a passagem do ar fica mais difícil. O paciente tosse, e quando o ar passa pelos pulmões, produz um chiado. Em casos graves, o asmático precisa ser hospitalizado. Como a doença é reversível, depois que uma crise é controlada, a pessoa fica bem.

Um dos principais fatores desencadeadores é a alergia. Pólen, poeira, ácaros, restos de barata e pêlos de animais são causas comuns. A fumaça de cigarro, a poluição, as mudanças de temperatura e clima, e os exercícios também podem atacar o sistema respiratório já sensível, além de aspectos emocionais como nervosismo, irritação, ansiedade e estresse.

O controle ambiental, ou seja, o cuidado com esses estímulos, associado à medicação costuma ser suficiente para que os asmáticos tenham vida normal, podendo até mesmo ser atletas. A medicação é dividida em remédios de controle e de alívio, para crises, sendo feita por via inalatória -bombinha ou pó.

"Esse controle ambiental vale para todos. Não fumar, não ter bicho de pelúcia, evitar que animais entrem nos quartos, evita que se desenvolva asma", afirma Ciro Kirchenchtejn, pneumologista da Unifesp.

A asma é mais grave em crianças em razão do calibre da via aérea. Outro momento comum para o surgimento da asma é entre os 40 e 50 anos.

1 Quais as causas da asma?

A causa da asma ainda não é clara. O fator genético é importante, mas influi também o sistema imunológico e infecções virais. Quando pai e mãe têm alergia, a chance de ter um filho alérgico é de 80%.

2 Como evitar as crises asmáticas?

Além da medicação de controle, é importante manter o ambiente limpo, ensolarado e ventilado, evitar contato com ácaros, retirar objetos que acumulem poeira, evitar odores fortes, evitar a presença de animais e nunca fumar ao lado de um asmático. Deixar os centros urbanos poluídos, sempre que possível, ajuda o paciente.

3 Como é a medicação?

O principal remédio para controle é o corticóide, por via inalatória, que costuma ter poucos efeitos colaterais e é eficiente. Para os momentos de crise são usados os broncodilatadores

4 O que é o Isaac?

O Isaac (International Study of Asthma and Allergies in Childhood) é um estudo realizado em todo o mundo com a mesma metodologia, com base em questionários. A primeira fase foi em 1996, a segunda em 1998 e a terceira em 2002. O Brasil participou de todos os estudos. Na terceira fase, foram avaliados 18 centros no país.

Com a medicação, ele leva uma vida super normal

A primeira crise que o Luís teve foi aos 15 dias. A pediatra viu que ele tinha uma inflamação nos brônquios. Depois dessa crise, ele teve outras, sempre controladas com inalação associada à medicação. Ele tinha um ano e pouquinho, dois anos, quando ficou caracterizada a asma.

Quando ele tinha cinco anos, ficou internado na UTI. Pelo quadro, definiram que ele era um asmático de médio a forte, tem uma graduação pelos tipos de sintoma. Ele é alérgico a muitas coisas, é magrinho, cansa para respirar, já ficou na UTI e não consegue ficar sem a medicação de controle. Ele não consegue conviver com a doença sem a medicação, mas, com ela, leva uma vida supernormal, pratica esporte, é saudável.

Ele tem alergia a pó, ácaro, cheiros de produtos de limpeza, pêlo em geral. Nas crises ele tem coceira no nariz, funga e começa a respirar ofegante, chiando, como se tivesse um gatinho no pulmão.

A gente mora em São Paulo, uma cidade poluída, e quando viaja para outro lugar, praia ou interior, ele fica muito melhor. O médico recomenda que sempre que possível saia de São Paulo. Quando vamos para ficar mais tempo, consigo diminuir a medicação para menos da metade.

Número de asmáticos pode ser superior ao identificado, de acordo com estudo

Os pesquisadores acreditam que a asma pode ser mais freqüente do que se imagina. Antonio Carlos Pastorino, pediatra do Hospital Sírio-Libanês, afirma que "boa parte" dos jovens estudados não sabia que tinha a doença.

Entre os adolescentes de 13 e 14 anos da região oeste de São Paulo, por exemplo, 22% responderam positivamente para os sintomas de asma, mas apenas 9% já tinham recebido esse diagnóstico. "Há discrepância entre sintomas e diagnóstico. Muitos não têm acesso à saúde e há um estigma, muitos pacientes são subdiagnosticados", afirma Pastorino.

Segundo Ciro Kirchenchtejn, pneumologista da Unifesp, muitas pessoas preferem dizer que têm bronquite, uma inflamação dos brônquios causada geralmente por uma infecção, em vez de afirmar que têm asma, o que pode atrapalhar o diagnóstico e o tratamento.

"Há uma resistência cultural. A asma parece mais grave, não tem cura, pode matar e tem um componente genético, o que pode gerar culpa", afirma Kirchenchtejn.

Apesar da doença ser comum, e controlável, ela pode matar. Cerca de 3.000 pessoas morrem por ano no Brasil em decorrência da asma. Entre os 22% citados anteriormente com os sintomas, 5,6% tinham asma grave.

 

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*Folha de São Paulo

Efeitos dos Esteróides Anabolizantes
20-12-2007

 O consumo de esteróides anabolizantes não é raro entre atletas e praticantes de atividade física. A venda desses produtos sem receita é proibida, mas o produto é comprado facilmente.

No Brasil vem aumentando, e muito, o consumo em mulheres com mais de 30 anos. A grande procura por anabolizantes pode ser explicada, em parte, pela valorização do culto ao corpo.

Os anabolizantes só devem ser indicados em casos de: deficiência nutricional grave, que ocorre em pessoas com: AIDS, anemia crônica, má absorção das proteínas, câncer com metástase, deficiência de hormônios androgênicos nos homens e em alguns casos de osteoporose. Além do risco de morte súbita e do mau funcionamento do fígado, pâncreas e dos rins, os anabolizantes prejudicam o crescimento, podem causar hipertensão, doenças hormonais, alteração da libido e de humor.

O primeiro e mais evidente efeito, reversível a médio prazo, é o aumento do colesterol ruim (LDL) e da taxa de triglicerídes. A longo prazo pode ocorrer diminuição do famoso colesterol bom (HDL). Especificamente nos homens os esteróides contribuem para o desenvolvimento de câncer de próstata e testículos. Nas mulheres, observam-se alterações do ciclo menstrual, alteração irreversível do clitóris, mudanças na voz e nascimento de pêlos. 

Além de problemas de saúde, os esteróides interrompem abruptamente o crescimento e estudos comprovam que podem levar um pré-adolescente a consumir outros tipos de drogas no futuro. 

Um pesquisa norte americana comprovou que o consumo entre os jovens aumentou 300% nos últimos cinco anos e que na maioria dos casos a obtenção do anabolizante foi em academias ou com amigos.

Lembre-se: Somente um médico poderá recomendar o uso, a dosagem e o tipo. A indicação deverá ser sempre individualizada.
 

 

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Portal ED

Caminhada e Corrida na esteira, um ótima opção para o Personal Training
21-12-2007

As esteiras foram projetadas para garantir um exercício confortável e silencioso. O seu uso e muito simples, basta o cliente se posicionar em cima e no centro da manta, ligá-la, ajustar a velocidade, o tempo de duração ou à distância da prática e então começar a caminhada ou a corrida. É possível programá-la de modo manual ou então experimentar exercícios pré-programados. Alguns modelos possuem memória o que permite armazenar a programação utilizada nas sessões de treino e repeti-la quando desejado. Em todo caso e preciso que o aluno acostume inicialmente com a sensação do chão movendo sob seus pés e evite alguns erros muito comuns daqueles que não possuem o habito de treinar em esteira como: deslocamento com joelhos fletidos, inclinação do tronco à frente, caminhar ou correr olhando para o solo, caminhar ou correr não mantendo um equilíbrio nas duas pernas, passadas curtas, apoio constante das mãos no suporte lateral ou frontal. Todos esses erros são corrigidos através da orientação de um personal trainer.

Uma esteira de qualidade deve apresentar algumas características em sua composição como: ter design atraente, motor de no mínimo 2hp, painel eletrônico com animação gráfica que forneça diferentes informações (velocidade, tempo decorrido, distancia percorrida, inclinação, freqüência cardíaca e outros), alguns programas de treinamento pré-definidos, controle de velocidade e de inclinação, suporte de apoio na frente e nos lados, botão de emergência, chave de segurança, sensor de freqüência cardíaca para faixas torácicas, sistemas de amortecimento, capacidade de carga mínima de 150kg e uma faixa útil de pelo menos 2 metros de comprimento.

As variáveis de sobrecarga da esteira incluem velocidade e inclinação. A velocidade de 1,5 a 28,0 km/h permite ajustar a intensidade do exercício conforme


o condicionamento atual do individuo e do tipo de treinamento programando. A alteração da velocidade de locomoção é um dos meios mais comuns de se manipular a intensidade do exercício (MARTIN, SANDERSON, 2003). Em geral a esteira oferece uma faixa de trabalho angular de 0 a 25%. Deve se tomar cuidado com inclinações superiores a 20%, pois poderão induzir a uma lombalgia intensa e fadiga muscular localizada, principalmente em sujeitos que estão iniciando um treinamento. Por outro lado à inclinação pode auxiliar o seu cliente no alcance da freqüência cardíaca de treino estabelecida. Segundo JONES e DOUST (1996), a demanda aeróbia expressa por unidade de tempo (ml/kg/min) para uma corrida a 5m/s é de 5 a 7% maior do que em uma corrida realizada em esteira. Em todo caso caminhar e correr na esteira resulta em benefícios como perda ou manutenção de peso, melhora da capacidade cardiorespiratória, melhora da resistência cardiovascular e favorece o fortalecimento muscular, principalmente dos membros inferiores. Além disso, parece reduzir o risco de fraturas por estresse e por sobrecarga articular.

A prescrição de exercícios feita por um personal trainer que utiliza a esteira como equipamento de trabalho, deve ser de forma sistemática e individualizada onde inclua as duas modalidades de exercício, intensidade, duração, freqüência semanal e progressão independente do nível de aptidão física. A corrida e caminhada favorecem a melhora no consumo máximo de oxigênio por que envolve o uso de grandes grupos musculares por períodos prolongados além de ser feito de forma ritmado e aeróbio. A intensidade e a duração do exercício determinam o dispêndio calórico total durante uma sessão de treinamento e estão inter-relacionadas. O ACSM (2.000), recomenda como intensidade, o uso de 60% a 90% da freqüência cardíaca máxima ou 50% a 85% do consumo máximo de oxigênio. A importância da intensidade para treinamento está no fato de promover adaptações ao organismo. A duração varia de 20 a 60 minutos, embora para indivíduos muito descondicionados, 10 minutos pode ser suficiente (POLLOCK et al. 1998). A freqüência dependerá dos objetivos calóricos e limitações impostas por seu estilo de vida, sendo de 3 a 5 sessões por semana, mas usuais, embora o programa pode ser iniciado com 2 sessões por semana e, depois de algumas


semanas de adaptação aumenta o número de vezes na semana. A progressão depende da capacidade funcional, estado clinico, saúde, idade e objetivos de cada cliente, nesse caso uma avaliação física trimestral se faz necessário para acompanhar a evolução. Para ACSM (2.000), a quantidade de exercício necessária para reduzir significativamente o risco de doença parece ser consideravelmente menor do que a necessária para desenvolver e manter níveis altos de aptidão física.

Portanto, em função de suas características de praticidade, simplicidade e conforto recomenda-se a utilização da esteira no treinamento cardiovascular.

Referências bibliográficas

AMERICAN COLLEGE SPORTS MEDICINE - Teste de esforço e prescrição de exercício - Revinter, Rio de Janeiro, 2.000.

GARRET JR, W. E KIRKENDAL, D.T. - A ciência do exercício e dos esportes in: MARTIN, P. E SANDERSON, D.J - Biomecânica da caminhada e da corrida - Artmed, Porto Alegre, pág. 678 - 693, 2003.

JONES, A.M DOUST, J.H. - 1% treadmill grade most accurately reflects the energetic cost of outdoor running. - Journal Sports Science, N0 14, pag. 321 - 327, 1996.

POLLOCK, M.L GAESSER,G, A BUTCHER,J,D DESPRÉS, J.P DISHMAN, R,K FRANKLIN,B,A GARBER, C.E. - The recommended quatity and quality of exercise for developing and maintaining cardiorespiratory and muscular fitness, and flexibility in healthy adults - Medicine and Science in Sports and Exercise, , N0 30, vol. 06, pag. 975 - 991, 1998.
 

Benefícios do treinamento físico na insuficiência cardíaca
22-12-2007


  Segundo a  II Diretriz para o Diagnostico e Tratamento da Insuficiência Cardíaca, a insuficiência cardíaca (IC), e a via final comum da maioria das cardiopatias. No Brasil não temos dados epidemiológicos envolvendo a incidência de (IC), porém de acordo com outros países, pode-se estimar que até 6,4 milhões de Brasileiros sofram de IC. Segundo dados do SUS (Sistema Único de Saúde) do MS (Ministério da Saúde), foram registrados, no ano de 2000, perto de 398 mil internações por IC. Com ocorrência de 26 mil óbitos. Sendo a principal causa de internação em pacientes acima do 60 anos. Representando assim um importante problema de saúde publica.

Apesar do progresso no tratamento da insuficiência cardíaca, ainda temos um índice muito alto de internações e  mortalidade.
Os doentes com IC apresentam como características, maior sensação de fadiga, dispnéia, diminuição da fração de injeção sistolica, a capacidade física determinado pelo pico de consumo de oxigênio em teste de esforço (VO2 máx) diminuída, entre outros.

A atividade física associada aos tratamentos convencionais vem sendo bastante utilizada. Com o intuito de realizar uma prevenção primária, secundaria e restabelecer um melhor condicionamento físico. Diversos estudos comprovarão um aumento da distância de marcha após os pacientes serem submetidos a programas de treinamento físico, com reversões das alterações histológicas e metabólicas, aumento do tempo de duração da prova de esforço e do VO2 máx ( entre 13 a 30%, obtidos com a inclusão do treinamento físico aos tratamentos farmacológicos), melhorando o limiar anaeróbio, melhorando a função ventilatória com redução do VE/VCO2, atribuídos ao fortalecimento da musculatura respiratória, melhorando assim a qualidade de vida e o bem-estar dos pacientes. Os exercícios tem um papel benéfico a respeito das alterações autonômicas e neurohormanais, que são fatores determinantes no remodelamento do miocárdio melhorando progressivamente a doença. O exercício é responsável por uma diminuição da hiperexcitabilidade simpática e aumento do tonos parassimpático, influencia favoravelmente a variabilidade RR, e acarreta redução dos níveis de renina e aldosterona plasmáticos. Estes efeitos dos exercícios, levantam a possibilidade de poderem exercer uma influência favorável no prognóstico da doença, já que a Capacidade funcional evidenciada peloVO2 máx e a variabilidade RR são determinantes do prognóstico e da estratificação de risco nestes doentes, e conhecido o papel da ativação da cascata neurohormonal na progressão da doença. A melhora da função endotelial associada a pratica de exercícios físicos vem sendo amplamente estudada, estudos  salientam uma ação favorável sobre o vasorelaxamento endotélio-dependente, com efeitos pelo menos com os antiaterogéneos e antihipertensivos, e logo na etiologia da IC. Sabe-se ainda dos benefícios dos exercícios físicos nos antiaterogéneo pela sua ação na melhoria dos perfis lipoproteicos, diminuindo a adiposidade, a resistência à insulina, diminuição das reatividades e agregações plaquetárias.

As contra-indicações para a pratica de exercícios físicos são: a insuficiência cardíaca instável, cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva, estenose aórtica severa, miocardite, insuficiência cardíaca associada a isquemia significativa com exercícios leves, e intercorrências.

A prescrição dos exercícios para esse publico deve ser de forma tradicional dos programas de reabilitação cardíaca. Podendo ser executados de maneira continua, ou intervalada. Quanto a intensidade, estudos apontam entre 40 e 70% do VO2 máx. Outra forma de trabalho, e através dos estímulos elétricos, procurando um efeito teoricamente localizado trabalhando a musculatura sem qualquer risco de descompensação, esses tipos de exercícios devem ser realizados em pacientes com maior severidade da doença.

Tendo isso como base podemos afirmar que a prática regular de atividade física, melhora substancialmente a qualidade de vida dessa população. 

Dietas para quem quer ganhar peso
27-12-2007

Todos estão acostumados a ler diversas notícias sobre dietas milagrosas e novas formas de perder peso. Mas o que devem fazer os magros, que lutam para que a balança mostre alguns quilinhos a mais?
Se a sua resposta foi "eles devem apenas comer mais", errou. O objetivo de quem quer "engordar", na verdade, deve ser ganhar mais massa muscular e não simplesmente aumentar a porcentagem de gordura no corpo e, para isso, não adianta consumir mais alimento indiscriminadamente.

De acordo com a nutricionista Alessandra Caviglia, em geral se deve fazer uma dieta rica em carboidratos e proteínas, mas sem gordura. No entanto, ressalta que "cada um tem um metabolismo diferente e é preciso estudar qual dieta terá que fazer para ganhar peso de maneira saudável".

Para alguns casos, em que só comer mais não garante a quantidade de proteínas e carboidratos necessários para ganhar massa magra, costumam ser recomendados suplementos alimentares especiais. Estes suplementos, que podem ser na forma de milkshakes hipercalóricos, são bastante usados por praticantes de musculação e atletas em geral. Eles costumam garantir, em uma dose, os carboidratos existentes em todo um almoço completo.

Só a alimentação, no entanto, não faz milagres. "É sempre necessário o acompanhamento de exercícios, principalmente os de musculação", explica Alessandra. Os exercícios podem inclusive ajudar a quem não tem fome, pois naturalmente abrem o apetite.

A principal maneira de se saber qual dieta seguir e quais exercícios fazer é procurar um especialista e pedir uma análise da composição corporal. Primeiramente se mede a porcentagem de gordura que a pessoa possui, que pode ser feita por contato (dobra cutânea) e por bioimpedância (medição por corrente elétrica).

Os níveis de gordura considerados saudáveis são entre 12% e 17% para os homens e entre 20% a 26% para as mulheres. Mas Alessandra adverte: "o pessoal malhado das academias têm um percentual mais baixo."

É preciso lembrar que a junk food não ajuda a ganhar massa muscular e, de acordo com Alessadra, ela só faz aumentar o nível de colesterol do sangue. As pessoas magras, segundo ela, também podem ter o colesterol alto. Para quem quer aumentar o peso sem engordar, o melhor mesmo é manter uma dieta de acordo com o seu tipo de metabolismo e praticar musculação.

 

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terra

Você tem obsessão com a aparência?
03-01-2008

Uma das principais causas de estresse e ansiedade nos dias de hoje é a obsessão com a aparência.

Para fugir da paranóia pela perfeição, não tem outro jeito: é preciso usar a cabeça e colocar o senso crítico para funcionar. "As pessoas se relacionam com um ideal do eu, e não com o próprio eu. Nesse sentido, podem chegar a algo patológico, pois, ao se relacionarem com o corpo, estão usando como referência modelos externos e esteriotipados", afirma a psicóloga Dulce Barros. E acrescenta: "com o agravante de que esses modelos estão completamente deslocados da realidade." Como exemplo, a psicóloga cita as fotografias utilizadas em revistas femininas: "nessas revistas, estão garotas às vezes menores de idade muito produzidas, que dão a aparência de alguém mais próximo dos 30 anos, mas que na verdade são ninfetas. O padrão de beleza fica distorcido."

Embora a definição do "belo" seja ainda um mistério para o ser humano, a questão da beleza e de seus padrões acompanha a humanidade desde o começo dos tempos, e, em geral, está associada aos símbolos de poder e riqueza: no Renascimento, por exemplo, época em que comer era um luxo, as mulheres consideradas bonitas eram as mais gordas. Mas, como nota Dulce, "o que se observa, principalmente nesses últimos dez anos, é uma verdadeira lavagem cerebral promovida por uma indústria que lucra com a obsessão das pessoas: nunca se comeu tanto, nem nunca se perseguiu tanto a magreza quanto hoje."

Em meio a tantas contradições e exigências, fica meio difícil evitar a ansiedade, mas uma coisa é certa: se você não está satisfeito com sua aparência, antes de tomar atitudes drásticas, observe com cuidado quais são as suas reais necessidades, e quais são as necessidades que a sociedade de consumo quer impor a você.

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Fonte terra

Saiba o que é e como prevenir a febre amarela
09-01-2008

Para quem pensa que evitar acúmulo de água parada ajuda a prevenir somente a dengue está enganado. A febre amarela do tipo urbana também é uma doença transmitida pela picada do mosquito Aedes Aegypti , que se prolifera em recipientes que contenham água limpa. Já a febre amarela do tipo silvestre é transmitida pelo mosquito Haemagogus.
Segundo o médico infectologista Marcos Antônio Cyrillo, do Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo, aproximadamente 500 milhões de pessoas estão expostas à doença.

"O período de incubação, ou seja, o tempo que a doença demora para se manifestar, varia em torno de 2 semanas", declara o médico infectologista José Ribamar Branco, do Hospital São Camilo, unidade Santana. "Antigamente a febre amarela estava controlada, mas hoje em dia, com os focos da dengue, a doença voltou a ter casos urbanos principalmente em Brasília e em Goiânia", comenta Branco.

De acordo com o infectologista Cyrillo, os sintomas da doença podem variar desde dores no corpo, febre, insuficiência renal e sangramento, podendo ser facilmente confundidos com outras enfermidades como malária, dengue ou leptospirose.

"A melhor forma de prevenir a doença é a vacina gratuita que pode ser aplicada em aeroportos ou estações rodoviárias. A vantagem da vacina aplicada nos aeroportos é o certificado para viagens internacionais", conta Cyrillo. "As pessoas que forem viajar para lugares em que há suspeita de foco de febre amarela devem tomar vacinas com 15 a 20 dias de antecedência. Norte e Nordeste do Brasil são as regiões que costumam apresentar mais casos da doença", acrescenta Cyrillo.

José Ribamar Branco alerta que as pessoas que já estiverem contaminadas com a febre amarela devem procurar um médico imediatamente. "Não existe tratamento específico. Pode ser que em alguns casos a solução seja o tratamento com plaquetas se o sintoma for hemorragia, e em outros pode ser que um remédio consiga conter a enfermidade", declara o infectologista do Hospital São Camilo.
 
 

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Fonte Redação Terra

Estresse prejudica mais o coração das mulheres
13-01-2008

Todo mundo sabe que o estresse faz mal para o coração. Mas um estudo revelou que as mulheres estão muito mais sujeitas que o homens a sofrerem paradas cardíacas por causa do estresse.
Esse estudo, apresentado no Fórum Científico da Ásia e do Pacífico da Associação Americana do Coração, foi liderado por Norman Ratliff, cardiologista da Fundação Instituto do Coração de Minneapolis da Universidade de Minnesota. Segundo o cardiologista: "Encontram-se diferenças na percepção que homens e mulheres têm dos fatores de estresse psicossociais que antecedem a parada cardíaca".

No trabalho, os pesquisadores avaliaram 122 homens e mulheres que tiveram parada cardíaca fora do ambiente hospitalar. Todos os voluntários responderam perguntas sobre o estado emocional e o nível de estresse que haviam enfrentado no período que antecedeu a parada cardíaca. Eles também deram informações sobre o tipo de atividade que estavam realizando um pouco tempo antes de sofrer o problema no coração.

Os autores do trabalho verificaram que os relatos dos homens e das mulheres sobre o estresse psicológico diferiram dramaticamente. Por exemplo, 40% das pacientes disseram ter passado por desgastes como divórcio ou depressão no período anterior à parada cardíaca, enquanto apenas 16% dos homens informaram ter enfrentado situações semelhantes.

Os cientistas também observaram diferenças com respeito à atividade que homens e mulheres desempenhavam no momento da crise. Apenas 5% das voluntárias disseram que estavam fazendo exercícios físicos. Entre os homens, esse índice foi de 40%. "Houve uma tendência maior entre as mulheres de afirmar que passaram por algo ruim na vida - divórcio, morte recente de alguém próximo, grande briga com o marido", observou Ratliff. "Os homens pareceram mais propensos a dizer: Eu estava cortando lenha ou removendo a neve."


  

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Reuters

O que é gengivite? Sinais e sintomas
21-01-2008


Gengivite - uma inflamação da gengiva - é o estágio inicial da doença da gengiva e a mais fácil de ser tratada. A causa direta da doença é a placa - uma película, grudento e sem cor de bactérias que se forma, de maneira constante, nos dentes e na gengiva.

Se a placa não for removida pela escovação e uso de fio dental diários, ela produz toxinas (venenos) que irritam a mucosa da gengiva causando a gengivite. Neste estágio inicial da doença da gengiva, os danos podem ser revertidos, uma vez que o osso e o tecido conjuntivo que segura os dentes no lugar ainda não foram atingidos. Entretanto, se a gengivite não for tratada, ela pode evoluir para uma periodontite e causar danos permanentes aos dentes e mandíbula/maxilar.

Como sei que tenho gengivite?
Os sintomas clássicos da gengivite incluem gengivas vermelhas, inchadas e sensíveis que podem sangrar durante a escovação. Outro sintoma de doença é o recuo ou retração da gengiva, conferindo aos dentes uma aparência alongada. A doença da gengiva pode formar bolsas entre os dentes e a gengiva, onde se acumulam restos de comida e placa. Algumas pessoas têm mau hálito freqüente ou sentem gosto ruim na boca, mesmo se a doença não estiver em estágio avançado.

Como posso prevenir a gengivite?
Uma boa higiene bucal é essencial. A limpeza profissional também é extremamente importante, pois uma vez que a placa se acumula e endurece (ou torna-se tártaro), apenas o dentista ou um higienista podem removê-la.

Você pode prevenir a gengivite pela:

A correta escovação e uso apropriado do fio dental para remover placas e restos, e do controle do aparecimento de tártaro.


Alimentação correta para garantir nutrição adequada para o osso da mandíbula/maxilar e dos dentes.


Evitar cigarros e outras formas de tabaco.


Ir ao dentista regularmente.

 

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Fonte Terra

Mau hálito? Veja causas e como solucionar
28-01-2008

Nada mais desconfortável do que conversar com uma pessoa e sentir um odor nada agradável. O curioso é que os portadores do mau hálito não conseguem perceber a presença do problema. São os outros que notam e ficam constrangidos em avisar a vítima da doença.

Algumas causas do mau hálito:
» Diabetes
» Regimes e jejum
» Tabagismo
» Depressão
» Dieta inadequada
» Próteses dentais
e restaurações
» Infecções locais
» Boca seca
» Má higienização bucal

Esse temível problema afeta cerca de 60% de toda a população mundial e você pode ser uma dessas pessoas. Mas calma, não precisa ficar neurótica. Esse probleminha tem solução. Só é preciso descobrir a verdadeira causa para atacá-la de maneira certeira.

Graças à odontologia, ninguém precisa se conformar em ter de conviver com o mau hálito para o resto da vida. O primeiro passo é conhecer bem o inimigo. Estima-se que cerca de 90% a 95% das halitoses (nome correto para esse drama) são causadas no ambiente bucal, principalmente na língua, e cerca de 5% a 10% têm causas sistêmicas, como diabetes, problemas renais ou hepáticos e prisão de ventre acentuada.

A língua possui diversas papilas gustativas entre as quais se formam criptas, ou seja, saquinhos que retêm resíduos de alimentos, células epiteliais descamadas e placas bacterianas que começam a fermentar e a liberar odor de enxofre. Essa é, sem dúvida, a principal causa do mau hálito. Mas mesmo assim, é preciso fazer uma investigação mais detalhada para saber se a halitose não é fruto de algum outro problema. Por isso, o dentista faz um exame detalhado da boca, da língua e da parte dentária.

"Os resíduos, as placas bacterianas e as bactérias podem ficar acumuladas em várias regiões da boca, por isso essa anamnese tão detalhada", explica a dentista Caroline Zarvos (SP). A partir dessa observação é possível levantar as diversas causas e identificar a melhor maneira de prevenção ou tratamento. Listamos a seguir as mais comuns e explicamos como tratar o problema em cada um dos casos.

Revista Plástica & Beleza

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Revista Plástica & Beleza

Por que eu engordo mesmo comendo tão pouco?
30-01-2008

Aquele almoço suculento, cheio de tudo o que você mais gosta virou lenda já faz um bom tempo e nada da balança começar a reduzir. Muito pelo contrário, ela não faz nada além de aumentar o ponteiro e indicar um peso cada vez maior. Parece até perseguição ou início de loucura, mas a verdade é que cada prato a menos significa continuar engordando.

Segundo o endocrinologista e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Walter J. Minicucci, isso está longe de ser verdade. "Uma pessoa saudável emagrece quando passa a comer uma quantidade menor do que o necessário para manter seu peso, quando ela aumenta o gasto calórico ou quando combina as duas coisas", esclarece.

Minicucci salienta que pessoas com sobrepeso que procuram o auxílio de um spa para emagrecer comem uma quantidade muito menor do que estão acostumadas e, ainda assim, emagrecem. "Muitas vezes não temos a percepção correta do que comemos. Um exemplo é o tamanho dos pratos e copos que usamos. Se compararmos com 30 anos atrás, iremos ver que estão muito maiores", comenta.

Já a nutricionista Fernanda Pisciolaro acredita que uma redução brusca na quantidade de calorias ingeridas pela pessoa pode resultar numa baixa metabólica. "Quando há uma diminuição das calorias ingeridas, o metabolismo entra em déficit e se torna tão econômico ao ponto de consumir uma quantidade de calorias muito pequenas", explica. Assim, mesmo comendo menos por dia, a pessoa consome menos calorias, o que a faz engordar.

O adequado, nesse caso, seria uma redução máxima de 1.000cal do total gasto pela pessoa ao dia. Pode-se dizer que uma pessoa com sobrepeso gaste, em média, um valor referente ao seu peso atual vezes 35 (uma pessoa com 100kg gasta, em média, 3.500cal/dia).

Segundo Fernanda, dietas com redução drástica de calorias ingeridas simultâneas tendem a tornar cada vez mais complicada a perda de peso. "É como se o organismo se acostumasse, fica cada vez mais difícil emagrecer, porque a pessoa começa a não conseguir recuperar o gasto energético", finaliza.

Serviço:
Fernanda Pisciolaro - nutricionista
www.abeso.org.br

Walter J. Minucucci - endocrinologista
www.diabetes.org.br

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Fonte Terra

Cuide da saúde dos seus olhos
07-02-2008

Apesar de vivermos em um mundo cuja linguagem exige cada vez mais de nossos olhos, nem sempre nos lembramos de cuidar desta área tão fundamental e sensível de nosso corpo. Mas, como alerta o oftalmologista Jorge Wilson Nogueira Neves, "a saúde dos olhos deve ser observada desde o nascimento, para que se possa prevenir e tratar, o mais cedo possível, todo o tipo de problema que pode surgir ao longo da vida", alerta. Veja os principais cuidados que você deve ser com a sua visão:

Antes de mais nada, é preciso visitar o oftalmologista regularmente. Para as pessoas que têm problemas de visão ou que já passaram dos 40 anos, o ideal é que a consulta seja feita a cada seis meses.

Outra atitude fundamental é a auto-observação: vista cansada, coceira nos olhos, dificuldade para focalizar imagens, lacrimejamento, todos esses são sintomas de problemas de visão, doenças ou alergias.

Os cuidados em relação à televisão e, principalmente, ao uso continuado de computadores, são muito importantes. Recomenda-se que o usuário dê intervalos de uma em uma hora para descansar os olhos e que mantenha uma distância de pelo menos 50cm do monitor.

Muitas pessoas (não necessariamente as que têm olhos claros) são mais sensíveis aos raios ultra-violeta do sol. Por isso, o uso de óculos escuros de boa qualidade (que podem ser ou não de grau, dependendo do caso), são fundamentais para proteger a visão.

Quem usa lentes de contato deve dar atenção especial à limpeza das lentes, e ao uso continuado dentro dos prazos estabelecidos. Quando isto não é feito, pode haver a proliferação de bactérias dentro dos olhos, o que causa infecções. 
  
 
 
 

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Fonte Terra

Transtorno Bipolar.
12-02-2008

O que é?
O transtorno afetivo bipolar era denominado até bem pouco tempo de psicose maníaco-depressiva. Esse nome foi abandonado principalmente porque este transtorno não apresenta necessariamente sintomas psicóticos, na verdade, na maioria das vezes esses sintomas não aparecem. Os transtornos afetivos não estão com sua classificação terminada. Provavelmente nos próximos anos surgirão novos subtipos de transtornos afetivos, melhorando a precisão dos diagnósticos. Por enquanto basta-nos compreender o que vem a ser o transtorno bipolar. Com a mudança de nome esse transtorno deixou de ser considerado uma perturbação psicótica para ser considerado uma perturbação afetiva.
A alternância de estados depressivos com maníacos é a tônica dessa patologia. Muitas vezes o diagnóstico correto só será feito depois de muitos anos. Uma pessoa que tenha uma fase depressiva, receba o diagnóstico de depressão e dez anos depois apresente um episódio maníaco tem na verdade o transtorno bipolar, mas até que a mania surgisse não era possível conhecer diagnóstico verdadeiro. O termo mania é popularmente entendido como tendência a fazer várias vezes a mesma coisa. Mania em psiquiatria significa um estado exaltado de humor que será descrito mais detalhadamente adiante.
A depressão do transtorno bipolar é igual a depressão recorrente que só se apresenta como depressão, mas uma pessoa deprimida do transtorno bipolar não recebe o mesmo tratamento do paciente bipolar.

Características
O início desse transtorno geralmente se dá em torno dos 20 a 30 anos de idade, mas pode começar mesmo após os 70 anos. O início pode ser tanto pela fase depressiva como pela fase maníaca, iniciando gradualmente ao longo de semanas, meses ou abruptamente em poucos dias, já com sintomas psicóticos o que muitas vezes confunde com síndromes psicóticas. Além dos quadros depressivos e maníacos, há também os quadros mistos (sintomas depressivos simultâneos aos maníacos) o que muitas vezes confunde os médicos retardando o diagnóstico da fase em atividade.

Tipos
Aceita-se a divisão do transtorno afetivo bipolar em dois tipos: o tipo I e o tipo II. O tipo I é a forma clássica em que o paciente apresenta os episódios de mania alternados com os depressivos. As fases maníacas não precisam necessariamente ser seguidas por fases depressivas, nem as depressivas por maníacas. Na prática observa-se muito mais uma tendência dos pacientes a fazerem várias crises de um tipo e poucas do outro, há pacientes bipolares que nunca fizeram fases depressivas e há deprimidos que só tiveram uma fase maníaca enquanto as depressivas foram numerosas. O tipo II caracteriza-se por não apresentar episódios de mania, mas de hipomania com depressão.
Outros tipos foram propostos por Akiskal, mas não ganharam ampla aceitação pela comunidade psiquiátrica. Akiskal enumerou seis tipos de distúrbios bipolares.

Fase maníaca
Tipicamente leva uma a duas semanas para começar e quando não tratado pode durar meses. O estado de humor está elevado podendo isso significar uma alegria contagiante ou uma irritação agressiva. Junto a essa elevação encontram-se alguns outros sintomas como elevação da auto-estima, sentimentos de grandiosidade podendo chegar a manifestação delirante de grandeza considerando-se uma pessoa especial, dotada de poderes e capacidades únicas como telepáticas por exemplo. Aumento da atividade motora apresentando grande vigor físico e apesar disso com uma diminuição da necessidade de sono. O paciente apresenta uma forte pressão para falar ininterruptamente, as idéias correm rapidamente a ponto de não concluir o que começou e ficar sempre emendando uma idéia não concluída em outra sucessivamente: a isto denominamos fuga-de-idéias.. O paciente apresenta uma elevação da percepção de estímulos externos levando-o a distrair-se constantemente com pequenos ou insignificantes acontecimentos alheios à conversa em andamento. Aumento do interesse e da atividade sexual. Perda da consciência a respeito de sua própria condição patológica, tornando-se uma pessoa socialmente inconveniente ou insuportável. Envolvimento em atividades potencialmente perigosas sem manifestar preocupação com isso. Podem surgir sintomas psicóticos típicos da esquizofrenia o que não significa uma mudança de diagnóstico, mas mostra um quadro mais grave quando isso acontece.

Fase depressiva
É de certa forma o oposto da fase maníaca, o humor está depressivo, a auto-estima em baixa com sentimentos de inferioridade, a capacidade física esta comprometida, pois a sensação de cansaço é constante. As idéias fluem com lentidão e dificuldade, a atenção é difícil de ser mantida e o interesse pelas coisas em geral é perdido bem como o prazer na realização daquilo que antes era agradável. Nessa fase o sono também está diminuído, mas ao contrário da fase maníaca, não é um sono que satisfaça ou descanse, uma vez que o paciente acorda indisposto. Quando não tratada a fase maníaca pode durar meses também.

Exemplo de como um paciente se sente
...Ele se sente bem, realmente bem..., na verdade quase invencível. Ele se sente como não tendo limites para suas capacidades e energia. Poderia até passar dias sem dormir. Ele está cheio de idéias, planos, conquistas e se sentiria muito frustrado se a incapacidade dos outros não o deixasse ir além. Ele mal consegue acabar de expressar uma idéia e já está falando de outra numa lista interminável de novos assuntos. Em alguns momentos ele se aborrece para valer, não se intimida com qualquer forma de cerceamento ou ameaça, não reconhece qualquer forma de autoridade ou posição superior a sua. Com a mesma rapidez com que se zanga, esquece o ocorrido negativo como se nunca tivesse acontecido nada. As coisas que antes não o interessava mais lhe causam agora prazer; mesmo as pessoas com quem não tinha bom relacionamento são para ele amistosas e bondosas.

Sintomas (maníacos):
Sentimento de estar no topo do mundo com um alegria e bem estar inabaláveis, nem mesmo más notícias, tragédias ou acontecimentos horríveis diretamente ligados ao paciente podem abalar o estado de humor. Nessa fase o paciente literalmente ri da própria desgraça.
Sentimento de grandeza, o indivíduo imagina que é especial ou possui habilidades especiais, é capaz de considerar-se um escolhido por Deus, uma celebridade, um líder político. Inicialmente quando os sintomas ainda não se aprofundaram o paciente sente-se como se fosse ou pudesse ser uma grande personalidade; com o aprofundamento do quadro esta idéia torna-se uma convicção delirante.
Sente-se invencível, acham que nada poderá detê-las.
Hiperatividade, os pacientes nessa fase não conseguem ficar parados, sentados por mais do que alguns minutos ou relaxar.
O senso de perigo fica comprometido, e envolve-se em atividade que apresentam tanto risco para integridade física como patrimonial.
O comportamento sexual fica excessivamente desinibido e mesmo promíscuo tendo numerosos parceiros num curto espaço de tempo.
Os pensamentos correm de forma incontrolável para o próprio paciente, para quem olha de fora a grande confusão de idéias na verdade constitui-se na interrupção de temas antes de terem sido completados para iniciar outro que por sua vez também não é terminado e assim sucessivamente numa fuga de idéias.
A maneira de falar geralmente se dá em tom de voz elevado, cantar é um gesto freqüente nesses pacientes.
A necessidade de sono nessa fase é menor, com poucas horas o paciente se restabelece e fica durante todo o dia e quase toda a noite em hiperatividade.
Mesmo estando alegre, explosões de raiva podem acontecer, geralmente provocadas por algum motivo externo, mas da mesma forma como aparece se desfaz.
A fase depressiva
Na fase depressiva ocorre o posto da fase maníaca, o paciente fica com sentimentos irrealistas de tristeza, desespero e auto-estima baixa. Não se interessa pelo que costumava gostar ou ter prazer, cansa-se à-toa, tem pouca energia para suas atividades habituais, também tem dificuldade para dormir, sente falta do sono e tende a permanecer na cama por várias horas. O começo do dia (a manhã) costuma ser a pior parte do dia para os deprimidos porque eles sabem que terão um longo dia pela frente. Apresenta dificuldade em concentra-se no que faz e os pensamentos ficam inibidos, lentificados, faltam idéias ou demoram a ser compreendidas e assimiladas. Da mesma forma a memória também fica prejudicada. Os pensamentos costumam ser negativos, sempre em torno de morte ou doença. O apetite fica inibido e pode ter perda significativa de peso.

Generalidades
Entre uma fase e outra a pessoa pode ser normal, tendo uma vida como outra pessoa qualquer; outras pessoas podem apresentar leves sintomas entre as fases, não alcançando uma recuperação plena. Há também os pacientes, uma minoria, que não se recuperam, tornando-se incapazes de levar uma vida normal e independente.
A denominação Transtorno Afetivo Bipolar é adequada? Até certo ponto sim, mas o nome supõe que os pacientes tenham duas fases, mas nem sempre isso é observado. Há pacientes que só apresentam fases de mania, de exaltação do humor, e mesmo assim são diagnosticados como bipolares. O termo mania popularmente falando não se aplica a esse transtorno. Mania tecnicamente falando em psiquiatria significa apenas exaltação do humor, estado patológico de alegria e exaltação injustificada.
O transtorno de personalidade, especialmente o borderline pode em alguns momentos se confundir com o transtorno afetivo bipolar. Essa diferenciação é essencial porque a conduta com esses transtornos é bastante diferente.

Qual a causa da doença?
A causa propriamente dita é desconhecida, mas há fatores que influenciam ou que precipitem seu surgimento como parentes que apresentem esse problema, traumas, incidentes ou acontecimentos fortes como mudanças, troca de emprego, fim de casamento, morte de pessoa querida.
Em aproximadamente 80 a 90% dos casos os pacientes apresentam algum parente na família com transtorno bipolar.


Como se trata?
O lítio é a medicação de primeira escolha, mas não é necessariamente a melhor para todos os casos. Freqüentemente é necessário acrescentar os anticonvulsivantes como o tegretol, o trileptal, o depakene, o depakote, o topamax.
Nas fases mais intensas de mania pode se usar de forma temporária os antipsicóticos. Quando há sintomas psicóticos é quase obrigatório o uso de antipsicóticos. Nas depressões resistentes pode-se usar com muita cautela antidepressivos. Há pesquisadores que condenam o uso de antidepressivo para qualquer circunstância nos pacientes bipolares em fase depressiva, por causa do risco da chamada "virada maníaca", que consiste na passagem da depressão diretamente para a exaltação num curto espaço de tempo.
O tratamento com lítio ou algum anticonvulsivante deve ser definitivo, ou seja, está recomendado o uso permanente dessas medicações mesmo quando o paciente está completamente saudável, mesmo depois de anos sem ter problemas. Esta indicação se baseia no fato de que tanto o lítio como os anticonvulsivantes podem prevenir uma fase maníaca poupando assim o paciente de maiores problemas. Infelizmente o uso contínuo não garante ao paciente que ele não terá recaídas, apenas diminui as chances disso acontecer.
Pacientes hipertensos sem boa resposta ao tratamento de primeira linha podem ainda contar com o verapamil, uma medicação muito usada na cardiologia para controle da hipertensão arterial que apresenta efeito anti-maníaco. A grande desvantagem do verapamil é ser incompatível com o uso simultâneo do lítio, além da hipotensão que induz nos pacientes normotensos

Última Atualização: 15-10-2004
Ref. Bibliograf: Liv 01 Liv 19 Liv 03 Liv 17 Liv 13 Psychiatry Research 2001; 103: 229-235
Age of Onset of Bipolar II Derpessive Mixed State
Franco Benazzi

Derreta 700 cal correndo
15-02-2008

Você ainda tem dúvidas de que acordar cedo, vestir o tênis de corrida e suar o top vale a pena? Então leia esta reportagem Ok, a gente sabe que correr é um esforço e tanto, envolvendo um bocado de suor e determinação. Por outro lado, a sensação de cruzar aquela linha de chegada imaginária é maravilhosa. Não só por causa das endorfinas – substâncias que dão bem-estar e que têm a produção aumentada pelo nosso organismo durante a corrida – mas também pela sensação de dever cumprido. Isso sem falar nos benefícios que não demoram a aparecer: um corpo sequinho, pernas fortes e um coração saudável.

Temos mais um excelente motivo para você levar esse esporte a sério. Uma hora de corrida, a 11 quilômetros por hora, é capaz de derreter cerca de 700 calorias. O mesmo vale para um treinamento que mescla tiros mais rápidos e longa distância. Mas para chegar lá é preciso disciplina. Pedimos à especialista em corrida Lara de Marchi, responsável técnica da assessoria esportiva Fitotraining, que montasse um treinamento para que você melhore seu desempenho e consiga atingir essa marca. Mas você só trocou a caminhada pela corrida recentemente e ainda tem um longo caminho a percorrer? Tudo bem. Também oferecemos um treino na medida. Para os dois casos, há dicas de como evitar lesões e melhorar as técnicas de corrida.

 

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Fonte Boa Forma

Ingredientes light podem ser uma bomba para seu prato
19-02-2008

Alimentos light são boas opções quando se quer exagerar um pouquinho à mesa, certo? Errado. Esse é um dos grandes mitos que rondam a questão de ingredientes que levam esta nomenclatura.
"Vale lembrar que nem todos os produtos light possuem redução calórica e que algumas vezes essa redução é muito pequena. Assim, antes de optar pelo uso destes alimentos avalie se vale a pena consumi-los ou comer uma quantidade pequena do alimento convencional", alerta a nutricionista Fernanda Pisciolaro da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).

A maioria das pessoas comete esse tipo de engano, porque não sabem distinguir o light e o diet de um alimento comum. Saiba de uma vez por todas as diferenças para não cair nesta armadilha.

Serviço:
Fabiana Schimdt - nutricionista
Site: www.agapeclinica.com.br

Fernanda Pisciolaro - nutricionista
Site: www.abeso.org.br 

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Fonte Terra

Descubra as verdades e mentiras sobre o refrigerante
22-02-2008

O consumo de refrigerante não traz nenhum benefício para o corpo. O consumo a bebida engorda e pode até causar problemas gástricos. E ao contrário do que muitas pessoas pensam, o refrigerante não é um dos responsáveis pelo terror das mulheres: a celulite. Segundo especialistas, não há nada comprovado, cientificamente, que a bebida seja responsável pelo surgimento daqueles "furinhos" indesejáveis na pele.

Segundo o endocrinologista Walmir Coutinho e o médico ortomolecular Márcio Tannuri, ambos do Rio de Janeiro, o refrigerante não traz nenhum benefício nutricional, mas o consumo dos dietéticos é melhor, pois não contém açúcares, por isso não engordam e podem ser ingeridos por diabéticos.

"Em termos calóricos o refrigerante diet, às vezes, é melhor que o suco, mas nutricionalmente não acrescenta nada. É apenas uma opção menos calórica: enquanto um copo de suco de laranja tem 350 calorias o refrigerante diet tem zero", explica Tannuri.

O refrigerante pode ser o responsável por problemas gástricos se for consumido exageradamente, segundo o médico Walmir Coutinho. "Como a bebida tem cafeína também pode causar insônia em algumas pessoas e os não dietéticos prejudicam os dentes com o aparecimento de cáries", alerta.

Dicas
O consumo em excesso do refrigerante comum pode ser um dos responsáveis pela obesidade, principalmente em crianças, por isso, o endocrinologista Walmir Coutinho recomenda o consumo das bebidas dietéticas, sem restrição de idade.

Já Márcio Tannuri, que é medico da equipe de futebol do Flamengo, recomenda que atletas não bebam refrigerantes antes das atividades físicas, pois a bebida pode causar desconforto abdominal.

Serviço:
Médico ortomolecular Márcio Tannuri: (21) 3385-4651
Médico endocrinologista Walmir Coutinho: (21)3150-3006
 
Redação Terra

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Fonte Terra

Mito ou verdade: comer fruta à noite engorda?
25-02-2008

Menos calóricas, as frutas sempre foram uma das opções preferidas quando perder uns quilinhos se torna um assunto de urgência. Acontece que a "troca" de uma refeição equilibrada por uma deliciosa maçã, por exemplo, pode ser um tiro pela culatra.Assim como qualquer outro alimento, cada fruta possui uma quantidade certa de calorias e se consumida em exagero pode também engordar, independente do horário. "No período da noite, enquanto dormimos, o gasto calórico diminui", comenta a nutricionista Samantha Rhein. Essa diminuição, devido ao estado basal do organismo, é a vilã de quem adora comer pouco tempo antes de se deitar para dormir.

Isso significa que se você trocar aquele lanche natural de todas as noites por algumas fatias de abacaxi esperando emagrecer, você pode estar trocando seis por meia dúzia. "Não se pode dizer que frutas não engordam. O que vale é a quantidade que se come e seu valor calórico", explica a nutricionista Débora Rocha.

Comer fatias e fatias de melão poucas horas antes de dormir, por exemplo, pode ter o mesmo efeito do que a ingestão de um alimento de outro grupo qualquer - como pães e bolos. Mesmo sendo uma fruta com pouca taxa calórica (130g tem, aproximadamente, 30 calorias), se consumida em excesso ela pode engordar tanto quanto uma porção de doces.

Mas a ingestão de frutas deve ser algo rotineiro no cardápio de qualquer pessoa. Além de serem fontes de vitaminas, minerais e antioxidantes, elas ainda possuem pouca gordura, são de fácil digestão e proporcionam sensação de saciedade. "A fruta possui grande quantidade de fibra. Quando se faz o suco dessa fruta, no entando, a capacidade saciadora se perde, porque o suco não possui a quantidade de fibras da fruta in natura", comenta Samantha.

Segundo Fernanda Pisciolaro, nutricionista da Faculdade de Medicina de São Paulo, o ideal é que se coma de três a cinco porções de frutas por dia. "Não há problema em consumir a fruta à noite. Só deve se atentar para que essa fruta não seja consumida muito próxima da hora de dormir. Procure que seja, no mínimo, duas horas antes de deitar", finaliza.

Frutas com baixo valor calórico:
- Maçã
- Pêra
- Abacaxi
- Limão
- Caju
- Kiwi

Frutas com valor calórico mais elevado:
- Banana nanica
- Laranja
- Abacate
- Coco
- Açaí
- Jaca

Serviço:
Débora Rocha - nutricionista

Fernanda Pisciolaro - nutricionista

Samantha Rhein - nutricionista

Limpeza de pele: fácil e rápida para fazer em casa
27-02-2008

A pele exige cuidados diários, principalmente a do rosto. Como os homens costumam ter pele mais oleosa que a das mulheres e têm que fazer a barba com freqüência, é preciso ter uma atenção especial para evitar pêlos encravados, excesso de oleosidade e cravos. Para isso, cuidados básicos evitam problemas e deixam a pele em dia: macia e sem irritações.

A esteticista do Red Door Saloon and Spa, de São Paulo, Thaís Trindade, recomenda que diariamente o rosto seja lavado com um sabonete e higienizada com um tônico. "Várias marcas oferecem esses produtos, é só escolher o que mais se adequa a pele", indica.

A grande sacada, que ajuda na hora de fazer a barba, é esfoliar a pele. De acordo com a esteticista, a esfoliação semanal evita o encravamento dos pêlos, promove uma renovação celular, controla a oleosidade e ajuda a prevenir cravos e espinhas.

Mas para isso não é preciso gastar horas em algum salão ou comprar produtos caros. Thaís ensina duas receitas rápidas e fáceis de fazer e usar, que são utilizadas no spa Red Door. Não é preciso gastar mais que cinco minutos. Confira:

Esfoliante de açúcar:
Para fazer o esfoliante misture uma colher de sopa de açúcar cristal com uma de mel. Em seguida passe no rosto com movimentos circulares leves e retire com bastante água em seguida.

Esse esfoliante de açúcar e mel é ideal para peles com muitos cravos, mas não é recomendável para peles sensíveis - pode ocasionar vermelhidão - ou muito oleosas.

Esfoliante de aveia:
Misture duas colheres de sopa de aveia em flocos com duas de mel. Passe em todo o rosto e faça movimentos circulares. Em seguida, retire o esfoliante com água.

O esfoliante de aveia é mais suave e, por isso, indicado para peles mais sensíveis. Além disso, a aveia promove a nutrição da pele.

Depois da esfoliação ou dos cuidados diários, Thaís recomenda o uso de um hidratante com filtro solar. "Como a pele dos homens são mais oleosas, é melhor optar por hidratantes em gel", sugere.

Recomendações
- Faça a esfoliação uma vez por semana com movimentos circulares leves.
- Lave o rosto com sabonete, tônico e use hidratante com filtro solar diariamente, isso evita o ressecamento da pele e facilita o barbear.


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Fonte Terra

Sono e alimentação
03-03-2008

#  Bebidas estimulantes, como chocolate, café, chá preto ou mate, guaraná, refrigerantes à base de coca, devem ser evitados próximo ao horário de dormir, sendo ideal não ingerir estes alimentos e bebidas pelo menos quatro horas antes do sono. Estes alimentos são fonte de substâncias como a xantina e cafeína, que estimulam o sistema nervoso central.

# Outro cuidado importante é diminuir a ingestão de alimentos gordurosos e/ou não ingerir grande quantidade de alimentos, pois assim você facilitará a digestão, favorecerá o sono e evitará que as calorias desses alimentos sejam armazenadas na forma de gordura, uma vez que à noite o metabolismo é mais lento. Uma boa dica é fazer refeições leves e em pequenas quantidades.

# Um copo de leite quente pode ser de grande ajuda, uma vez que este alimento é rico em triptofano, que é precursor da serotonina, substância envolvida no processo do sono.
 
Revista Água na Boca

Combata a insônia de uma vez por todas
05-03-2008

Depois de dormir as tradicionais oito horas de sono, você acorda cansada e passa o dia sonolento, com a atenção reduzida e irritada. No dia seguinte, a sua noite acaba às 3h da manhã e nada de conseguir pegar no sono novamente. Características da insônia, estes sintomas acometem um número significativo de pessoas que sofrem de distúrbios do sono.
"O sono é uma necessidade fisiológica como qualquer outra, sendo necessário para a saúde física e mental", explica o neurologista da Unifesp Luciano Ribeiro Pinto Junior. Um sono bem dormido é um dos responsaveis pela produtividade do dia que se segue. "De forma geral, um sono não reparado, ou 'mal dormido', leva a um estado de indisposição e cansaço, além de deixar o raciocínio confuso e lento", complementa Ruth Ferreira Santos, psicóloga do Instituto do Sono da Unifesp.

Mais comum entre mulheres acima dos 45 anos, a insônia vem deixando muita criança em idade escolar com o sono comprometido. "Venho recebendo em meu consultório mais crianças com queixas de baixo desempenho escolar. Depois de uma extensa avaliação percebemos que isso pode ser conseqüência de um sono não reparador", explica a psicóloga.

Segundo o neurologista Luciano, a insônia, em sua maioria, é fruto de problemas psicológicos, como a ansiedade e depressão. "Além destes fatores, as condições de vida de uma pessoa também podem ajudar a perpetuar a insônia, a exemplo das relações familiares e profissionais", comenta o médico.

Para um tratamento adequado da doença, é necessário que se descubra quais são os motivos que levam a pessoa a ter noites de sono mal dormidas. Além de remédios, a mudança de comportamento no dia-a-dia é fundamental para uma melhora efetiva na qualidade do sono.

Serviço:
Luciano Ribeiro Pinto Jr - neurologista
www.sono.org.br

Coma chocolate, sua saúde agradece
07-03-2008

Ele protege o coração, o sistema nervoso e ainda alivia a TPM
A textura, o aroma, o sabor e a capacidade de derreter suavemente na boca arrebata os sentidos, desperta o corpo e provoca sensações emocionais. O êxtase é absoluto, com uma vantagem incomparável: não se trata de nenhuma substância ilícita apesar, é bem verdade, de existirem os viciados assumidos, que não abrem mão de uma (ou várias) barras diárias de chocolate.
Se, na Páscoa, essa delícia ganha passe-livre na sua dieta por motivos de força maior, vale ficar atenta aos benefícios dela para justificar a comilança no restante do ano. Desde, é claro, que você preze pela moderação, afinal a mistura de leite e cacau mais saborosa do planeta é rica em açúcar e gordura, portanto cheia de calorias. Está aqui mais um motivo para as mulheres serem as principais consumidoras da guloseima, principalmente nos períodos da malfadada TPM. Para aplacar a irritação, o time feminino ataca o doce
Uma das explicações está na queda do nível de magnésio do sangue nesse período. Dá-lhe apelar para a barrinha mágica de cacau para repor o nutriente, importante no equilíbrio da serotonina, o neurotransmissor que controla o humor. Mas não é preciso comer uma caixa de bombons para se sentir mais feliz. A Organização Mundial da Saúde recomenda não extrapolar o limite de 30 gramas por dia , explica Fabiana Honda.
Dieta preventiva
O lado bom dessa tentação não pára por aí. Um pequeno pedaço de chocolate preto por dia melhora o fluxo arterial e beneficia a saúde vascular. Em um relatório apresentado na reunião anual da Associação de Cardiologia dos Estados Unidos, em Chicago, cientistas afirmaram que o chocolate escuro, em pequenas quantidades, pode reduzir o risco de um ataque cardíaco por diminuir a tendência de coagulação das plaquetas e de obstrução dos vasos sangüíneos. Esses mesmos efeitos não foram observados em relação ao chocolate branco, composto basicamente por gordura daí os mais conservadores nem cotarem a barrinha albina.
O sistema nervoso também sai no lucro a cada boa mordida. Os flavonóides, antioxidantes encontrados nas sementes do cacau, têm poder de aumentar o fluxo de sangue no cérebro e fazê-lo funcionar melhor , explica a nutricionista de São Paulo.
Na dúvida entre o ao leite ou o amargo? Aposte no último. Pesquisas demonstram que ele pode servir como escudo protetor contra os radicais livres, moléculas responsáveis pela degeneração das células. A versão ao leite contém mais gordura e menor teor de flavonóides. Além disso, o próprio leite prejudica ação desses antioxidantes. Essa substâncias auxiliam na prevenção de doenças cardiovasculares e na diminuição do LDL, colesterol ruim , diz Fabiana
Também vale tomar alguns cuidados para que as propriedades nutritivas do chocolate não se transformem em inimigas. Saber escolher o melhor chocolate é fundamental.
Fuja dos produtos que abusam da gordura hidrogenada para substituir o cacau confira as proporções no rótulo. E prefira consumir o chocolate logo após as refeições (depois do almoço, por exemplo) por se tratar de um alimento de alto índice glicêmico (saiba como esse indicador por ajudar o seu regime).

Quando ingerido, após longos períodos de jejum, ele é prontamente transformado em glicose e absorvido mais rapidamente, despertando a fome pouco tempo depois , diz Fabiana Honda.
Calorias numa porção de 30g (um tablete pequeno)
Chocolate branco: 160 Kcal
Chocolate ao leite: 170,4 Kcal
Chocolate amargo: 161 Kcal

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Fonte UOL

O que é sensibilidade?( Saúde Bucal )
10-03-2008

O que quer dizer ter dentes sensíveis?
A sensibilidade dentária é a dor causada por desgaste da superfície do dente. A causa mais comum desta sensibilidade na pessoa adulta é a exposição da raiz dos dentes na área cervical, ou colo, devido à retração gengival. Como a raiz não está coberta pelo esmalte, milhares de canalículos que vão do centro do dente e levam o feixe nervoso da polpa até a superfície ficam expostos e acusam a dor. Quando o calor, frio ou pressão afeta esses canalículos, você sente dor. Ignorar os dentes sensíveis pode levar a outros problemas de saúde bucal. Especialmente se a dor fizer com que você não escove bem seus dentes, tornando-os vulneráveis às cáries e doenças gengivais.

 
 
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Divulgação Colgate
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Como saber se meus dentes são sensíveis?
Se você sentir uma sensação dolorosa em seus dentes após tomar bebidas ou comer comidas quentes ou frias, seus dentes são sensíveis. Mas não é só você que sente isto. É um problema que afeta um em cada quatro adultos, às vezes de forma não permanente.

Como tratar dentes sensíveis?
Em primeiro lugar, fale com seu dentista. A sensibilidade dos dentes geralmente pode ser tratada e curada. Seu dentista pode prescrever flúor em gel ou um enxagüante bucal com flúor. Você também pode tentar cremes dentais de baixa abrasividade com formulações feitas especialmente para dentes sensíveis. Pergunte ao seu dentista quais são os produtos mais adequados para o seu problema de sensibilidade. Tenha cuidado com a escovação e evite que seus dentes se desgastem ainda mais. Uma escovação muito forte, uma prótese parcial com grampos e aparelhos muito apertados e justos podem também levar à abrasão.



*Artigo fornecido pela Colgate-Palmolive. Copyright 2007 Colgate-Palmolive. Todos os direitos reservados.

Estresse no trabalho: ele acaba com sua saúde
13-03-2008

Sete segundos após perceber uma situação estressante - seja por excesso de cobranças do chefe, prazos apertados, tarefas demais - o organismo se prepara, fisiologicamente, para reagir: a pressão arterial sobe, a freqüência cardíaca acelera, a respiração se torna mais superficial e rápida, os músculos se contraem e as mãos e os pés ficam frios e suados.

Para o corpo, os excessos no trabalho criam uma situação de defesa e as adaptações fisiológicas preparam o indivíduo para a luta. Mas quem é o inimigo? Você. Não há com quem lutar e seu corpo vai experimentar essa sensação - chamada de estresse - por horas, todos os dias. Mas se os encargos profissionais não vão diminuir, então, é preciso descobrir estratégias para reduzir as doses extras de hormônios e toda a tensão gerada por este inimigo invisível. E elas são mais simples do que se imagina.

Manter um estilo de vida saudável está no topo desta lista. Uma atividade física regular, por exemplo, ajuda a liberar a tensão e, de quebra, joga doses de endorfina no organismo que dão uma sensação de prazer. Atividades de relaxamento também têm papel importante nisso, como a prática da meditação, do yoga ou do tai chi chuan.

De acordo com pesquisas feitas pelo cardiologista americano Herbet Benson, fundador do Instituto Mente/Corpo da Universidade de Harvard (EUA), este tipo de prática fortalece o sistema imunológico. Técnicas de visualização - que podem ser feitas em casa ou no ambiente de trabalho - também disciplinam a mente e evitam os efeitos danosos do estresse. E, certamente, ter tempo reservado na agenda para o lazer, a família e os amigos. Rir, viajar, brincar com os filhos, namorar, bater papo com os amigos são excelentes antídotos para relaxar o corpo e a mente e nocautear as tensões provocadas pelo trabalho.

::Fonte: Redação Terra

Beber muita água é bom para a saúde?
15-03-2008

Tornou-se consenso a idéia de que todos devem ingerir, no mínimo, dois litros de água por dia para manter o organismo em equilíbrio. Contudo, poucos se questionam sobre os benefícios deste hábito. Aliás, é realmente saudável beber tanta água assim?
De acordo com o clínico geral Paulo Olzon, a quantidade adequada para cada um é variável. Além disso, o médico afirma ser infundada a preocupação de tomar uma quantia mínina, porque o próprio corpo desempenha este controle. "Devemos beber água sempre que sentirmos sede. Não acontece de ingerirmos menos líquido de que precisamos, exceto em casos especiais, como febre muito alta ou coma", afirma o médico.

O especialista ainda ressalta alguns inconvenientes da mania de beber água sem parar. "A pessoa pode até acordar no meio da noite para ir ao banheiro e acabar gerando uma insônia por conta disso", diz Olzon.

A nutricionista Fabiana Schimdt também põe abaixo a obrigatoriedade de ingerir ao menos dois litros diários. "Existe este padrão, mas nem sempre é verdadeiro", afirma. "As necessidades calóricas variam de pessoa para pessoa, assim como a quantidade de ingestão de água. O tipo de atividade física realizada também altera este percentual", acredita.

É quase impossível crer que beber muita água possa trazer conseqüências desagradáveis ao organismo. Porém, o excesso nunca é saudável. "A ingestão excessiva dilata o estômago e faz com que a pessoa coma mais. Outro problema é a diminuição do suco gástrico, que acaba atrapalhando a digestão", explica Fabiana.

Nesta questão, o que vale mesmo é usar o bom senso e respeitar os sinais do corpo. Mas, o urologista Pedro Assaf acredita ser difícil consumir água demais no Brasil, já que por ser um País quente as pessoas bebem água conforme sentem a necessidade de se hidratar e acabar com a sede. "O importante é não se esquecer de tomar água para manter os rins e a pele saudáveis", finaliza.

Confira 12 conselhos para uma refeição saudável
17-03-2008

Uma alimentação rica em gorduras só contribui para aumentar o peso e o risco de que você obtenha algum tipo de doença cardíaca. Especialistas indicam que com apenas algumas mudanças na alimentação pode-se diminuir este risco e evitar os tão detestados quilos extras.

O Departamento de Doenças Cardiovasculares da Universidade Católica do Chile, em seu manual de prevenção de risco, explica algumas medidas para preparar as refeições diárias de uma maneira saudável:

1. Opte por preparar seus alimentos em uma churrasqueira, no forno, em uma chapa, assados ou fervidos. Caso você precise fritá-los, prefira azeite de origem vegetal.

2. Retire a pele do frango e do peru, bem como a gordura antes de cozinhá-los. Também é sugerido resfriar o caldo das carnes e retirar a capa de gordura que se solidifica. Recomenda-se uma porção de carne de 180 gramas por dia e consumir as carnes vermelhas de 2 a 3 vezes por semana.

3. Utilize só a clara do ovo para preparações como ensopados, omeletes, sobremesas e panquecas.

4. Ao preparar sobremesas com leite, utilize o tipo desnatado ou semi-desnatado.

5. Na hora de temperar as saladas, prefira o azeite de oliva, o azeite de milho, canola ou semente de uva.

6. No caso de consumir alimentos fritos, eles devem ser preparados com azeite vegetal e não reutilizado.

7. Se você preferir usar condimentos nas comidas, prefira a mostarda, o ketchup ou o vinagre, mas não utilize maionese ou molhos preparados com cremes.

8. Substitua o pão ou o arroz branco pelo integral. Da mesma forma, pode-se substituir as massas normais por integrais.

Se por razões de trabalho ou do tipo social você precisar comer freqüentemente em restaurantes, você deve optar pelos seguintes pratos:

9. Carnes de aves, peru ou peixes, sempre preparadas com azeite e sem molhos agregados.

10. Verduras temperadas com vinagre e não com maionese ou molhos.

11. Ao escolher as sobremesas, prefira as frutas, mas sem cremes.

12. Revise as etiquetas das embalagens dos alimentos para conhecer o conteúdo de gordura e colesterol, bem como a data de validade.
 
 Fonte Terra Colombia

Entenda o que é o lúpus
19-03-2008

Uma mancha vermelha que aparece sobre as maçãs do rosto e na parte superior do nariz, também conhecida como "asa de borboleta", ou ainda uma grande sensibilidade à luz solar. Esses são alguns dos sintomas mais freqüentes que acometem pessoas portadoras de uma doença auto-imune chamada lúpus.
Como toda doença auto-imune, o lúpus desencadeia um mecanismo de agressão ao organismo por meio do próprio sistema de anticorpos da pessoa doente. "O sistema imunológico pára de reconhecer partes do organismo, como alguns órgãos, por exemplo, como sendo parte do próprio organismo", comenta o reumatologista chefe do Ambulatório de Reumatologia do Hospital das Clínicas, Ricardo Fuller.

A maior parte dos pacientes apresenta uma grande sensibilidade à luz solar, denominada fotossensibilidade, que provoca manchas vermelhas na pele. Essas ocorrências podem ser pequenas feridas semelhantes a aftas na mucosa da boca e no nariz.

Apesar de a pele ser comprometida em aproximadamente 60% dos casos da doença, outros sintomas também são comuns. "Os sintomas gerais incluem fadiga, mal-estar, cefaléia, febre, falta de apetite, indisposição, emagrecimento. Já os sinais específicos incluem lesões avermelhadas na pele, especialmente nas áreas expostas ao sol, dor e inflamação nas juntas, queda anormal dos cabelos, urina espumosa, convulsões epilépticas e distúrbios psiquiátricos", explica o reumatologista Luís Eduardo Coelho Andrade.

Como se adquire a doença
O lúpus não é uma doença contagiosa, por isso não se deve ter a preocupação em evitar qualquer tipo de contato íntimo com a pessoa doente. "No entanto, essa doença possui um leve componente de hereditariedade, ou seja, parentes de primeiro grau de pacientes com lúpus têm chances um pouco maior de desenvolvê-la", comenta Luís Eduardo.

Pessoas com predisposição genética podem favorecer o desenvolvimento da doença de três formas distintas. A mais comum delas é por meio da exposição solar, onde penetração dos raios ultravioletas na pele causa alterações nas moléculas do epitélio (que estimulam o sistema imunológico). Outro fator é o uso de contraceptivos, uma vez que o estrógeno - hormônio contido nas pílulas anticoncepcionais - estimula o sistema imunológico. Há ainda casos em que a doença se desenvolve em pessoas já predispostas depois de um grande trauma psicológico.

Tratamento do lúpus
Apesar de não ter cura, a doença tem tratamento e o paciente tem a perspectiva de uma vida longa e de qualidade. "O lúpus evolui em períodos de atividade, quando necessita de tratamento contínuo, e de inatividade, quando o tratamento é cuidadosamente retirado", explica Fuller. Ele comenta ainda que alguns pacientes podem apresentar uma única crise em toda a sua vida.

Em casos mais avançados, o tratamento medicamentoso é o mais indicado. Pacientes que não precisam de remédio costumam seguir uma rotina de uso de bloqueadores solares, exercícios físicos, sono adequado e uma dieta balanceada.

A doença, que atinge um número maior de mulheres em idade fértil, pode ser um fator de risco para a gravidez, devido a chances de aborto. "Mulheres com lúpus inativo podem ter a gravidez liberada mediante avaliação do médico. O pré-natal nesses casos deve ser mais rigoroso que em uma gestação normal", explica Fuller.

Sintomas:
- fadiga
- mal-estar
- cefaléia
- febre
- falta de apetite
- indisposição
- emagrecimento
- lesões avermelhadas na pele
- inflamação nas juntas
- queda anormal dos cabelos
- urina espumosa
- convulsões epilépticas
- distúrbios psiquiátricos
- arroxeamento dos dedos das mãos e pés
- dormências e paralisias regionais
- tromboses em membros
- derrame cerebral
- dor torácica
- palpitação
- falta de ar
- úlceras na pele
- necrose nas pontas dos dedos

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Fonte Terra

Infecção Urinária (Cistite)
24-03-2008

A infecção urinária, mais conhecida como cistite, é uma das doenças infecciosas mais comuns da atualidade, perdendo em freqüência apenas das respiratórias. Para se ter uma idéia da amplitude atingida por essa doença, de 40% a 50% das mulheres já tiveram pelo menos um episódio de cistite em suas vidas. As infecções urinárias têm importância muito grande também no ambiente hospitalar, sendo responsáveis por 50% de todas as ocorridas nesses locais.

O que causa cistite?

A urina é normalmente estéril, ou seja, ela é completamente livre de germes, sejam eles bactérias, fungos ou vírus. A infecção ocorre quando esses germes, subindo pela uretra, conseguem penetrar na bexiga e começam a se multiplicar.

As maiorias dos microorganismos que causam infecções urinárias são bactérias que vêm da área entre a vagina e o ânus (períneo), onde habitam normalmente, sem causar nenhum problema. São perigosos apenas quando atingem as vias urinárias. É importante salientar que a presença desses germes no períneo é normal, por mais que se faça uma higiene cuidadosa.

Os microorganismos que mais causam infecção são as bactérias do intestino, sendo uma delas, a Escherichia coli, responsável por 80% de todas as infecções urinárias. Na maioria dos casos, a bactéria começa a crescer na uretra. Quando a infecção fica limitada apenas a este local, é chamada uretrite. Se essas bactérias sobem pela uretra, atingem a bexiga e promovem o que chamamos de cistite (infecção da bexiga). Eventualmente, se a infecção não for logo controlada, as bactérias podem subir pelos ureteres e causar infecção no rim (pielonefrite).

Além das infecções causadas por bactérias, fungos e vírus, existem outras causas menos comuns de cistite, tais como alergia a certos alimentos ou bebidas, estresse etc. Alguns medicamentos ou substâncias ingeridas ou inaladas, que são eliminadas pela urina também podem causar irritação da bexiga e manifestar-se como uma cistite.

Que pessoas têm maior chance de sofrer infecção urinária?

Sabidamente, as mulheres na idade adulta jovem estão mais propensas a desenvolver infecção urinária do que os homens da mesma faixa etária. Isso acontece principalmente por questões anatômicas. A uretra da mulher é bem mais curto e largo que o do homem.

Além disto, o períneo delas é curto, fazendo com que a uretra feminina se abra muito próximo a fontes importantes de bactérias que são o ânus e a vagina, facilitando a subida dessas bactérias. Uma vez na uretra, elas têm rápido acesso à bexiga, causando a cistite.
Nas meninas, o uso de fraldas, o banho de banheira e o hábito de sentar-se nua no chão faz com que a uretra fique exposta à contaminação e à invasão pelas bactérias externas. Nas mulheres, além das questões anatômicas, a atividade sexual também facilita a penetração de bactérias (que já estavam presentes na entrada da vagina e da uretra) na bexiga, pelo pequeno traumatismo causado pela penetração do pênis na vagina. Após a menopausa, devido à deficiência hormonal, costuma ocorrer uma atrofia nos tecidos da vagina e da uretra, o que predispõe à infecção.

Na gravidez as infecções urinárias são extremamente comuns, não só pela mudança da posição anatômica das vias urinárias provocada pela compressão do feto, como também pela participação de fatores hormonais.

Quais os sintomas da cistite e da pielonefrite?

A cistite pode ter muitos sintomas, mas também pode acontecer de forma totalmente assintomática, como é comum nos diabéticos e nas grávidas. Ela manifesta pelo aparecimento de um desejo forte de urinar com freqüência (polaciúria), de ardência no canal da urina no momento da micção (disúria), de uma dificuldade de começar a urinar (estrangúria), de uma sensação de que a bexiga não se esvazia mesmo que se tenha acabado de urinar e de um desejo imperioso de urinar, não dando quase tempo de chegar ao banheiro. Além disso, pode haver o aparecimento de cheiro forte e desagradável na urina e a ocorrência de uma urina com aspecto turvo ou com sangue.

Sinais como febre e dor nas costas (dor lombar), náuseas e vômitos podem indicar que a infecção já chegou aos rins (pielonefrite).

Como as infecções urinárias são diagnosticadas?

O diagnóstico de uma infecção urinária é, na maioria das vezes, bastante simples. Ele é feito através da história e dos exames físico e de urina do paciente. São dois os exames de urina pedidos usualmente. Um é o EAS, que é um exame microscópico para detectar a presença de pus, bactérias, sangue e células inflamatórias na urina. O outro é a urinocultura, que identifica a bactéria causadora da infecção. Uma vez identificada essa bactéria, ela é normalmente submetida a um teste de sensibilidade aos antibióticos (TSA), a fim de que se determine qual o antibiótico mais eficaz contra ela.

A colheita da urina para esses exames deve ser feita da seguinte maneira:

1. Lavar bem a região genital e enxugar. As mulheres devem afastar os pequenos lábios vaginais com os dedos para não contaminar a urina.

2. Começar a urinar fora do frasco de colheita (desprezando a primeira parte da micção).

3. Colher no frasco o jato urinário que se segue ao início da micção.

4. Enviar imediatamente o frasco ao laboratório, junto com o pedido feito pelo médico.

Obs.: O frasco adequado para a colheita é o frasco estéril, que pode ser adquirido em qualquer farmácia.

Se as infecções forem recorrentes, pode também ser recomendada a realização de um exame de ultra-som das vias urinárias para verificar possíveis anormalidades que estejam propiciando a recorrência da infecção, ou de uma cistoscopia, exame que permite a visualização direta da bexiga pelo médico com a introdução de um pequeno aparelho (cateter) através da uretra.

Como são tratadas a cistite e a pielonefrite?

Normalmente, o tratamento da cistite é iniciado antes mesmo de ficarem prontos os resultados dos exames de urina. Quando eles chegam, faz-se as correções necessárias. O tratamento em geral é feito com antibióticos orais e sua duração varia de três a sete dias, dependendo do remédio usado, do germe isolado, da gravidade da infecção e da história do paciente (infecções prévias, tratamentos já utilizados etc.).

Também são prescritos analgésicos urinários para aliviar a ardência ao urinar e antiespasmódicos que reduzem a dor e o desejo de urinar com freqüência. Além disso, é importante aumentar a ingestão de líquidos, o que facilita a eliminação das bactérias, e evitar ingestão de substâncias que sejam irritantes da bexiga, como a cafeína e o álcool.
Se a infecção atingiu os rins, o que chamamos pielonefrite, é possível que seja necessária internação hospitalar e uso de antibióticoterapia venosa.

É importante ressaltar que os sintomas podem desaparecer logo após o início do tratamento e antes que a infecção esteja completamente curada. Por isso deve-se obedecer à duração do tratamento prescrito pelo médico. Não se esqueça que o tratamento inadequado pode fazer não só com que a infecção volte como também que ela atinja os rins, o que pode ter conseqüências bastante graves.

O que fazer quando se tem episódios recorrentes de infecção urinária?

Definimos como infecção urinária recorrente a ocorrência de mais de três episódios no período de um ano. Aqueles que têm infecção recorrente devem buscar tratamento especializado com urologistas. Geralmente, são pessoas com alguma deficiência imunológica, hormonal ou com defeitos anatômicos, que podem ser corrigidos pelos especialistas.

Como se prevenir da infecção urinária?

Todas as pessoas, principalmente quem sofre de infecção urinária recorrente, deve tomar no seu dia-a dia os seguintes cuidados gerais de prevenção:

1. Urinar com mais freqüência, ou seja, fazê-lo antes mesmo que a vontade apareça. A urina, quando acumulada durante muito tempo na bexiga, facilita as infecções. Além disso, quando urinamos o jato urinário lava a uretra com a urina limpa que vem da bexiga e empurra para fora as bactérias que estão começando a subir pela uretra.

2. Urinar imediatamente após o ato sexual para também lavar a uretra de possíveis bactérias invasoras.

3. Fazer higiene após as evacuações.

4. Sempre que possível, após as evacuações e durante o banho, lavar toda a região da vulva, do períneo, do púbis e do ânus (região genital) com sabão anti-séptico contendo clorohex ou polivinilpirolidona. As farmácias vendem estes sabões na forma líqüida ou em tabletes.

5. Quando de faz uso de papel higiênico, limpar-se sempre no sentido de frente para trás (sentido vagina–ânus). Se a limpeza se fizer de trás para frente, bactérias do ânus podem ser levadas até a vagina e de lá elas podem caminhar até a uretra, por onde sobem até atingir a bexiga.

6. As mulheres que já estão na menopausa devem ser avaliadas por um urologista e por um ginecologista. Se houver falta de hormônios, com conseqüente atrofia dos tecidos da vagina e da uretra, elas devem ser tratadas com cremes vaginais contendo hormônios de ação local. Os tecidos da uretra e da vagina que estavam ressecados e sem vitalidade (portanto com menos resistência às bactérias) rapidamente se recuperam e as cistites desaparecem ou se tornam muito mais raras.

7. Relações vaginais após relações anais devem ser evitadas pelo risco de se levar bactérias do intestino para a uretra.

8. Nas crianças, a troca de fraldas deve ser feita logo que fiquem sujas de fezes, acompanhada de banho local com sabões anti-sépticos.

Além dessas medidas preventivas, pode ser necessário o uso de antibióticos para prevenir a recorrência das infecções. Podem ser prescritos antibióticos em baixas doses para serem tomados diariamente por períodos prolongados (seis meses ou mais) ou antibióticos que se tomam em dose única após o ato sexual. Seu médico decidirá sobre a necessidade dessas medidas adicionais.

Por Maurício Magalhães Costa - mamcosta@yahoo.com
Mestre e Doutor em Ginecologia pela UFRJ
Chefe do Setor de Oncologia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho - UFRJ
Fellow da American Society of Breast Disease e Vice-Presidente da Federação latino-americana de Mastologia

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Fonte http://marciapeltier.ig.com.br/

Por que doar Sangue
26-03-2008

Muitas pessoas não sabem que doar sangue é simples, rápido e não dói. Desconhecem que todo ser humano em boas condições de saúde pode doar sangue sem qualquer risco ou prejuízo a sua saúde.

Doação de sangue é vida gerando vida

Todos os dias, infelizmente, acontecem acidentes. Pessoas sofrem cirurgias de urgência. Elas aguardam que pessoas façam um gesto de solidariedade e doem sangue para reabilitar a vida.

Não só os acidentados precisam de transfusões. Quem sofre queimaduras e os hemofílicos, por exemplo, também necessitam delas.

Se cada cidadão saudável doasse sangue pelo menos duas vezes por ano não seriam necessárias campanhas emergenciais para coletas de reposição de estoques. O sangue não tem substituto e por isso a doação voluntária é fundamental. Uma simples doação pode salvar muitas vidas. Inclusive a sua.

E lembre-se: os intervalos para doação são de 60 dias para homens e de 90 dias para mulheres.

DOAR SANGUE É COLABORAR NA PRESERVAÇÃO DA VIDA!!!
Perguntas e Respostas sobre Doação de Sangue


Quantos litros de sangue uma pessoa possui?
Em média, um adulto tem cerca de cinco litros de sangue, mas a quantidade de sangue varia conforme o peso da pessoa.

Por que devo ser um doador de sangue?
O sangue não se fabrica artificialmente, portanto não existe uma forma mais simples de salvar vidas. O organismo repõe o plasma em cerca de um dia após a doação e os demais componentes em algumas semanas. Você pode doar sangue a cada 2 meses (homem) e 3 meses (mulher).

Que tipos de risco existem para alguém que doa sangue?
Não há perigo em doar sangue. Todo o material utilizado para retirar o sangue é descartável e esterilizado. A quantidade retirada é proporcional ao peso do doador.

Às vezes pessoas muito anciosas podem apresentar reações adversas à doação, como por exemplo: hipotensão arterial, sudorese e tonturas, que são sintomas passageiros.

Para que é usado o sangue?
As hemácias são transfundidas em caso de anemias ou grandes sangramentos,
As plaquetas são transfundidas quando os pacientes não as possui em número suficiente ou sua qualidade não está boa para promover a coagulação. Os pacientes com câncer que são submetidos a quimioterapia, muitas vezes tem que ser transfundidos pois este tratamento diminui a quantidade de hemácias e/ou plaquetas.
O plasma constitui-se de 90 por cento de água, 7 por cento de proteína e quantidades muito pequenas de gorduras, açúcar e minerais. O plasma e os fatores de coagulação concentrados são necessários para pacientes com hemofilia e com outras perturbações que ocasionam sangramento.

O que tenho de fazer para doar sangue?
Dirigir-se até ao hemocentro de Marília, ou entar em contato com o hemocentro pelo e-mail (hemocentro@famema.br), telefone (3402-1850), ou entre em contato com o banco de sangue mais próximo para marcar uma hora ou para obter informações sobre a nova campanha que realizarão para a coleta de sangue. Durma bem na véspera.

O que acontece depois de eu ter doado o sangue?
Após a doação, descanse durante 5 ou 10 minutos. Tome o lanche oferecido pela unidade para elevar o nível de açúcar em seu sangue e para iniciar a reposição pelo organismo com a ingestão de líquidos. Não fume durante uma hora e nem tome nenhuma bebida alcoólica durante cinco horas. Compartilhe sua experiência com seus amigos para que estes também se sintam motivados a doar sangue.

Posso contrair alguma doença através da doação de sangue?
Não. Quem doa não corre risco de adquirir doenças. O material utilizado na coleta é descartável.

A doação vai fazer com que eu engorde ou emagreça?
Não engorda porque você não ingere nada. Não emagrece porque a quantidade de sangue retirado é reposta com a ingestão de líquidos, permitindo que o doador retome seu peso original.

Se eu doar, meu sangue vai engrossar ou afinar?
Nem uma coisa nem outra. O organismo controla perfeitamente a reposição de volume e de glóbulos vermelhos, mantendo-os sempre na mesma quantidade.

Doar sangue vicia?
Não. Se você nunca mais doar, nada vai acontecer. Mas sempre que for possível, doe.

Quantas vezes eu posso doar sangue?
Homens podem doar a cada três meses e mulheres a cada quatro meses.

Mulher grávida, amamentando ou que sofreu um aborto pode doar sangue?
Não. A mulher não pode estar grávida e deve esperar três meses após o parto para doar sangue. Se estiver amamentando, ela deve esperar três meses após parar de amamentar. Se tiver sofrido aborto, deve esperar três meses.

Vou perder muito tempo para doar sangue?
Não. Desde a triagem até a doação você vai levar no máximo 40 minutos. Em dias mais movimentados você pode ter de esperar um pouco mais. Como não é necessário jejum, você pode doar até as 18:00 horas.

Posso doar sangue se fui submetido a uma cirurgia?
Sim. Se a cirurgia foi de pequeno porte você pode doar sangue após três meses. No caso de cirurgia de grande porte espere seis meses para doar.


Posso doar sangue para mim?
Sim. Quando você for passar por uma cirurgia pode armazenar uma reserva de seu próprio sangue para o caso de precisar de uma transfusão, mas para isso procure o serviço de hemoterapia com bastante antecedência para que tudo ocorra como o planejado.

Posso fazer uma doação de sangue específica para uma pessoa?
Desde que o seu sangue esteja dentro de todas as especificações necessárias é possível a doação, armazenamento e transfusão específica para determinada pessoa.


 

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Fonte hemocentro

DENGUE O que é?
27-03-2008

A dengue é uma doença febril aguda, causada por vírus. Um arbovírus ( vírus oriundos dos artrópodes) da família Flaviridae, transmitido de uma pessoa a outra através de um hospedeiro intermediário, o mosquito Aedes aegypti .

Como se adquire?

A doença é transmitida pela picada de um mosquito específico do gênero Aedes (o mesmo que transmite a febre amarela urbana). Não se transmite por contato direto de pessoa a pessoa, nem por água ou alimentos.

O que se sente?

Os Seguintes sintomas podem fazem suspeitar de Dengue:

Febre, geralmente alta, com menos de 7 dias, acompanhada de pelo menos dois dos seguintes sintomas: cefaléia, dor retro-orbitária, mialgia, artralgia, prostração, exantema. Ter estado nos últimos 15 dias em área onde esteja ocorrendo a transmissão de Dengue ou tenha a presença do Aedes aegypti.

O quadro clínico

Dor de cabeça, dor nos olhos, febre alta (muitas vezes passando de 40 graus), dor nos músculos (mialgia e artralgia) e nas juntas, manchas avermelhadas por todo o corpo (exantema), falta de apetite, náuseas, vômitos e fraqueza. A prostração é intensa nos adultos e pode-se arrastar mesmo após o término da febre. Em alguns casos, sangramento de gengiva e nariz.

O Exantema

Nas pessoas de pele branca é máculo-papuloso, de cor avermelhada, com limites irregulares. Em pessoas de pele mais escura, caracteriza-se mais pelas pequenas pápulas. Pode aparecer em partes ou atingir o corpo todo.A maioria dos pacientes com exantema queixa-se de prurido e em alguns este sintoma é bastante intenso.

Dengue Clássico.

A forma mais branda da doença inicia com febre alta de início súbito, dores de cabeça, dor no corpo, fraqueza, falta de apetite, dor nos olhos, náuseas, vômitos, coceira, manchas no corpo, dor de barriga e pequenos sangramentos. Os sintomas duram até uma semana, quando então há melhora.

Dengue Hemorrágico,

Quadro de Dengue Clássico com manifestações hemorrágicas, variando da prova do laço positivo, às hemorragias leves e/ou severas.

Tendências hemorrágicas, evidenciadas por pelo menos uma das seguintes manifestações: prova do laço positiva, petéquias, equimoses, púrpuras, sangramento do trato gastrointestinal, de mucosas ou outros;

Confirmação laboratorial da Dengue e de alterações da coagulabilidade do sangue e de perdas sanguíneas

Classificação segundo a OMS:

Grau I: Febre + Prova do laço positiva.

Grau II: grau I + pequenas hemorragias espontâneas.

Grau III: Presença de Choque, pulso rápido e fraco, PA baixa.

Grau IV: Choque profundo, ausência de PA, pulso imperceptível.

Como se faz o diagnóstico?

Pela história clínica, exames de sangue, que indicam a gravidade da doença e exames específicos para isolamento do vírus em culturas ou anticorpos específicos.

Como se trata?

Não existe remédio específico para a doença, apenas o tratamento dos sintomas do paciente, com hidratação e tratamento das complicações causadas pelo sangramento de órgãos.

A pessoa com Dengue deve ficar em repouso, beber muito líquido e só usar medicamento para aliviar as dores e a febre, mas sempre com indicação do médico. A pessoa não pode tomar remédios à base de ácido acetil salicílico, como, por exemplo, a aspirina e o AAS.

Como se previne?

Recomendações da Saúde Pública

A única maneira de evitar a dengue é não deixar o mosquito nascer. É necessário acabar com os criadouros (lugares de nascimento e desenvolvimento dele). Não deixe a água, mesmo limpa, ficar parada em qualquer tipo de recipiente como:
 
    Garrafas
    Pneus
    Pratos de vasos de plantas e xaxim
    Bacias
    Copinhos descartáveis.

Também não se esqueça de tapar:
 
    Caixas d'água
    Cisternas
    Tambores
    Poços
    Outros depósitos de água.

Outras recomendações

Lave bem os pratos de plantas e xaxins, passando um pano ou uma bucha para eliminar completamente os ovos dos mosquitos. Uma boa solução é trocar a água por areia molhada nos pratinhos.

Limpe as calhas e as lajes das casas.

Lave bebedouros de aves e animais com uma escova ou bucha; e troque a água pelo menos uma vez por semana.

Guarde as garrafas vazias de cabeça para baixo. Jogue no lixo copos descartáveis, tampinhas de garrafas, latas e tudo o que acumula água. Mas atenção: o lixo deve ficar o tempo todo fechado.

Educação

A medida de prevenção mais eficiente é o combate ao mosquito que transmite a doença. Medidas de educativas de repercussão ambiental e conscientização da sociedade para diminuir os locais onde as larvas dos mosquitos se criam são decisivas na prevenção.

Alguns Medicamentos que devem ser evitados
 
    Ácido Acetil Salicílico
    Ácido Acetil Salicílico (associado)
    Salicilamida (associada)
    AAS
    AAS Adulto
    AAs Infantil
    Aceticil
    Salicilamida (associada)
    Ácido Acetil Salicílico
    Aspirina
    Aspirina infantil
    Aspisin
    Alidor
    CAAS
    Endosalil
    Intra Acetil
    Melhoral Infantil
    Ronal
    Somalgin Cardio
    Alka-Setzer
    Aspi-C
    Aspirina "C"
    Aspirina
    Atagripe
    Besaprin
    Buferin
    Cefurix
    Cheracap
    Corisona D
    Doloxene-A
    Doribe
    Doril
    Engov
    Melhoral
    Melhoral C
    Migral
    Migrane
    Piralgina
    Somalgin
    Sonrisal
    Superhist
    Benegrip
    Fielon com Vitamina C
    Gripionex
    Neo-Sativan
    Resprax
    Termogripe

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Fonte Terra

Está difícil de suportar o chulé? Veja como acabar com ele
28-03-2008

Está difícil de suportar o chulé? Veja como acabar com ele
Você chega em casa, tira os sapatos e se arrepende um segundo depois. Aquele cheiro de "queijo estragado" toma conta do ambiente todo e você sente um alívio por estar sozinha. Conhecido popularmente como chulé, a bromidrose é um mau cheiro causado pela interação de bactérias com o suor da planta do pé.

"Não é necessário que a pessoa tenha uma transpiração excessiva nos pés para ter bromidrose. É a ação das bactérias naturais da região com o suor que determina o odor característico", explica a dermatologista Juliana Burihan Cahali.

No entanto, é mais comum que o odor fétido do chulé apareça em pessoas com sudorese excessiva. "A bromidrose está mais presente em pacientes que apresentam uma sudorese excessiva nos pés. E isso pode vir acompanhado de um aspecto esbranquiçado da pele ou de uma descamação dos pés", explica a dermatologista Paula Bellotti.

Para amenizar o cheiro desagradável, a solução é diminuir o suor dos pés ou abaixar o número de bactérias presentes na região. "Desodorantes e antitranspirantes diminuim a flora bacteriana e a transpiração, respectivamente, da região. O que resulta numa diminuição do odor fétido característico da bromidrose", comenta Paula. Mais usada para conter o suor excessivo na região das axilas e nas mãos, a toxina butolínica pode ainda ser aplicada na planta dos pés. "Com a diminuição do suor no local, pode-se controlar o mau cheiro do chulé", conta a Juliana.

Saiba evitar o chulé
Por ser uma conseqüência de dois fatores naturais da pele (suor e bactérias), não existe um tratamento que elimine totalmente o chulé. "Não é porque o odor foi controlado que nunca mais se terá chulé. Não existe um tratamento definitivo, o cuidado deve ser diário", alerta Juliana.

Mas é sempre importante manter alguns cuidados básicos de higiene para deixar de lado o mau cheiro indesejado. Segundo a podóloga Tatiany Kermessi, lavar bem os pés e não usar o mesmo calçado todos os dias é fundamental.

"As pessoas não lavam os pés direito, deixam apenas cair a água do banho e dão uma lavadinha por cima. O correto é usar um sabonete anti-séptico e uma escova macia para limpar bem, inclusive entre os dedos e as unhas", explica.

Um pé mal lavado é sinônimo de acúmulo de resíduos de sabonete, sujeira, talco e suor entre as unhas e os dedos. "A falta de cuidado e de higiene pode proliferar fungos nos pés, o que acaba resultando em um odor ainda mais forte", comenta Paula.

O descuido com os calçados pode também ser um agravante do chulé. Além de não ser recomendado que se use o mesmo sapato todos os dias, ele deve ser limpo a, pelo menos, cada 15 dias. "O sapato tem que ser lavado por dentro também, não só por fora", salienta Tatiany.

A podóloga lembra ainda que refeições à base de alimentos ácidos e o estresse diário ajudam a agravar a bromidrose.

Agravantes do chulé:
- Alimentação ácida
- Calçados sintéticos e de plástico
- Estresse
- Má higiene dos pés
- Meias sintéticas
- Suor excessivo

qual o seu tipo de tpm?
31-03-2008

Uns 15 dias antes da menstruação, lá vem ela atrapalhar a rotina. Inchaço, irritação, gula descontrolada e tristeza sem fim. Faça o nosso teste, descubra qual sintoma da tensão pré-menstrual está fazendo você infeliz e dê a volta por cima já no próximo mês

 

1.Você está parada no trânsito e atrasada para um compromisso importante. O que faz?

a. Buzina e xinga os outros motoristas e liga a cada cinco minutos para o local do compromisso avisando que vai se atrasar.

b. Se contorce no banco e tenta mexer as pernas, que começam a inchar.

c. Fica desesperada por um vendedor ambulante, para comprar logo um pacote de pipoca doce e um chocolate.

d. Começa a chorar, pensando que está ferrada, que nada nunca dá certo.

e. Liga o som, respira fundo e resolve não estressar.

 

, você acha melhor não faltar na academia, mas...2.Mesmo meio indisposta

a. Faz os exercícios rapidinho, sem se concentrar, e briga com os aparelhos de musculação.

b. Olha no espelho e se acha enorme, coxuda e barriguda.

c. Mal consegue levantar os pesos. Parece que sua força foi embora de repente.

d. Observa as pessoas fazendo ginástica, sente um vazio no peito e pensa, com tristeza, que o mundo só liga para as aparências.

e. Esquece a legging e, sem esquentar com isso, resolve ir ao cinema.

 

3.Seu namorado prepara uma noite romântica, mas você não entra no clima porque:

a. Fica enlouquecida com a bagunça que ele fez na cozinha.

b. Seus seios estão doloridos e você não se sente nada atraente.

c. Está com dor de cabeça.

d. De repente, começa a ter dúvidas se o ama realmente.

e. Simplesmente não está a fim.

 

4.Você vai ao cinema e o filme parece bom, mas não vê a hora que termine porque:

a. Não dá para se concentrar, pois alguém, dez fileiras na frente, fica se mexendo na poltrona.

b. Ficar sentada é horrível. A calça prende as coxas e o sapato aperta os seus pés.

c. O filme mal começou e a pipoca extragrande já está no fim.

d. Acha o roteiro complicado, apesar de ser uma comédia romântica água-com-açúcar.

e. Quer ir para a casa e ler o livro novo que acabou de comprar.

 

5.O chefe a chama para almoçar no dia seguinte. O que faz?

a. Chega mais cedo e olha no relógio a cada 30 segundos.

b. Demora séculos para escolher a roupa, pois todas estão justas.

c. Passa mal de tão nervosa.

d. Tem insônia, pois pensou a noite toda no almoço de negócios.

e. Conclui que, se ele quisesse demiti-la, jamais seria desse modo e relaxa.

 

6.Quando você está naqueles dias, só consegue pensar...

a. No quanto todos a sua volta são incompetentes e chatos.

b. Na hora de entrar de novo naquele jeans de cintura baixa.

c. No bolo de chocolate que só sua mãe sabe fazer.

d. Que os astros conspiram contra a sua felicidade e sorte.

e. Que ser mulher é difícil, mas tem suas compensações.

 

7.Você se ofereceu para cuidar do sobrinho no fim de semana. Só que o pequeno está com gripe e não parou de chorar a noite toda. O que faz?

a. Acorda xingando a sua irmã e promete nunca mais cair nessa armadilha.

b. Faz uma massagem para aliviar a dor nas costas de ficar com o pimpolho no colo.

c. Nem pensa em malhar, pois o cansaço é insuportável.

d. Decide ir trabalhar mais tarde para dormir, mas não consegue pregar os olhos.

e. Levanta cansada, porém feliz por ter sido uma boa mãe.

 

8.Suas amigas de infância resolvem passar o final de semana numa praia badalada. Você topa ir, mas...

a. Passa os dias com o humor instável. Ora fica radiante ao ver fotos antigas, ora sente raiva brutal porque todas parecem mais novas e magras.

b. Não consegue aproveitar, pois sua barriga está inchada e não se sente confortável no biquíni.

c. Uma enxaqueca estraga a festa.

d. Dá várias gafes ao esquecer nomes e episódios da época.

e. Volta com saudades de tudo e de todas. Foi um final de semana maravilhoso!

 

9.Seu marido e uns amigos do trabalho estão dando uma festa. Depois de umas horas no evento, você:

a. Fica ansiosa e agitada, querendo fugir dali o mais rápido possível, apesar de todos a tratarem bem.

b. Não sai de perto do bufê e devora vários docinhos com rapidez assustadora.

c. É atacada por um cansaço enorme e fica o resto da noite tentando não bocejar nem dormir na frente de todos.

d. Acha que seu marido está dando atenção demais para as colegas e se tranca no banheiro, aos prantos.

e. Conversa com todos, faz novas amizades e dança muito.

 

10.Sua família sabe que você está para ficar menstruada porque:

a. Você muda de humor de repente e implica com todo mundo por qualquer coisa.

b. Deixa os anéis, que não entram mais nos seus dedos, na pia do banheiro.

c. Se tranca no quarto com dois pacotes de biscoitos recheados e uma garrafa de refrigerante.

d. Não consegue acreditar quando a elogiam e acha que estão fazendo isso por pura pena.

e. Você pede para sua mãe comprar mais absorventes.

 

 

Confira o resultado
Em maior ou menor grau, a tensão pré-menstrual ataca 90% das mulheres. Para ajudar no tratamento, muitos ginecologistas agrupam os diferentes sintomas em quatro tipos. Veja qual letra você assinalou mais vezes e identifique qual é o seu miniinferno astral. Ao se identificar com mais de um tipo, leia as orientações das duas letras predominantes e comprove que TPM tem jeito.

 

Mais respostas a - Sai de perto!
Uns dias antes da menstruação, você vira bicho! Nervosa e agressiva, explode por qualquer coisinha. Experimente fazer atividades relaxantes e tranqüilas. “Natação, ioga e tai chi são boas escolhas, pois trabalham a respiração e o autocontrole, aliviando a tensão”, sugere Eliezer Berenstein, autor do livro A Tensão Pré-Menstrual. Não tome decisões importantes para evitar arrependimentos. Também não é uma boa hora para discutir a relação com o namorado nem o aumento de salário com o chefe.

 

Mais respostas b - Mulher sanfona
É tiro e queda: sempre que está na TPM você sofre para entrar naquele jeans e se sente feia e gorda. O corpo incha e a balança chega a marcar até 3 quilos a mais. “Nada de comprar roupa, pois será mais um fator de stress”, diz Eliezer. Opte por calças de tecido maleável e confortável e valorize outros atributos: vale fazer escova para realçar o cabelo, pintar as unhas ou caprichar na maquiagem. A alimentação é uma arma e tanto contra a retenção líquida. Então, modere o sal, fuja das bebidas à base de cafeína e dos condimentos prontos.

 

Mais respostas c - Bye-bye, dieta!
Brownie, doce de leite, sorvete... e você ataca a geladeira sem pensar nas conseqüências. Doces são seu principal desejo, principalmente chocolate, pois suprem a baixa de serotonina, substância que traz prazer. Para piorar, você fica desanimada, tem dor de cabeça, tonturas e até palpitações. “Faça uma força e pratique exercícios. Eles ajudam a liberar endorfina, a nossa fonte natural de bem-estar”, ressalta a ginecologista Virgínia Roncatti. Para não exagerar, planeje seis refeições ao dia, incluindo lanches especiais como um bombom, um bolinho ou xícara de chocolate quente.

 

Mais respostas d - Tristeza não tem fim...
É só o namorado não elogiar a sua roupa nova para você começar a chorar. Nesse tipo de TPM, é comum ficar deprimida. Insônia, esquecimento e confusão de pensamentos são outros sintomas que completam o baixo-astral. Apesar da vontade de se trancar no quarto, tente agendar programas com a turma para trocar experiências e acalentar o coração. “A atividade física também é fundamental para se animar”, diz Virgínia. O ideal é escolher práticas mais agitadas, de preferência em grupo e com músicas motivadoras. Exemplos: spinning, step ou boxe training.

 

Mais respostas e - Êta, sortuda
Parabéns! Você está incluída nos 10% da feliz população feminina que não sofre com TPM. Pode, eventualmente, sentir um incômodo aqui, outro ali, mas nada que tire o seu bom humor e a sua qualidade de vida.

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Fonte Boa Forma

Você não é o médico
03-04-2008

Dar remédios ao seu filho sem orientação causa sérios riscos à saúde e pode, ainda, retardar o diagnóstico
A cena é bastante comum: a criança está com febre, nariz congestionado, dor de garganta e os pais correm para a caixa de medicamentos. Sacam de lá alguns remédios para tentar aplacar os sintomas desagradáveis e torcem para o filho melhorar bem rápido. A atitude pode tanto ser considerada positiva quanto desastrosa. É adequada se a dose ministrada no momento tiver sido prescrita pelo pediatra antecipadamente. Pode ser perigosa se o remédio estiver errado.

O hábito de medicar os filhos é cultural. Em um país no qual qualquer pessoa pode entrar em uma farmácia e escolher medicamentos como se estivesse em um supermercado, a tentação de resolver os probleminhas de saúde são grandes. Um estudo recente sobre automedicação realizado com a população de 0 a 18 anos nas cidades de Limeira e Piracicaba, no interior de São Paulo, mostra que 56,6% das crianças são medicadas pelos pais sem orientação médica. Em uma enquete feita no mês passado pela CRESCER no site, respondida por 1.538 pessoas, 12% também afirmaram dar medicamentos aos filhos sem indicação do médico.

Sintoma parecido, não igual
No Canadá, uma pesquisa realizada em 2004 e apresentada no American Headache Society mostrou que uma em cada cinco crianças tomam analgésicos sem nenhuma prescrição médica. O estudo, com 680 pessoas de 6 a 18 anos, mostrou que elas usam estes medicamentos de cinco a seis vezes por semana. E, em alguns casos, de 15 a 20 vezes semanais.

Muita gente leva a sério o ditado de que 'de médico todo mundo tem um pouco' e acaba criando seus próprios mixes perigosos. As explicações são variadas. Se funcionou para o primeiro filho, por que não serviria para o segundo? Se há um ano o remédio receitado foi xis, posso usar o mesmo agora que os sintomas parecem os mesmos. Parecer, como bem diz a palavra, não significa que é a mesma coisa.

Um exemplo clássico é o da dengue. Muitos dos sintomas (febre alta, dor de cabeça, indisposição, náusea, vômito) são semelhantes aos da virose, gripe, sarampo ou rubéola. E, se a criança tiver dengue ao invés de um resfriado e ingerir remédios à base de ácido acetilsalisílico ou alguns antiinflamatórios, pode ter hemorragias. 'Outro problema do uso do ácido acetilsalisílico é o risco da criança desenvolver complicações gravíssimas, como a síndrome de Reye', diz Francis Tourinho, professora do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e doutoranda em Saúde da Criança e do Adolescente no Departamento de Pediatria da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que foi a coordenadora do estudo nas cidades paulistas.

Um fator interessante, segundo a pesquisa, é que crianças e adolescentes que têm acesso à medicina privada são menos 'automedicadas' pelos pais, já que chegar à rede é mais fácil. Outra explicação para o excesso de automedicação, segundo as mães, é que elas não suportam ver o filho se sentindo mal. Muitas também disseram ser difícil ir ao médico sempre que o filho sente alguma dor, afirma Francis.

'Os pais não precisam ligar para o consultório toda vez que o filho tem febre', diz a pediatra Gelsomina Colarusso, que atende no Hospital São Luiz, na Maternidade São Luiz e no Pronto Atendimento Pediátrico Bandeira Paulista, todos em São Paulo. Isso não significa, porém, que possam administrar medicamentos conforme acreditem ser necessários, pois para tomar um remédio é preciso respeitar os intervalos de administração, o tempo de uso e a dosagem.

Os riscos da ingestão de medicamentos não relacionados com o diagnóstico da criança, as doses desnecessárias e o acúmulo de vários remédios em um curto espaço de tempo podem resultar no aparecimento de efeitos indesejáveis como intoxicação por erro na dosagem, reações de hipersensibilidade, toxicodependência e sintomas de abstinência (falta do medicamento pelo organismo). 'Além disso, há o risco de mascaramento de sintomas de doenças, atrasando a ida ao médico e, conseqüentemente, os corretos diagnóstico e tratamento. Assim, a incidência e a gravidade dos efeitos secundários e das interações medicamentosas aumentam', afirma Francis.

A intoxicação mais comum é de paracetamol, substância presente em analgésicos e antitérmicos. 'Em doses pequenas, estes remédios são indicados para os sintomas da gripe, mas se a criança toma mais de um remédio que contenha paracetamol pode ficar intoxicada', diz Ana Maria Escobar, pediatra do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas, em São Paulo. 'Por isso, os pais só devem medicar os filhos segundo recomendações do pediatra, que prescreve a dose de cada medicamento baseado, entre outras coisas, no peso da criança', afirma a médica.

Siga só conselhos médicos
As dúvidas com relação à quantidade de medicamento a ser dada é comum entre os pais. Segundo estudo norte-americano feito em um pronto-socorro, somente 30% dos pais conseguiram acertar a dose. Este pode ser um sinal de falta de diálogo com o pediatra. 'Os pais devem aproveitar as consultas para perguntar sobre as dosagens. É comum que o pediatra prescreva a quantidade de analgésico em casos de emergência. E, se o problema persistir, deve-se procurar o médico', diz.

Assim, nada de pegar o remédio que você usa e dividi-lo ao meio para dar à criança. Muito menos ouça palpites de vizinhos e parentes quando é a vida do seu filho que está em risco. A primeira atitude deve ser sempre procurar seu médico de confiança antes de se dirigir à farmácia como se estivesse indo às compras no shopping. O fácil acesso aos remédios não significa que eles são inofensivos, pois mesmo os que não têm o selo vermelho ou preto indicando a obrigatoriedade da prescrição médica podem causar danos irreversíveis à saúde da criança se usados de forma incorreta ou sem necessidade. Lembre-se disso e só deixe na sua farmacinha doméstica analgésicos e antitérmicos indicados pelo pediatra, soro de reidratação oral, soro fisiológico para limpeza do nariz, pomadas para assadura e material para fazer um curativo rápido. Ah! Um estoque de beijos também é válido. Depois de lavar e colocar um curativo no joelho ralado do seu filho é hora de enchê-lo de carinho. Você vai ver como o machucado sara na hora!

Em paz com o seu pediatra
Melhor que dar remédio errado para seu filho é ligar para o médico de confiança e perguntar o que fazer, seja de madrugada ou no fim de semana. É claro que vale o bom senso e você não deve telefonar por qualquer motivo, mas, se estiver confuso, deixe a vergonha de lado e não hesite. Um bom pediatra vai entender sua preocupação. Para evitar ligações desnecessárias, durante as consultas tire o máximo de dúvidas possível e se informe sobre como cuidar de febres, diarréias ou vômitos. Se o procedimento habitual não funcionar, o telefonema está liberado. E, se for urgente mesmo e você não conseguir falar com o médico da família, vá para o pronto-socorro infantil.

Problemas do uso errado ou exagerado
Analgésico: Usado sem prescrição, pode causar danos aos rins
Antitérmico: Em excesso, talvez cause problemas ao fígado
Bombinha para asma: Pode acelerar o coração da criança
Xarope: Comprado sem prescrição médica, pode piorar o quadro. Se a criança precisa expectorar e toma um antitussígeno não vai colocar nada para fora, por exemplo
Antiinflamatório e antialérgico: Tem muitos efeitos colaterais. A superdosagem pode causar hipotermia (diminuição da temperatura do corpo), agitação, manchas na pele, irritabilidade, sonolência e, em alguns casos, alterações neurológicas. Também há risco de desenvolver piora clínica de manifestações alérgicas, como rinite e broncospasmo
Antibiótico: O maior risco é dar a medicação errada e a doença se arrastar, atrasando o tratamento. Ou dar antibiótico sem precisar, o que poderá fazer com que perca seu efeito quando for realmente necessário. Ele também pode causar diarréia

Homeopatia na dose certa
Muita gente acha que pode abusar dos remédios homeopáticos porque acreditam que eles não fazem mal. Segundo o pediatra homeopata Carlos Roberto Dias Brunini, realmente não há riscos de intoxicação com a medicação homeopática, mas ela precisa, assim como a alopática, ser receitada pelo especialista. 'O maior problema da automedicação é a perda de tempo, pois o quadro pode se agravar enquanto os pais fazem experiências com os remédios. Além disso, podem estar tratando apenas um sintoma, como a dor de cabeça, sem levar em consideração que ela pode ser sinal de uma doença mais grave. Só o médico pode fazer a leitura correta dos sintomas e receitar o que é indicado para a criança', diz.

E mesmo o que parece igual para todos não é. A homeopatia cuida da saúde geral do paciente, e não apenas de uma doença específica, levando em conta as particularidades de cada pessoa. Assim, só o médico homeopata pode receitar as gotas ou glóbulos certos e, também neste caso, precisam ser levadas em conta a dose e a freqüência indicadas.


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Fonte crescer

Durante a gravidez, fazer ou não exercícios físicos
07-04-2008

A gravidez traz alegrias, mas também muitas dúvidas. Mudanças no corpo, no estilo de vida, no ritmo das coisas, na alimentação e em quase todo resto. Fase de preparação para a nova vida da mãe e do bebê que vai nascer. Então, a atividade física durante a gestação é heroína ou vilã da história? A resposta depende de quem é a mãe e como se desenrola a gravidez.

Conversar com o médico obstetra antes de fazer qualquer atividade física é imprescindível. E ainda, até o terceiro mês de gestação: se não começou, não é hora de começar e se for atleta profissional é bom pensar em tirar férias durante esse período. Depois dessa fase, cada caso é um caso.

Mulheres com gravidez de alto risco, ameaça de aborto, candidatas à mamãe obesas ou magérrimas devem evitar e considerar o repouso  como a melhor opção. Inclusive nos casos de gestação múltipla é bom também deixar o esporte de lado.

Porém, em geral, os efeitos são benéficos, quando o exercício físico praticado é o adequado, feito com acompanhamento de profissionais. O American College of Obstetrics and Gynecology (ACOG) e o American College of Sports Medicine também recomendam, pelo seguinte:
- Aumento da capacidade aeróbia e muscular
- Aumento do bem-estar psicológico
- Aumento dos níveis de energia
- Menor aumento de peso e redução de dores nas costas durante a gravidez
- Melhoria da digestão e redução da obstipação (intestino preso)
- Estabelecimento de hábitos de vida saudáveis permanentes
- Diminuição da dor e duração do parto
-Melhoria da capacidade de recuperação pós-parto e maior facilidade de retorno ao peso e níveis de força e flexibilidade iniciais.

Parece ou não tentador?

Hidroginástica e natação encabeçam a lista das atividades recomendadas por causa do baixo nível de estresse articular e efeito diurético. Tanto é  assim que a Reebok frequentemente oferece a “Aula de hidro para gestantes” na qual os pais dos bebês também podem participar. “A aula de hidro em família é para que os pais possam fazer parte do cuidado que as gestantes mais conscientes mantém neste período”, explica Guilherme Moscardi -  coordenador de esportes aquáticos da Reebok Sports Club.

Caminhada, exercícios de alongamento e ioga, também não ficam atrás. A atriz Fernanda Torres, grávida aos 42 anos, faz ioga diariamente, malha o braço e anda na Lagoa. Ela é ou não um exemplo! Já as atividades de impacto como jogging e aeróbica devem ser evitadas e a prática da musculação ainda é controvertida.

É importante, porém, não abusar. Não force seu corpo, nem muito menos queira ultrapassar seus limites, que agora não são só mais seus. Mas não deixe de se cuidar. Seu bebê agradece.

Risco de doenças do coração
09-04-2008

Pesquisa avaliou o estado nutricional de 200 mulheres entre 35 e 65 anos e concluiu que há pouca diferença de obesidade entre elas. Isso pode significar maior chance de apresentarem doenças do sistema circulatório.
Cerca de 88% das mulheres com idades entre 35 e 65 anos apresentaram alto risco de desenvolverem doenças cardiovasculares. Esse número expressivo é resultado de uma pesquisa realizada no Programa de Pós-Graduação Interunidades em Nutrição Humana Aplicada (Pronut), uma parceria entre a Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF), a Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) e a Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP.
A nutricionista Ana Paula França foi responsável pelo mestrado que avaliou 200 mulheres no Ambulatório de Saúde da Mulher no Climatério (Asmuc), do Centro de Saúde Escola "Geraldo de Paula Souza", da FSP. Ela trabalhou com o climatério, período que se inicia com a diminuição de produção de estrogênio pelos ovários. "No Brasil, os estudos relacionando à mulher nesta fase da vida e o estado nutricional são escassos", explica Ana Paula.
Segundo a pesquisadora, a literatura internacional aponta que a menopausa pode implicar aumento de peso, pois a queda dos níveis de estrogênio provoca diminuição do metabolismo basal, ou seja, o organismo da mulher passa a gastar menos energia. "Somando-se a isso, hábitos alimentares inadequados e inatividade física, aumenta a tendência a engordar. E a obesidade está diretamente relacionada aos problemas cardiovasculares", afirma.
Para a análise, as mulheres foram dividas em três grupos: as que menstruavam regularmente; as que se encontravam na perimenopausa, ou seja, tinham falhas de mais de três meses no ciclo; e as que já estavam na menopausa, isto é, não menstruavam há, pelo menos, 12 meses.
Ana Paula fez medições da obesidade, por meio do Índice de Massa Corporal (IMC), que é a divisão do peso pela altura ao quadrado; do percentual de gordura, pelo método da bioimpedância elétrica, que verifica a composição corporal a partir da resitência à passagem de corrente elétrica; e da relação cintura-quadril, que aponta com eficiência o risco de doenças do sistema circulatório. "A divisão da medida da cintura pela do quadril, quando é superior a 0,85 em mulheres, indica risco maior para desenvolver doenças cardiovasculares. Isso ocorre porque a gordura acumulada no abdômen está relacionada à inúmeras alterações metabólicas, como à resistência à insulina, à hipertensão e ao aumento do colesterol prejudicial", esclarece.
Analisando os resultados, a pesquisadora notou que, praticamente, não há diferenças no grau de obesidade, e de obesidade abdominal entre os três grupos de mulheres. "Isso pode significar que, mesmo as mulheres mais jovens, que ainda não passaram pela menopausa, podem apresentar um maior risco de doenças no coração".
Além disso, o estudo verificou que cerca de 50% das mulheres eram sedentárias ou insuficientemente ativas. "É preciso enfatizar a importância de uma dieta equilibrada e da atividade física para a prevenção de inúmeros agravos à saúde, relacionados, sobretudo, à doença cardiovascular, principal causa de mortalidade no Brasil", conclui.

Fonte: Agência USP

Conheça os alimentos inimigos da sua dieta
17-04-2008

Perder uns quilinhos extras é o desejo de muitas pessoas. No entanto, a vontade de emagrecer é tanta que, às vezes, são cometidos erros cruciais na dieta. Para te livrar dessas armadilhas, três nutricionistas dão dicas valiosas.

Fernanda Pisciolaro, nutricionista e membro da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), diz que para emagrecer não há uma lista de alimentos que se deve comer e outra com os alimentos que devem ser evitados. "O segredo está em comer menos do que se estava acostumado, por isso a dieta deve ser individual", afirma.

A profissional da Abeso destaca ainda que não existe alimento "não-saudável", desde que ele esteja adequado à situação. "Não é errado comer um sanduíche em uma festa com amigos. O perigo está em substituir o café-da-manhã por esse tipo de alimentação", explica.

"Para perder peso é preciso uma dieta gostosa, mas claro que irão existir restrições", destaca a professora de nutrição do Centro Universitário São Camilo, Samantha Rhein.

No entanto, as dietas muito restritivas são igualmente perigosas. "Comer pouco diminui o metabolismo e o corpo começa a estocar gordura. Por isso, quando a pessoa desiste da dieta, às vezes, engorda o dobro", conta Fernanda Kobayashi, nutricionista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Dieta à base de frutas
"Se uma pessoa comer só frutas, vai emagrecer. Mas isso não significa que ela pode comer um cacho de banana por dia", explica Fernanda Kobayashi.

Outro engano, reconhecido pela nutricinista, é pensar que o suco de laranja, por ser saudável, não engorda. "Cada laranja tem em média 60 calorias. Para fazer um suco são necessárias cerca de três, ou seja, 180 calorias", exemplifica a nutricionista da Unifesp.

"Não adianta uma dieta cheia de alimentos saudáveis em doses altas", destaca Fernanda Pisciolaro. A nutricionista chama a atenção para as frutas com densidade energética muito alta, como é o caso da manga e o abacate, entre outras.

Dieta à base de líquidos
O perigo nesse tipo de dieta, segundo a nutricionista Samantha Rhein, está escondido em diversas armadilhas. A primeira está relacionada com a densidade energética do líquido. "Sucos com alta densidade de açúcar estimulam o organismo a produzir insulina que, por sua vez, aumenta o acúmulo de gordura", conta.

"Por não ser necessária a mastigação, os líquidos não geram a sensação de saciedade, ou seja, a pessoa fica com fome o tempo todo", Samantha destaca o outro ponto negativo.

E há ainda mais um problema. "Se o líquido ingerido for diet, muitas pessoas pensam que ele pode ser tomado à vontade. Mas não é bem assim, pois o açúcar é substituído por outra substância para adoçar e, em alguns casos, dependendo da substância, pode ser provocado o aumento de pressão sangüínea", explica a nutricionista.

"A dieta focada em um só alimento, seja qual for, se torna muito monótona, o que faz com que a pessoa desista e volte a comer compulsivamente", conta Samantha. "Este é o efeito sanfona", completa.

Alimentos integrais
"O fato de ser integral não faz perder peso. Esses alimentos têm mais minerais, são mais saudáveis. Mas têm a mesma quantidade de calorias ou mais que um alimento normal", explica Fernanda Pisciolaro.

Segundo a também nutricionista Fenanda Kobayashi, as fibras, presentes nos alimentos integrais, dão mais saciedade. Por isso, teoricamente, a pessoa vai comer menos. E é nesse ponto que os produtos integrais ajudam em uma possível perda de peso.

Alimentos diet e light
Pelo fato do alimento levar o título de diet ou light, a maioria das pessoas exagera na medida. "Há panetones, por exemplo, com 25% a menos de calorias, mas com essa desculpa muitos comem a metade do produto. Então não ajuda", conclui Fernanda Pisciolaro.

O chocolate é o campeão de enganos nessa área. "O chocolate diet é feito exclusivamente para diabéticos, não é um produto para perder peso", afirma Fernanda Kobayashi. "O açúcar é retirado do chocolate, mas a perda de volume do produto é compensada com gordura", explica a nutricionista.

Corte de carboidratos
"Se o carboidratado é cortado da dieta, o organismo passa a utilizar a proteína, ou seja, perde-se a massa magra e água. Portanto, a pessoa fica mais leve, mas não perde peso", explica Samantha Rhein.

Além disso, de acordo com a nutricionista, o carboidrato está ligado com a sensação de saciedade. Portanto, sem ele a tendência é que você fique mais irritado, o que ajuda a desistir da dieta.

Portanto, o segredo está em manter uma alimentação equilibrada e saudável. Para tanto, um nutricionista pode ajudar, principalmente durante os primeiros passos. "A maioria das pessoas não acredita que comer várias vezes ao dia emagrece", diz Samantha Rhein, se referindo a uma das maiores crenças com relação a dietas.

Segundo Fernanda Kobayashi, outro erro é contar as calorias de todos os alimentos. "Há pacientes que ficam reféns das calorias, mas esse não é o caminho".

Serviço:
Fernanda Kobayashi - nutricionista da Unifesp
Email: fernandacoba@gmail.com

Sauna traz benefícios para uma vida saudável?
22-04-2008

Freqüentar a sauna para muitas pessoas é considerado um hábito que traz diversos benefícios para a saúde. No entanto, o que poucos sabem é que ficar exposto ao calor destas salas não representa um tratamento para o nosso organismo. A sauna pode, sim, ser considerada uma forma de lazer, além de uma alternativa para desestressar.

"A sauna é saudável porque promove o relaxamento muscular, mas não há nenhum trabalho científico que comprove os benefícios dela para a saúde", explica André Pedrinelli, ortopedista especializado em medicina do esporte.

Outro possível ponto positivo da sauna está relacionado ao coração. "A sauna úmida provoca um trabalho cardíaco mais forte, já que a pessoa tem dificuldade em transpirar devido à grande umidade do ambiente. Mas, isso não pode de forma alguma ser considerado um exercício aeróbico, não promove melhoras significativas do condicionamento cardiovascular", explica Pedrinelli.

Uma crença muito forte diz que, por meio da transpiração, a sauna promove uma limpeza dos poros. De acordo com a dermatologista da Unifesp Samira Yarak, isso é apenas um mito. "Não há melhorias na pele, pelo contrário, o calor, por causar a dilatação dos vasos e das glândulas, deixa a pele vermelha, com o aspecto de irritada", explica.

Há ainda outro "inimigo dermatológico" presente nas saunas, os fungos. "Corre-se o risco de pegar uma micose", afirma Samira. E, ainda, para quem tem cabelos oleosos, o calor agrava o problema. "O vapor quente piora a seborréia", diz a dermatologista.

Para Oliver Nascimento, pneumologista da Unifesp, as saunas promovem benefícios em casos de congestionamento nasal, uma vez que o vapor ajuda a dissolver a secreção. Mas para doenças crônicas, como bronquite e asma, não há nenhum efeito positivo comprovado. "A sauna não é contra-indicada, mas também não é uma orientação médica", relata.

Contra-indicações
Algumas pessoas podem se sentir desconfortáveis quando expostas ao calor presente nas saunas. Isso ocorre principalmente com quem possui pressão baixa e em pacientes com problemas cardíacos. Esses dois grupos devem evitá-la.

Outra contra-indicação, segundo André Pedrinelli, é para as pessoas que irão passar por um grande desgaste físico. "Não dá para fazer sauna no mesmo dia que for participar de uma competição, porque ela desidrata e relaxa o atleta", explica.

"A sauna, assim como qualquer coisa quente, é um vasodilatador", afirma Walter Campos Jr., angiologista do Instituto H. Ellis. Por isso, quem possui varizes também deve evitar essa prática. "As varizes não irão aumentar, mas os sintomas, como o inchaço, sim", diz o angiologista.

Uma prática cultural
Mesmo com os questionamentos sobre os benefícios da sauna, é grande o grupo de pessoas que não abre mão de gastar uns minutos no calor de uma sala fechada. Este é o caso do consultor em tecnologia da informação Fernando Berci Luiz, 25 anos. "Depois da sauna, a pele fica mais lisa, me sinto mais leve, com as energias repostas. É relaxante. Não sei se isso é psicológico, mas é a sensação que tenho", descreve.

"A sauna é cultural. Se a pessoa gosta e se sente bem, não vejo nenhum problema. Mas não há porque prescrevê-la para um paciente", define Pedrinelli.


  
Redação Terra

Mau hálito (Halitose) O que é halitose?
25-04-2008

Halitose significa "mau hálito", um problema que muitas pessoas enfrentam eventualmente. Calcula-se que aproximadamente 40% da população sofre ou sofrerá de halitose crônica em alguma época de sua vida. Muitas são as causas deste mal, incluindo:

Higiene bucal inadequada (falta de escovação adequada e falta do uso do fio dental);


Gengivite


Ingestão de certos alimentos como, por exemplo, alho ou cebola;


Tabaco e produtos alcoólicos;


Boca seca (causada por certos medicamentos, por distúrbios e por menor produção de saliva durante o sono);


Doenças sistêmicas tais como câncer, diabetes, problemas com o fígado e rins.

Como saber se tenho halitose?
Uma forma de saber se você tem mau hálito é cobrir sua boca e nariz com a mão, exalar e sentir o hálito. Uma outra forma é perguntar a alguém em quem você confia como está o seu hálito. Mas, não se esqueça de que muitas pessoas têm este problema quando acordam de manhã, como resultado de uma produção menor de saliva durante a noite, o que permite os ácidos e outras substâncias se deteriorarem no interior da boca. Medidas tais como escovar bem os dentes e língua, e usar fio dental antes de dormir e ao se levantar sempre ajudam a eliminar o Mau hálitomatinal.


Como prevenir a halitose?
Evite alimentos que causam mau hálito e observe o seguinte:
Escove bem duas vezes ao dia e use fio dental diariamente para remover a placa bacteriana e as partículas de alimento que se acumulam todos os dias. Escovar a língua também ajuda a diminuir o mau hálito.


Remova a dentadura antes de dormir, limpando-a bem antes de recolocá-la de manhã.


Visite seu dentista periodicamente para fazer uma revisão e uma limpeza de seus dentes.
Se o seu mau hálito persistir mesmo após uma boa escovação e o uso do fio dental, consulte seu dentista, já que isso pode ser a indicação da existência de um problema mais sério. Só o dentista poderá dizer se você tem gengivite, boca seca ou excesso de placa bacteriana, que são as prováveis causas do mau hálito.  


*Artigo fornecido pela Colgate-Palmolive. Copyright 2007 Colgate-Palmolive. Todos os direitos reservados.

Saiba mais sobre a origem da síndrome do pânico
26-04-2008


As tensões provocadas por problemas contemporâneos como a competitividade do mercado de trabalho e a violência urbana motivam o surgimento da síndrome do pânico, transtorno psíquico que já atinge cinco em cada cem pessoas no mundo.

"As pressões sociais vêm de fatores como o tipo de estrutura familiar, o campo profissional e a situação econômica. Estamos vivendo numa época em que somos ameaçados todo o tempo, na rua e em casa. Esse estresse aumenta muito com tantas obrigações diárias e qualquer situação mais intensa de tensão pode ser o estopim para o começo de uma crise de pânico", ressalta Fatima Vasconcellos, chefe de clinicas do serviço de psiquiatria da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro.

A crise de pânico é uma experiência de ansiedade levada ao extremo. O corpo reage como se estivesse frente a um perigo, porém não há nada em volta que justifique esta reação.

"Durante uma crise, a pessoa tem sintomas como taquicardia, perda do foco visual, dificuldade de respirar, formigamento, tontura, dor ou desconforto no peito, boca seca, tremores, náuseas, desconforto abdominal, sudorese, calafrios, ondas de calor, despersonalização e sensação de iminência da morte. A intensidade dos sintomas cresce de modo acelerado e os ataques podem acontecer a qualquer hora", constata o psicólogo Artur Scapato, mestre em psicologia clínica (PUC-SP) e coordenador do site www.psicoterapia.psc.br.

A origem da síndrome do pânico está ligada a experiências traumáticas.

"As crises começam geralmente nos processos de ativação de memórias implícitas de traumas. Apesar de o corpo reagir como se estivesse em perigo, este perigo não é visível e não está presente no ambiente. Vem do passado e não está acessível à consciência. A partir de uma situação disparadora posterior, geralmente em situações de estresse intenso, este circuito pode ser reativado passando a produzir as crises de ansiedade e pânico", diz Scapato.

A síndrome do pânico tem o dobro de incidência entre as mulheres, em relação aos homens. Elas estão mais suscetíveis às pressões devido à rotina de tripla jornada.

"Por volta dos 30 anos, as mulheres têm mais tendência que os homens de desenvolver a síndrome do pânico porque é justamente na época em que estão no auge da carreira profissional e precisam conciliar o trabalho fora de casa com o do lar, além das funções de esposa e mãe. Essa faixa etária apresenta maior incidência desse transtorno, que também pode começar na infância ou na velhice", analisa Fátima.
  
JB Online

Tenha cuidado com os mitos sobre dieta
29-04-2008

Existem muitas crenças em torno dos alimentos, e nem todas são verdadeiras. Embora algumas acabem até sendo úteis, como aquela que diz que refrigerante dá mais celulite do que qualquer outra coisa, é preciso que estejamos sempre bem informados sobre os alimentos. Afinal, nós somos o que comemos. Veja alguns mitos muito freqüentes:
Mito 1: Manteiga engorda mais que azeite de oliva
O azeite pode ser até mais saudável, pois trata-se de gordura vegetal, e possui diversos componentes que fazem bem para a saúde. Mas o número de calorias é o mesmo, cerca de 40kcal em uma colher de chá. Achou muito? Então, se você está de dieta, é preciso ter cuidado não só com a manteiga, mas também com a quantidade de azeite.

Mito 2: Vitaminas são energéticas
A função das vitaminas é a de oferecer ao corpo substâncias que ajudam em suas defesas. O que dá energia para o organismo são as calorias presentes nas gorduras, nas proteínas e nos carboidratos. Não adianta, portanto, tomar suplementos vitamínicos com esse objetivo. O mito de que as vitaminas são energéticas provém da ação das vitaminas do complexo B, que desempenham um papel importante nas reações químicas fazem com que os alimentos liberem energía.

Mito 3: O jejum elimina impurezas e toxinas
Não existe evidência que apóie esta proposição. O corpo humano está desenhado para processar os alimentos, e isto inclui a remoção de toxinas naturais como a amônia, que é gerada a partir da ruptura das proteínas. Para a maioria das pessoas, um dia de jejum não é perigoso, mas também não representa um hábito saudável. Mas jejuns prolongados são muito perigosos: produzem desidratação, diminuição da pressão arterial, desintegração dos músculos e órgãos, irregularidade nos batimentos cardíacos. Aliás, pessoas com doenças cardíacas, diabéticas ou com problemas renais jamais devem fazer jejum.

Mito 4: Só se emagrece comendo menos
Isto não é totalmente verdadeiro: um dos melhores regimes pode ser comer determinados alimentos em maior quantidade (como frutas no lugar de doces, por exemplo). O importante é saber o número de calorias e a quantidade de gordura que se está ingerindo.

Mito 5: Algumas pessoas nasceram para ser gordas
É verdade que a herança genética influencia o tamanho e a forma do nosso corpo. Mas isto não significa que a pessoa que herda o gene da obesidade deva ser, necessariamente, gorda. A obesidade não é definitiva como a cor dos olhos ou da pele. Afinal, para aumentar de peso, você tem que ingerir mais calorías do que queima.


Redação Terra

Dormir de "barriga cheia" faz mal?
03-05-2008

Você já deve ter sido aconselhado a evitar dormir com a "barriga cheia" porque faz mal. Mas, alguma vez chegou a questionar esta dica? Especialistas ajudam a esclarecer a crendice popular.


A nutricionista Caroline Bergerot discorda. "Isto não procede. O que pode acontecer ao dormir logo após a refeição é algum desconforto, como azia ou queimação", afirma. Ela ainda põe abaixo o mito de que jantar engorda. "Só engorda caso a pessoa coma demais. Mas se ela tiver uma refeição balanceada também não corre este risco."

Caroline explica que uma refeição balanceada requer alimentos mais leves, comidas menos apimentadas e sem condimentos. "Uma boa alternativa é comer saladas ou massas, já que o carboidrato é de fácil digestão", diz.

A nutricionista Fabiana Schmidt, no entanto, acredita que comer e dormir em seguida faz mal sim. "O que é mito nesta história é não poder comer carboidrato após as 18h", diz. "O problema está no horário em que a pessoa vai dormir. Ela deve aguardar obrigatoriamente duas horas para se deitar", afirma a especialista.

Fabiana afirma que o mais saudável é aguardar estas duas horas desempenhando alguma atividade, mas nada de exercícios físicos pesados. "A pessoa deve assistir à televisão ou ficar no computador para se manter acordada", aconselha.

A especialista ainda alerta para alguns incômodos ocasionados pela digestão mais lenta à noite. "Como nosso metabolismo é mais lento à noite, a digestão demorada pode provocar gases pelo aumento da fermentação da comida no intestino", diz. Fabiana dá a medida para evitar que o jantar se converta em reserva de gordura. "Sempre a janta deve ser metade ou 3/4 da quantidade do almoço."

O gastroenterologista Thomaz Szegö afirma ser benéfico descansar após qualquer refeição. "Descansar significa repousar e não dormir. O repouso é importante porque é necessário que o sangue se concentre no aparelho digestório para realizar a digestão", diz.

Seguindo esta linha de raciocínio, Szegö desmistifica a questão de entrar na água após comer. "Não há problema algum em comer e tomar banho ou entrar na banheira. O que não pode é nadar, pois há uma competição de irrigação sangüínea entre os músculos exigidos na natação e o sistema digestório", explica.

Segundo o médico, é um exagero afirmar que dormir após comer faz mal. "Deitar logo após fazer uma refeição aumenta a chance de refluxo, o que pode atrapalhar o sono", diz. O ideal, de acordo com Szegö, é não comer grande volume e evitar gorduras e frituras.


 
Fonte: Terra

Doenças tipicamente masculinas
06-05-2008

A maior parte das doenças não tem sexo. Em termos de saúde, a afirmação contraria o dito popular segundo o qual a mulher é o sexo frágil. A origem da frase pode até estar relacionada ao fato de a maioria dos homens ter mais força física que as mulheres. Mas levando a discussão para o campo da saúde, ou da doença, eles parecem não ter vantagem sobre elas.


Logo quando os primeiros casos de Aids foram diagnosticados, a síndrome passou a ser conhecida como uma doença típica dos homens. Quando as mulheres passaram a ser vítimas comuns da doença, a afirmação perdeu o sentido.


Hoje, sabe-se que nenhum dos sexos constitui alvo preferencial do HIV. Mas os homens continuam à frente das mulheres em número de casos.


Entre outras doenças sexualmente transmissíveis, o número de infectados é semelhante entre homens e mulheres. Mesmo com os homens sendo freqüentadores menos assíduos que as mulheres dos consultórios médicos para tratamento de males das partes íntimas, as DSTs são mais normalmente diagnosticadas neles por causa do uso comum da uretra nas funções reprodutiva e urinária. Dessa maneira, os sintomas de problemas na região são mais facilmente percebidos pelos homens.


Em determinados casos, o indivíduo do sexo masculino é o único alvo de certas doenças, como as relacionadas ao pênis e próstata, já que o órgão e a glândula são exclusivos dele. Tumores malignos na próstata são o tipo mais grave de câncer que atinge a população masculina.


::Portal Terra

Depressão x desinformação
30-06-2008

Pesquisa inglesa critica o uso de antidepressivos em casos leves e moderados e agrava confusão feita em torno do tema. Especialistas defendem os medicamentos e explicam como age a doença

Brasília – A depressão é um transtorno causado por alterações químicas no cérebro. Uma tristeza, aparentemente súbita, toma conta da mente e impede a realização de tudo o que se estabelece como meta para o bom funcionamento da vida. Os sintomas, muitas vezes, são facilmente confundidos com frustrações banais, é verdade. Mas a falta de informação faz o mal ser alvo de preconceitos e interpretações equivocadas. Enquanto erramos no diagnóstico, a doença não pára de crescer. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão afeta 120 milhões de pessoas no mundo e é a quarta enfermidade mais incapacitante, de acordo com estudos feitos em 1996. Pior: em 2020 já será a segunda, perdendo apenas para doenças isquêmicas do coração.

Nesse mundo que ainda mistura avaliações apressadas e informações desencontradas, uma pesquisa publicada pela Universidade de Hull, na Inglaterra, pôs em questão o uso de antidepressivos no tratamento da doença. De acordo com o estudo, esses medicamentos não seriam eficazes em casos leves e moderados. Os especialistas discordam. “A depressão é uma doença só, não três. Casos leves, moderados e graves se diferenciam apenas por alguns sintomas. Essa subclassificação é mesmo questionada por muitos pesquisadores”, explica o psiquiatra e professor da Universidade de Brasília (UnB), Raphael Boechat.

O psiquiatra Ricardo Moreno, que é pesquisador do grupo de doenças afetivas do Hospital das Clínicas, em São Paulo, também implode o estudo e ressalta. “A pesquisa apresenta muitas falhas metodológicas. A conclusão é um desserviço para pacientes que sofrem de casos mais brandos, já que, sem tratamento, eles têm grandes chances de passar por crises mais graves”, diz.

Autora do livro Eu tomo antidepressivo, graças a Deus!, a jornalista e escritora Cátia Moraes sofre do mal e reuniu, em sua obra, várias experiências de quem passou pelo problema. “A depressão leve é assim definida porque não paralisa totalmente a pessoa, mas a qualidade de vida dela se deteriora rapidamente”, conta.

Para Ricardo Moreno e Cátia Moraes, pesquisas como essa são aceitas por causa do receio e preconceito em torno do uso de antidepressivos. Para eles, essa falta de aceitação é um grande entrave no tratamento de quem sofre do mal. Segundo Moreno, uma em cada cinco pessoas terá pelo menos um episódio de depressão ao longo da vida. Desses, apenas um terço procura um psiquiatra. Os outros dois terços vão atrás de tratamentos alternativos. O que é preocupante, já que 18% dos casos de depressão são crônicos e, sem o uso da medicação preventiva, voltarão a ocorrer ao longo da vida de maneira cada vez mais acentuada e incapacitante.

Os médicos ressaltam, no entanto, a necessidade de se diferenciar a tristeza profunda da patológica. Estar sofrendo não é o pré-requisito para o uso dos antidepressivos. Frustração faz parte da vida. Além disso, se não for depressão, os remédios não farão efeito. “A depressão é uma alteração de neurotransmissores. Não é questão ideológica”, explica o psiquiatra Ricardo Moreno. Apesar de o antidepressivo não causar dependência como os calmantes — por isso é um remédio considerado tarja vermelha, não preta — os mais de 30 tipos têm efeitos colaterais e precisam ser controlados por um psiquiatra para que sejam realmente eficazes.

MEDO E ANGÚSTIA Alvo de preconceito até por aqueles que sofrem do transtorno, a depressão causa polêmica por ser um mal afetivo, que mexe com os sentimentos e com a capacidade de relacionamento. A jornalista e escritora Cátia Moraes conta que, além de sofrer ela mesma de depressão, teve o primeiro contato com o transtorno quando seu pai entrou em crise. “Ele era uma pessoa muito querida, gostava de declamar, era amoroso, um paizão. De repente, quando tinha 11 anos, perdi meu pai, que passou a ficar o tempo todo deitado na cama. Ele perdeu o emprego, e acabou falecendo quatro anos mais tarde”, conta.

A falta de abertura para falar a respeito dificultou a compreensão sobre a doença. “Não dava para entender e ninguém comentava, o preconceito era maior ainda naquela época. Era muito ruim. Uma família tão unida e saudável, que, de repente, foi tomada pelo medo”, diz Cátia Moraes. Ela se viu novamente confrontada com a depressão quando começou a sentir os sintomas, aos 37 anos. “Era um medo e uma angústia extremos. Foi horrível.”

Em depoimento no livro Eu tomo antidepressivo, graças a Deus!, Ciça Guedes conta que, numa crise depressiva, teve um pavor súbito e arrebatador de comer e beber. Ela passou a sentir pânico de ingerir líquidos e engolir comida, acreditando que poderia se engasgar. Só depois de alguns dias de uso de medicamentos aliados à terapia conseguiu voltar a tomar pequenos goles e comer. A depressão é assim. Pode minar relacionamentos e tomar conta de seu poder de decisão, seu raciocínio e mesmo de sua vontade de viver.

É em casos como esses — ou para evitá-los — que os remédios são indicados. E sempre aliados a outros tratamentos: normalmente a psicoterapia. Diferentemente dos médicos de algumas décadas atrás, os psiquiatras de hoje acreditam na necessidade de combinar a terapia com o uso de antidepressivos. “Sendo a depressão um problema multifatorial, ou seja, que tem várias causas, o tratamento também deve ser múltiplo”, compara o psiquiatra Ricardo Moreno.

::Fonte: Jornal Esatdo de Minas

Dormir pouco pode ajudar a engordar
12-07-2008

Depois de noites "viradas", você começa a perceber que seu raciocínio está mais lento e que sua capacidade de concentração está cada vez menor. E quanto mais tempo você fica sem dormir, mais parece que os quilinhos na balança aumentam.

Produzida durante o sono, a leptina é um hormônio que regula o apetite enquanto se está dormindo. Quando se dorme menos do que o necessário, o hormônio é produzido em menor quantidade, fazendo com que a pessoa coma mais. "Quem dorme mais, tem menos peso do que quem dorme menos", comenta o neurologista Shigueo Yonekura.

"Pessoas que não dormem bem tendem a criar gordura, e não massa muscular", comenta o neurologista e chefe do Setor de Distúrbios do Sono do Instituto do Sono de São Paulo, Ademir Baptista da Silva.

Mas quando se fica noites inteiras sem dormir, há ainda o risco de que não se consiga memorizar corretamente situações vividas durante o dia. "O sono serve para memorização, o que nós aprendemos é gravado durante o sonho", explica Yonekura.

Há ainda o risco de casos de hipertensão e diabetes terem uma piora, pois quando se fica muito tempo sem dormir a liberação de uma substância chamada noradrenalina aumenta, elevando a pressão arterial.

Além da sonolência característica, quem fica muito tempo sem dormir (mais de seis dias seguidos, por exemplo), tem ainda chances de, em casos mais graves, ficar desorientado chegando até a ter alucinações. "A pessoa pode sim enlouquecer, pois as alucinações são o protótipo da loucura. Ela pode ainda ter comportamentos esquizofrênicos", explica Silva.

Recuperando o sono perdido
Quando se fica noites inteiras e seguidas sem dormir, a única maneira de recuperar o sono perdido é aumentando em uma ou duas horas o tempo dormido de noites subseqüentes. "É preciso dormir vários dias a mais para compensar. Acredita-se que se demore cerca de dez dias para compensar o sono perdido", comenta Silva.

Segundo o neurologista Shigueo há ainda quem consiga fazer um banco de horas de sono. "Algumas pessoas conseguem dormir algumas horas a mais do que o habitual na noite anterior para gastar esse tempo na noite seguinte."

Para quem passou uma noite em claro, vai a dica do especialista: "Durante o dia, tire vários cochilos de até 10 minutos, eles funcionam melhor do que se você dormir apenas uma hora."

Possíveis conseqüências de noites mal dormidas:
- Ajuda a engordar
- Baixa imunidade
- Baixa memorização
- Cansaço físico
- Depressão
- Envelhecimento precoce
- Falta de concentração
- Irritabilidade
- Má regulação da temperatura corpórea
- Piora em quadros de hipertensão
- Sonolência

Corpo inchado? Saiba agora o que fazer!
15-07-2008

Qual mulher que nunca se viu às voltas com este vilão: o  inchaço no corpo. Tanto nas pernas, quanto na barriga, durante a gravidez, às vezes nas articulações ou até mesmo no corpo todo. Quando ele se instala, enche o corpo e a paciência. Além do desconforto físico, existe a questão, sempre latente, da aparência.

 

O inchaço deriva da retenção de líquidos no corpo e suas causas são variadas:

- No corpo todo pode ser problema de rins ;

- Nas articulações, muitas vezes, é reumatismo;

- Nas pernas  acontece frequentemente durante a gravidez;

- Na região abdominal pode ser algum medicamento, período pré-menstrual, intestino preguiçoso ou, até mesmo, gases.

 

Sempre é bom consultar um médico especialista para saber o que fazer. Porém, desde já, algumas dicas podem ser úteis, tais como: cuidado com o sal na comida, observe se você não está exagerando; note também com que frequência tem comido carne derivada de porco ou alimentos processados. Eles são, muitas vezes, causadores da retenção de líquidos. Já feijão, pão, frituras e refrigerante, em excesso, contribuem para a formação de gases. Fique atenta!

 

No sentido oposto, alguns alimentos vêm ajudando a combater esse mal, que atinge, principalmente, as mulheres, somente por terem propriedades diuréticas e induzirem o corpo a eliminar líquidos mais facilmente através da urina, reduzindo o inchaço e trazendo bem-estar. “Os diuréticos são um grupo de fármacos que atuam nos rins, aumentando o volume e o grau de diluição da urina”, explica Rafael Hassin, nutricionista. O chá verde, o suco de melancia e o aspargo verde são as vedetes no assunto. O primeiro tem ainda efeito anti-oxidante, graças aos polifenóis. O aspargo verde, para vocês futuras mamães, além de não ter quase nenhuma caloria, é rico em ácido fólico.

 

Se a questão for melhorar o desempenho intestinal, evitando que a barriga fique dilatada e dolorida, as fibras insolúveis fazem um bom trabalho. São elas: farelo de arroz, cereais, pão integral, batata, cenoura, espinafre e laranja.

 

A drenagem linfática vem ganhando cada vez mais adeptas nas clínicas de estética. Apesar de reivindicar para si a eliminação da celulite, o rejuvenescimento e o emagrecimento. Sua função efetiva é a redução dos líquidos acumulados no organismo porque estimula o sistema linfático e faz com que a pessoa urine mais. Reduz, assim, o inchado e proporciona uma  sensação de emagrecimento. Mas não acaba com o problema em si. Janice Rastrello, uma simpatizante, fez durante dois meses, uma vez por semana e gostou muito. “Me sentia mais leve e realmente percebi a considerável perda de líquidos depois de cada sessão”, diz ela.

 

Beber bastante água diariamente, ainda é o melhor e o mais natural dos remédios, força a eliminação de líquidos, toxinas e sódio do organismo. E há quem diga que emagrece. Quer melhor?

Problemas emocionais podem causar doenças de pele
08-07-2008

A dermatologia ganhou uma importante aliada no tratamento de diversas doenças de pele, como herpes, psoríase e vitiligo: a psicologia. Segundo estimativa da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a causa dos problemas de pele de nada menos do que um em cada três pacientes é emocional - como estresse, ansiedade e depressão. O fenômeno já ganhou até nome: psicodermatose.

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"Psicodermatose é toda doença de pele causada por um componente psicológico. Se o indivíduo tiver predisposição genética, qualquer momento de estresse, como a demissão no trabalho ou a separação dos pais, por exemplo, pode desencadear reações como acne, vitiligo ou psoríase", alerta Márcia Senra, coordenadora do departamento de psicodermatologia da SBD.

Segundo Patrícia Aguiar, coordenadora do núcleo de psicodermatologia da Sociedade Brasileira de Dermatologia do Rio de Janeiro (SBDRJ), os pacientes somatizam os momentos de tensão das mais diferentes formas. Dois exemplos clássicos de psicodermatose são o da estudante que tem acne bem às vésperas do vestibular e do funcionário que sofre com herpes labial quando perde o emprego.

"Na maioria das vezes, o médico começa a desconfiar de que se trata de psicodermatose quando a doença foge ao controle do tratamento convencional. Nestes casos, cremes e pomadas já não surtem mais efeito. Além disso, não é todo paciente que tem consciência desta relação de causa e efeito. Muitos, inclusive, não querem admitir que o problema é de cunho emocional", afirma Patrícia.

A jornalista Rebeca Dorigo, 26 anos, é uma das que custaram a acreditar que a sua dermatite seborréica (caspa) era provocada por estresse. A primeira vez em que ela sentiu coceira no couro cabeludo foi há três anos, após desavença com a futura sogra. "Para piorar, um mês antes do casamento fiquei desempregada. Não havia pomadinha que desse jeito. Felizmente, voltei outra da lua-de-mel. Mesmo assim, ainda recorro a remédios para alergia e ansiedade. E procuro também tomar chás, florais de Bach e fazer shiatsu para aliviar as tensões", diz.

Psicólogo é fundamental durante tratamento
Mas não é todo paciente que, a exemplo de Rebeca, tem consciência de que aquela irritação na pele é provocada por distúrbio emocional. Para Márcia, cabe ao dermatologista descobrir o que há por trás daquela aparentemente inofensiva coceirinha no braço. "O ideal é que o tratamento seja multidisciplinar. Afinal, é o psicólogo que vai ensinar ao paciente como enfrentar a real causa daquele problema."

Quando não é detectado e, principalmente, tratado a tempo, o problema pode evoluir para quadros de automutilação. Márcia cita o caso da paciente que supostamente sofria de queda de cabelo. Um dia, ela descobriu que a própria paciente arrancava deliberadamente os tufos da cabeça. Já Patrícia relata o exemplo da paciente que, de tanto coçar a pele, chegou a formar verdadeiras feridas.

"O impacto do estresse na vida de uma pessoa é individual. Tudo depende da maneira como ela vai administrar o baque. A grande maioria nem desconfia que aquele problema de pele é causado por falta de dinheiro ou aborrecimento no trabalho. Nestes casos, cremes e pomada só surtirão efeito se integrados a outros tratamentos, como terapias em grupo ou remédios para depressão", sentencia Márcia.


  
O Dia

Conheça os riscos dos lanchinhos rápidos fora de casa
21-07-2008

Quando estamos com fome, andar pelas ruas pode ser um perigo. Isso porque há várias opções de comida, para todos os gostos. É carrinho de pipoca de um lado, de milho verde do outro. Sem falar em trailers de cachorro-quente e churrasquinho na chapa. Nas praias e nos ônibus, as ofertas vêm diretamente até nós pelas mãos de vendedores ambulantes.

Quando a tentação é grande, é preciso resistir e não se deixar levar apenas pela aparência dos alimentos. "Ao optar por comprar comida na rua, corremos o risco de ingerir alimentos sem qualidades nutricionais, e, pior, que podem estar contaminados", alerta a endocrinologista Ellen Simone Paiva.

Óleo para fritura: perigo
A higiene na preparação dos alimentos e a forma como são armazenados é um fator importante a ser observado. No caso do pastel de feira, por exemplo, prefira comprá-lo cedo. "Se chegar tarde na feira, é muito mais arriscado, pois o óleo está sendo utilizado desde cedo", diz a médica. O problema, neste caso, são as toxinas liberadas pela reutilização do óleo em frituras.

Apesar dos perigos, não é preciso se desesperar e deixar de comer as delícias que são vendidas nas ruas. Confira abaixo alguns cuidados a serem tomados para evitar indigestões e outros problemas de saúde.

Precauções que devem ser tomadas com cada alimento
Pastel: Preste atenção se os funcionários da barraquinha estão vestidos com roupas adequadas e se o óleo utilizado para a fritura está limpo. Prefira os pastéis mais "simples", como os de queijo ou de pizza (queijo e tomate), pois esses recheios têm menos risco de estarem estragados.

Cachorro-quente: O perigo está nos complementos como batata frita, bacon, maionese e os molhos em geral. Se não estiverem em recipientes fechados, podem ser contaminados por moscas e outros insetos.

Sanduíche natural: O problema é que a maioria leva maionese, que é o alimento com maior risco de contaminação pela salmonela, bactéria que causa intoxicação.

Churrasquinhos: Como a carne já vem cortada, não é possível checar qual foi utilizada. Na dúvida, procure não exagerar no consumo desse petisco.

Saiba o que são os radicais livres e como eliminá-los
25-07-2008

Freqüentemente associados ao envelhecimento precoce, os radicais livres são moléculas do organismo que apresentam um elétron instável em sua última camada. Quando um desses elétrons rouba outro elétron de uma molécula próxima, ocorre uma ação oxidativa, o que pode acelerar o envelhecimento ou ainda desencadear doenças.


Explicações científicas à parte, o que acontece é o seguinte: toda vez que há uma reação química oxidativa em nosso organismo, como o simples fato de respirarmos, uma quantia de energia sobra. Essa energia restante pode vir a formar os radicais livres, que causam agressões físicas diversas às células do corpo.

"Os radicais livres fazem parte de reações normais do organismo. Quando você corta uma maçã e a deixa fora da geladeira, ela escurece. O que a deixa escura são os radicais livres", detalha a dermatologista Denise Steiner.

Segundo a médica, o processo de envelhecimento está também ligado à produção dessas moléculas. "Existem várias implicações no envelhecimento, mas uma que se sabe mais detalhadamente é o processo oxidativo, via radicais livres", comenta Denise. Quanto mais exposto a fatores que aumentam a produção dos radicais, mais o organismo é atacado por essas moléculas.

"Um exemplo claro são os fumantes. A grande maioria tem umas ruginhas na região dos olhos devido ao processo dos radicais livres", explica o endocrinologista Cyro Masci. Mas além das implicações físicas que podem ser vistas a olho nu, como o envelhecimento precoce, a presença em excesso de radicais podem ainda criar um ambiente propício para o aparecimento de algumas doenças.

"O câncer de pele é uma doença que pode surgir com o excesso de radicais livres", conta Masci. O sol, assim como o fumo e os poluentes químicos, pode funcionar como um catalisador na produção dos radicais, desequilibrando a quantia natural do organismo. Em excesso, eles estimulam o aparecimento da doença, daí a importância do uso de protetores solares (que funcionam como antioxidantes) e de se evitar uma exposição excessiva ao sol.

Aumentam a produção de radicais livres:
- Água contaminada por metais pesados (principalmente mercúrio);
- Alimentos com agrotóxicos;
- Bolos e pães industrializados;
- Carne vermelha e de porco;
- Chocolate;
- Cigarro (de tabaco);
- Doenças;
- Exercícios em excesso;
- Exposição excessiva ao sol;
- Gordura trans e vegetal hidrogenada;
- Poluição;
- Produtos de limpeza que contenham formol de aldeído.

Fontes de antioxidantes:
Alguns alimentos têm a capacidade de neutralizar a formação de radicais livres pelo organismo. No entanto, a dermatologista Denise Steiner afirma que o melhor tratamento é a prevenção. "Deve-se evitar os fatores que estimulam a produção de radicais livres", salienta.

No entanto, vale ter à mão uma relação de alimentos que podem lhe auxiliar a evitar essas temidas moléculas. Mesmo porque, as frutas e os vegetais são ótimas fontes de antioxidantes. "Deve-se fazer uma suplementação desses nutrientes diária, com cinco ou seis porções. Pessoas que vivem em cidades grandes e com uma rotina estressante precisam repor nutrientes, mesmo que mantenham uma alimentação balanceada", alerta Masci.

Portanto, elencamos a seguir algumas fontes naturais de antioxidantes. Confira:

- Castanha do Pará (fonte de vitamina E);
- Chá verde;
- Frutas descascadas;
- Legumes crus;
- Polifenóis presentes no vinho e na uva;
- Salmão;
- Vitamina C (frutas cítricas e vegetais verde-escuros);
- Vitamina A (cenoura, abóbora e mamão);
- Zinco (peixes, aves e leite).

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Fonte terra

Combata a insônia de uma vez por todas
18-08-2008

Depois de dormir as tradicionais oito horas de sono, você acorda cansada e passa o dia sonolento, com a atenção reduzida e irritada. No dia seguinte, a sua noite acaba às 3h da manhã e nada de conseguir pegar no sono novamente. Características da insônia, estes sintomas acometem um número significativo de pessoas que sofrem de distúrbios do sono.



"O sono é uma necessidade fisiológica como qualquer outra, sendo necessário para a saúde física e mental", explica o neurologista da Unifesp Luciano Ribeiro Pinto Junior. Um sono bem dormido é um dos responsaveis pela produtividade do dia que se segue. "De forma geral, um sono não reparado, ou 'mal dormido', leva a um estado de indisposição e cansaço, além de deixar o raciocínio confuso e lento", complementa Ruth Ferreira Santos, psicóloga do Instituto do Sono da Unifesp.

Mais comum entre mulheres acima dos 45 anos, a insônia vem deixando muita criança em idade escolar com o sono comprometido. "Venho recebendo em meu consultório mais crianças com queixas de baixo desempenho escolar. Depois de uma extensa avaliação percebemos que isso pode ser conseqüência de um sono não reparador", explica a psicóloga.

Segundo o neurologista Luciano, a insônia, em sua maioria, é fruto de problemas psicológicos, como a ansiedade e depressão. "Além destes fatores, as condições de vida de uma pessoa também podem ajudar a perpetuar a insônia, a exemplo das relações familiares e profissionais", comenta o médico.

Para um tratamento adequado da doença, é necessário que se descubra quais são os motivos que levam a pessoa a ter noites de sono mal dormidas. Além de remédios, a mudança de comportamento no dia-a-dia é fundamental para uma melhora efetiva na qualidade do sono.

Mito ou verdade: tomar banho quente faz mal para a pele?
25-08-2008

Nada mais relaxante e gostoso do que chegar em casa após um dia exaustivo e tomar um banho bem demorado. Contudo, este simples hábito pode comprometer a saúde e a viscosidade da sua pele.
Quando se deseja manter a pele sempre revigorada, logo se pensa em cremes poderosos e sabonetes hidratantes. Mas, poucas se dão conta de que a temperatura da água pode ser uma grande vilã para a beleza da cútis.
"O banho quente prejudica a camada manto-lipídica da pele, que é responsável pela textura suave", explica a dermatologista Meire Parada Brasil. Portanto, a médica aconselha a reduzir o tempo da ducha, que serve apenas para lavar o corpo e não desestressar.
A especialista ainda dá outra dica a quem não consegue ficar sem, pelo menos, dois banhos por dia. "O sabonete tem de ser usado em todo o corpo uma única vez. No segundo banho, deve-se usá-lo apenas nas axilas, no genital e nos pés", afirma Meire.
O dermatologista Fernando Bezerra, por sua vez, acredita que qualquer tipo de banho remove os fatores hidratantes naturais da pele, como a uréia. "O problema é que a temperatura alta da água estimula a dilatação dos poros e para quem tem propensão a urticárias, pode ser que apresente coceiras na pele", diz.
No entanto, o especialista ressalta a necessidade do banho para limpar o corpo, sobretudo em um país tropical como o Brasil. "O interessante é utilizar um sabonete mais adequado que agrida menos o PH alcalino da pele. Costumo indicar também hidratantes que contenham uréia, ceramidas e óleos essenciais logo após o banho", afirma.
A bucha também pode acabar com a suavidade da pele, quando usada diariamente. Ela é uma boa alternativa para limpar os pés e as axilas. "A bucha tem de ser delicada. A vegetal é uma boa opção, mas elas se contaminam facilmente. Por isso, deve ser posta para secar sempre após a utilização e trocada quando surgirem os primeiros pontos escuros", informa Meire.

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Terra

Evite o estresse com hábitos saudáveis
27-08-2008

A vida sedentária, má alimentação e os maus costumes, em geral, vão deteriorando a qualidade de vida e o corpo sofre com doenças. Descubra hábitos simples que ajudam você se sentir melhor. Veja oito hábitos saudáveis:
1. Hidratação
Uma boa hidratação melhora a elasticidade da pele. Prefira água a bebidas açucaradas ou refrigerantes que contêm gás e além de tudo engordam.
2. Exercício
Caminhe, ainda que alguns minutos por dia, suba escadas, nade. Mexa seu corpo. O sedentarismo favorece o risco de doenças cardiovasculares, diabete do tipo II, obesidade, hipertensão arterial, excesso de peso, osteoporose, depressão e ansiedade, segundo a Organização Mundia de Saúde (OMS).
3. Alimentação
Inclua na sua dieta diária uma porção de frutas e verduras. Estas comidas não só alimentam, mas também não engordam e têm propriedades que ajudam a controlar o intestino, além de diversos tipos de vitaminas necessárias para o bom funcionamento do corpo.
4. Descanso
Tenha algum tempo para descansar. Seu corpo necessita de um período de 6 a 8 horas para se recuperar das atividades diárias. A falta de sono está vinculada ao prejuízo do corpo e da mente.
5. Diversão
Você precisa de momentos para mudar a rotina, esquecer o trabalho. Está comprovado que o sorriso é uma excelente terapia contra o estresse e a ansiedade.
6. Postura
Procure adotar uma posição adequada no escritório. As cadeiras incômodas podem fazer com que você termine em uma visita ao ortopedista. Disponibilize alguns momentos para esticar os músculos durante a sua jornada laboral. Isto ajuda a evitar dores nas costas, ombros, braços, pescoço e cabeça.
7. Cuidado
Não descuide de seu aspecto pessoal, ainda que você não esteja se sentindo bem. Sentir-se agradável com relação aos outros aumenta a produção de endorfinas, o hormônio responsável, em boa parte, para que as pessoas se sintam felizes.
8. Controle
Visite um médico periodicamente. Não se automedique nem comece dietas sem a supervisão de um especialista. Não deixe tratamentos no meio do caminho e, sobretudo, tenha sempre uma atitude positiva.

 

Descubra as verdades e mentiras sobre o refrigerante
01-09-2008

O consumo de refrigerante não traz nenhum benefício para o corpo. Além de engordar, a bebida pode até causar problemas gástricos. E ao contrário do que muitas pessoas pensam, o refrigerante não é um dos responsáveis pelo terror das mulheres: a celulite. Segundo especialistas, não há nada comprovado, cientificamente, de que a bebida seja responsável pelo surgimento daqueles "furinhos" indesejáveis na pele.
Segundo o endocrinologista Walmir Coutinho e o médico ortomolecular Márcio Tannuri, ambos do Rio de Janeiro, o refrigerante não traz nenhum benefício nutricional, mas o consumo dos dietéticos é melhor, pois não contém açúcares, por isso não engordam e podem ser ingeridos por diabéticos.

"Em termos calóricos o refrigerante diet, às vezes, é melhor que o suco, mas nutricionalmente não acrescenta nada. É apenas uma opção menos calórica: enquanto um copo de suco de laranja tem 350 calorias o refrigerante diet tem zero", explica Tannuri.

O refrigerante pode ser o responsável por problemas gástricos se for consumido exageradamente, segundo o médico Walmir Coutinho. "Como a bebida tem cafeína também pode causar insônia em algumas pessoas. Já os não dietéticos prejudicam os dentes com o aparecimento de cáries", alerta.

Dicas
O consumo em excesso do refrigerante comum pode ser um dos responsáveis pela obesidade, principalmente em crianças. Por isso, o endocrinologista Walmir Coutinho recomenda o consumo das bebidas dietéticas, sem restrição de idade.

Já Márcio Tannuri, que é medico da equipe de futebol do Flamengo, recomenda que atletas não bebam refrigerantes antes das atividades físicas, pois a bebida pode causar desconforto abdominal.

Conheça os riscos da "falsa magreza"
08-09-2008

Você já nem se lembra mais qual foi a última vez que se preocupou com a balança. As medidas sempre em dia, com curvas definidas e uma silhueta de dar inveja sempre foram motivo de orgulho. Mas não se engane, recentes estudos comprovam que pessoas que estão dentro do peso considerado normal podem desenvolver doenças características do sobrepeso, como diabetes, colesterol e hipertensão.

"Apesar de não haver estudos científicos claros sobre pacientes com peso normal e metabolicamente obesos, eles têm chances de desenvolver algumas alterações metabólicas encontradas em pessoas obesas, tais como diabetes tipo 2, aumento de colesterol e triglicérides, gota, doenças cardiovasculares, apnéia do sono e artrose", comenta o endocrinologista Walter Minicucci, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Diabetes.

Fatores genéticos somados a uma má alimentação e a uma vida sedentária podem ser os responsáveis pelo acúmulo de gordura em excesso no corpo de pessoas magras. O alerta vem da nutricionista Fernanda Pisciolaro, membro da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso). "A genética determina o local onde essa gordura em excesso vai se depositar, mas a quantidade depende do estilo de vida de cada um", ressalta.

Em mulheres, o acúmulo de gordura extra acontece, em sua maioria, nos membros inferiores (culote, bumbum e coxas). Já nos homens, a tendência é que esse aumento predomine na região abdominal. "Na mulher, o excesso de gordura pode significar um número muito elevado de varizes ou de celulites, daquelas que marcam em uma roupa branca", comenta Fernanda.

O aumento de gordura na região do abdome pode ser um catalisador para o aparecimento de diabetes em pessoas magras. "O excesso de gordura abdominal sobrecarrega o pâncreas forçando-o a produzir mais insulina do que uma pessoa magra necessita. Com o tempo, esse esforço extra leva o órgão à exaustão", alerta Minicucci.

Como calcular a quantidade de gordura no corpo
O conhecido Índice de Massa Corporal (IMC) pode não ser de muita utilidade quando é necessário calcular com exatidão a quantidade de gordura que uma pessoa tem no organismo. "O IMC não permite diferenciar o músculo da gordura, ele é só uma estimativa", conta Minicucci.

De acordo com o endocrinologista, pessoas muito musculosas - como atletas, boxeadores e halterofilistas - podem ter um alto IMC, quando, na verdade, apresentam apenas uma musculatura muito desenvolvida. "Eles seriam considerados, erroneamente, 'gordinhos', se fosse avaliado apenas o IMC deles", afirma.

Assim, é fundamental que exames como a bioimpedância e/ou o de pregas cutâneas sejam realizados para se calcular a porcentagem de gordura corporal com maior precisão. "A bioimpedância mede por freqüência elétrica o quanto de gordura existe no corpo. Mas há ainda exames menos usados como a densitometria e a pesagem hidrostática", conta Fernanda.

Apesar de menos certeiro, pode-se ainda ter uma idéia de como anda sua saúde com a medida da circunferência da cintura. "Para as mulheres, valores acima de 80cm já representam riscos para o desenvolvimento de alguma doença cardíaca. No caso dos homens, esse valor sobe para 94cm. Pode-se ainda dividir o valor da circunferência da cintura pela do quadril. Nesse caso, resultados acima de 1, para homens, e 0,8, para mulheres, representam risco", comenta Fabiana.

Dicas para evitar o acúmulo de gordura
Uma alimentação balanceada, rica em verduras, frutas e legumes, associada a exercícios físicos freqüentes pode garantir uma melhor qualidade de vida. "É importante que se evite excessos de gordura, principalmente as animais, encontradas em cremes, embutidos e carnes gordas", orienta Minicucci.

"Fazer refeições regulares, numa média de cinco a seis por dia, e beber muito líquido também auxiliam na manutenção da baixa taxa de gordura localizada", complementa Fernanda.

Exercícios físicos rotineiros também são de fundamental importância. Segundo Minicucci, o ideal é que eles mesclem o aeróbico, a exemplo de caminhadas e bicicleta, e os de resistência, como os aparelhos de musculação de academias.

Serviço:
- Fernanda Pisciolaro - nutricionista
www.abeso.org.br

Alimentos certos podem deixar você mais jovem
16-09-2008

Você certamente já ouviu que o envelhecimento é um processo natural do organismo e que não há como fugir dele, certo? Claro que os creminhos e tratamentos estéticos ajudam a nos manter sempre jovens, mas saiba que há outra opção ao seu alcance. Uma alimentação balanceada rica em alimentos que diminuem a produção de radicais livres. Pronta para ver como deve ser uma refeição em prol da juventude?
Muitos alimentos conseguem prevenir os sinais do envelhecimento ou então ajudam o nosso corpo a envelhecer melhor. "Mas é importante saber que este benefício será proporcionado não por um ou outro alimento, e sim pelo equilíbrio das refeições durante o dia", alerta a nutricionista funcional Barbara Sanches. Uma dieta equilibrada deve fornecer as quantidades adequadas de calorias e de nutrientes para não causar déficit de proteínas, vitaminas, minerais e gorduras. A nutricionista funcional Patrícia Davidson dá uma boa notícia às mulheres: "se comparadas aos homens, nós temos vantagens no processo de envelhecimento porque possuímos em abundância o hormônio estrogênio, responsável por fazer o organismo produzir mais enzimas antioxidantes que nos protegerão do processo de oxidação e conseqüentemente do envelhecimento."
Mas, é claro que só alimentação não faz milagre, já que sedentarismo, tabagismo, má alimentação e alcoolismo contribuem muito para o surgimento dos sinais do tempo, como rugas, flacidez e pele sem viço. Por isso, para vencer a guerra contra o envelhecimento, é essencial praticar atividades físicas regularmente (leia-se, três vezes por semana, no mínimo) e caprichar na variedade de alimentos saudáveis nas refeições.
Confira a seguir alguns destes alimentos, seus benefícios e quantidade recomendada para o consumo diário.

Alho: Devido ao sulfeto, auxilia na manutenção do tecido conectivo e articulações, no processo de desintoxicação e no combate aos radicais livres. Ingestão diária recomendada: um dente de alho amassado ou triturado (3 calorias).
Aveia: Contém beta-glucanas, ativo que diminui o desenvolvimento da inflamação cutânea e o processo inflamatório que eleva o estresse orgânico, conseqüentemente reduz os radicais livres. Ingestão diária recomendada: uma colher de sopa (40 calorias).
Betacaroteno: "Nutriente precursor da vitamina A, ajuda na manutenção da pele, visão e sistema imunológico, além de combater os radicais livres", explica a nutricionista Renata Dalseno, do Spa Recanto, em São Paulo. Pode ser encontrada na cenoura, abóbora, mamão, laranja, espinafre e brócolis, entre outros. Ingestão diária recomendada: "A recomendação de consumo deve seguir a faixa etária e o gênero, a fim de evitar toxicidade", explica a nutricionista Yana Gil, do Spa Costão do Santinho, em Santa Catarina. Mas, via de regra, recomendam-se consumir duas colheres de sopa de cenoura (12 calorias) por dia.
Chá verde: Riquíssimo em catequinas e polifenóis, melhora a formação de colágeno e inibe o aparecimento de células cancerígenas na pele. Vale lembrar que seu consumo deve ser feito, preferencialmente, longe das refeições, já que ele pode diminuir a absorção de alguns nutrientes. Também evite o consumo no período noturno, pois ele possui cafeína e pode alterar o sono. Ingestão diária recomendada: de três a quatro xícaras de chá (não possui calorias).
Frutas vermelhas: Morangos, amora, framboesa e açaí são ricos em fotoquímicos, susbtância que faz com que o organismo consiga neutralizar os radicais livres produzidos pelo organismo, além de auxiliar na desintoxicação. Ingestão diária redomendada: uma xícara de chá (80 calorias).
Linhaça, sardinha, salmão e nozes: Fonte de ômega 3, esses alimentos evitam os processos inflamatórios e regulam o funcionamento das células, cujo envoltório é feito de gordura. Difícil de incorporar na alimentação? Anote a dica de um molho de salada delicioso: duas partes de óleo de linhaça extravirgem + quatro partes de azeite extravirgem + orégano, alecrim e manjericão a gosto. Se preferir, pode triturar as nozes sobre uma salada de folhas verdes ou então comer um filé de salmão ou sardinha na refeição. Ingestão diária recomendada: uma colher de sopa de linhaça moída (40 calorias) ou nozes (64 calorias), uma posta pequena de salmão (240 calorias) ou duas sardinhas grelhadas (200 calorias).
Licopeno: Substância que confere a coloração vermelha aos alimentos, possui atividade antioxidante e auxilia na prevenção de alguns tipos de câncer. Também diminui o processo inflamatório. Presente no tomate, pimentão, beterraba, goiaba e melancia. Esses alimentos devem ser consumidos, de preferência, cozidos ou processados para melhor aproveitamento do licopeno. Ingestão diária recomendada: 80g de tomate (15 calorias), 43g de beterraba (15 calorias), 56g de pimentão (15 calorias), 220g de melancia (70 calorias) ou 138g de goiaba (70 calorias).
Soja: "As isoflavonas da soja são componentes que aumentam o funcionamento de enzimas antioxidantes, diminuem o risco de doenças cardiovasculares e equilibram o estrógeno, minimizando os sintomas da menopausa", diz a nutricionista Roberta Alvez, do Spa Equilíbrio, em Minas Gerais. Ingestão diária recomendada: de 25 a 60g de soja texturizada ou em grão (140 calorias).
Vitamina C: Essa vitamina participa da formação do colágeno, proteína mais abundante do nosso corpo, que constitui cerca de 6% do peso corporal total. A principal função do colágeno é impedir a deformação dos tecidos. "Além disso, a vitamina C é essencial para desintoxicar o corpo dos radicais livres provenientes de fatores que contribuem para o envelhecimento, como cigarro, álcool, poluição, e fortalece o sistema imunológico", explica a nutricionista Renata Ventura Dalseno, do Spa Recanto. Os alimentos fontes de vitamina C são as frutas cítricas (morango, limão, laranja, kiwi, acerola), folhas verdes cruas (couve, couve-flor, espinafre, repolho) e tomate. Ingestão diária recomendada: a nutricionista Yana Gil, do Spa Costão do Santinho, salienta que o consumo para mulheres é de 75mg, facilmente atingida com um copo de suco de acerola (36 calorias).
Vitamina E: Potente vitamina antioxidante, ela inibe a atividade dos peróxidos lipídicos. "Ótimas fontes dessa vitamina são os óleos vegetais ricos em ácidos graxos poliinsaturados, como os de canola, girassol, milho e soja, sementes, amêndoas, abacate, manteigas, cereais integrais e aspargos", explica a nutricionista Yana Gil. Ingestão diária recomendada: 15mg por dia, ou seja, o equivalente a uma colher de sopa dos óleos (120 calorias) ou 100g de abacate (161 calorias).
Zinco: Esse mineral é um dos constituintes da enzima antioxidante superóxido dismutase (SOD), que combate os radicais livres. Suas fontes são: ostras, frutos do mar, peixes, fígado, carne vermelha, cereais integrais, levedo de cerveja, milho e leguminosas (feijão, soja, grão de bico, ervilha). Ingestão diária recomendada: 8g, quantidade encontrada de sobra em 100g de ostras cozidas (137 calorias), lentilha cozida (116 calorias), feijão cozido (111 calorias) ou carne vermelha (230 calorias), por exemplo

Dieta permite tudo, mas na ordem e hora certa
21-09-2008

Para quem está há anos tentando emagrecer e já tentou de tudo - do cardápio que segue as fases da lua até o que libera apenas chás e sopas nas refeições-, só a idéia de começar um outro regime é capaz de fazer o estômago roncar, não é mesmo? A boa notícia é que uma dieta ainda pouco citada nas conversas de academia e clínicas de beleza promete mudar o significado dessa temida palavrinha de cinco letras que insiste em assombrar o universo feminino. Dessa vez, a recomendação não é cortar nutrientes do prato, mas separá-los para serem consumidos em determinadas horas do dia.


O método de emagrecimento não é bem uma novidade, mas deve se tornar mais popular com o lançamento do livro Dieta Dissociada - Emagrecer com saúde comendo de tudo, do endocrinologista João César Castro Soares, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Na obra, o médico defende uma dieta de nome complicado, mas de proposta bem simples, que ele aplica há 20 anos, e com sucesso, no tratamento de pacientes obesos.

A dieta dissociada reacende a polêmica sobre não consumir massas, pães e arroz após as 18h. Além disso, recomenda não incluir ao mesmo tempo no prato esses carboidratos com as proteínas de origem animal (carnes e ovos).

Na prática, macarrão à bolonhesa e arroz com bife, por exemplo, deveriam ser evitados. "Ao ingerir carboidratos junto com as proteínas, o organismo libera mais insulina, e este hormônio inibe a ação da lipase, enzima que queima a gordura", comenta Soares. Por isso, a separação favorece o emagrecimento.

Quanto ao melhor horário para consumir um ou outro tipo de nutriente, o médico leva em conta as necessidades do organismo. Pela manhã, de acordo com Soares, o corpo pede os carboidratos, porque precisa de energia. À noite nos preparamos para dormir, relaxar e enfrentar um período longo sem comer. "A proteína provoca maior sensação de saciedade, evitando os famosos assaltos à geladeira", garante.

Principais vantagens
De acordo com o endocrinologista, esse é o tipo de dieta que a pessoa consegue seguir pelo resto da vida, porque não faz restrição à qualquer tipo de nutriente. "Os alimentos são apenas separados, mas tudo o que o corpo precisa é consumido ao longo do dia", explica Soares.

Por isso, também não é contra-indicada para crianças, gestantes nem idosos. Para o médico, essa dieta é mais saudável do que outras restritivas que existem, porque ajuda quem precisa a perder peso, sem provocar danos à saúde por causa do desequilíbrio nutricional. "Um regime que só permite carboidratos no prato, por exemplo, a médio e longo prazos, leva ao acúmulo de triglicérides no sangue. Já uma dieta só de proteínas pode provocar aumento de colesterol e ácido úrico", ressalta.

Segundo levantamento feito por um spa médico que há cinco anos adota a dieta dissociada, é possível uma redução mensal de até 10% do peso do paciente. Uma mulher de 56 anos, por exemplo, conseguiu perder 48 quilos em apenas cinco meses. De acordo com o médico Soares, ela apresentava, no início, problemas de artrose no joelho e muita dificuldade para andar, pois pesava 118 quilos - distribuídos em apenas 1,65m de altura.

"Após perder 10 quilos, com uma melhora na articulação do joelho, pôde iniciar outras atividades físicas, como hidroginástica e natação, sempre na água para ter menos impacto. Posteriormente, começou a fazer caminhadas e esteira e hoje continua com a dieta mesmo fora da clínica", comemora Soares.

O outro lado
A nutróloga Samantha Enande, da Clínica Valéria Marcondes, diverge de opinião do médico, especialmente no que diz respeito a evitar carboidratos à noite. "O corpo precisa de calorias nesse péríodo também, e a proteína não vai fornecer isso", explica. "Além disso, a energia consumida pela manhã é gasta e você não consegue absorver a proteína ingerida à noite. Ajudaria a digestão noturna se houvesse consumo de um pouco de gordura, por exemplo, mas, como o intuito é emagrecer, não adiantaria nada", conclui.

O médico rebate e diz que outra vantagem da dieta é não propor nada radical. A proposta é que o consumo de carboidratos pela manhã e de proteínas à noite torne-se um hábito, mas uma "escapadinha" na rotina não irá interferir no resultado final. "Se quiser ir à cantina à noite, comer uma boa massa, não há problema", garante Soares. "Porém, se lembre de pelo menos não misturar carboidratos e proteínas." Ou seja, vá de espaguete ao sugo e não à bolonhesa. A mistura com a carne, segundo o médico, chega a dobrar as calorias no prato.

O endocrinologista também não abre mão de regras básicas para quem deseja emagrecer, como fazer mais refeições ao longo do dia, com intervalos de quatro a cinco horas entre uma e outra. O ideal, segundo o médico, seria fazer três refeições básicas (café da manhã, almoço e jantar), intercaladas por um lanche. "Isso facilita o processo de emagrecimento, porque acelera o nosso metabolismo, já que queimamos mais calorias para fazer mais digestões", explica.

Outro conselho que não pode faltar em qualquer regime e, por isso, também está nas regras da dieta dissociada, é o controle no consumo das guloseimas. "Infelizmente, quem quer emagrecer precisa sim controlar a compulsão pelos doces", adverte o médico. "O problema não é comer docinhos em eventos e festas, mas abusar todos os dias. A sacarose do açúcar comum faz o pâncreas liberar muita insulina, dificultando a queima de gordura. A solução é substituir o açúcar por adoçante ou mel natural", ensina o médico.

 

Odiar segunda-feira pode ser sinal de síndrome
29-09-2008

Segunda-feira: alguns detestam, outros odeiam. Mas poucos sabem que o dia mais impopular da semana é também o mais prejudicial à saúde. Aquela inexplicável sensação de preguiça e indisposição que afeta boa parte dos mortais e os obriga a permanecer por mais tempo na cama pode causar problemas físicos e psicológicos, como estresse, sudorese, ansiedade e taquicardia.

Na maioria dos casos, a síndrome da segunda-feira já começa no dia anterior. Não são poucas as pessoas que sentem um calafrio percorrer a espinha ao ouvir o tema de abertura de tradicionais programas de televisão. Imediatamente, elas lembram que terão pela frente mais uma semana de trabalho e já começam a sofrer, por antecedência, os efeitos da síndrome da segunda-feira.

"Por mais prazeroso que seja o trabalho, não há quem não sofra por ter que pegar no batente na segunda-feira. Acordar na segunda para trabalhar é como interromper um sonho bom. Ninguém gosta, não é verdade? E o mais interessante é que, quanto melhor o final de semana, mais difícil torna-se voltar à realidade na segunda-feira", afirma a psicóloga Márcia Fraga, do Hospital Memorial.

Uma pesquisa do portal Monster, especializado em recrutamento e seleção on-line, mostrou que trabalhadores do mundo inteiro sofrem com a síndrome. Prova disso é a insônia que inferniza as noites de domingo de quem precisa acordar cedo no dia seguinte para trabalhar. Segundo o estudo, 51% dos americanos custam a pegar no sono de domingo para segunda-feira. Entre os britânicos, o percentual chega a 53%.

"A síndrome da segunda-feira não chega a ser uma patologia, mas é um sintoma de que algo não vai bem na vida daquela pessoa. Por isso mesmo, o mais importante a fazer é tentar identificar as suas causas. Em muitos casos, essa síndrome não está relacionada apenas à vida profissional. Pode ser motivada também pelos estudos e até mesmo pelo casamento", alerta o psiquiatra Leonardo Gama Filho.

Se dependesse da designer Mariana Accardo, 27, o final de semana teria três e não apenas dois dias. "Por mais que eu descanse sábado e domingo, estou sempre cansada. Às vezes, até mais na segunda do que na sexta", jura Mariana, que chegou a sentir dores de cabeça e de estômago na segunda pela manhã.

O executivo Daniel Fleming, 42 anos, não fica atrás. Na tentativa de protelar ao máximo o final do domingo, emendava um filme no outro e demorava a ir para a cama. "No domingo à tarde, eu já ficava deprimido. Para mim, trabalhar na segunda-feira era um sacrifício enorme", admite.

Pior do que a segunda, só a volta das férias
Para muitos, trabalhar na segunda-feira só não é pior do que voltar de férias. Há quem minimize o problema e aproveite os primeiros dias para matar saudade dos colegas ou colocar o papo em dia. Mas há também quem passa mal e não consegue disfarçar o desânimo.

Segundo dados da International Stress Management Association (Isma), 35% dos brasileiros sofrem de "depressão pós-férias". Desse total, 72% admitem que, com apenas uma semana de trabalho, já estão tão cansados e estressados quanto antes de tirar férias.

"Normalmente, umas pessoas demoram mais que as outras para voltar ao ritmo normal de trabalho. Mas essa readaptação não leva mais que duas semanas. Se a letargia persistir por mais tempo, é bom procurar um médico", alerta a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da Isma.

Independentemente de ser a síndrome de segunda-feira ou depressão pós-férias, o "coach" Sandro Pereira avisa que chega uma hora em que é preciso repensar as metas e traçar novos objetivos. Segundo ele, cinco anos é tempo mais do que suficiente para chegar ao ponto máximo dentro de uma empresa.

"A primeira pergunta a ser feita é: onde quero chegar profissionalmente? Se você não sabe onde quer chegar, nunca saberá se está no caminho certo. Às vezes, mudar de emprego pode ser saudável para o corpo, a mente e até para a carreira", ensina.

Lazer na semana ajuda a enfrentar segunda-feira
Para não sucumbir àquela "deprê" típica das noites de domingo, o melhor remédio, ensinam os especialistas, é criar alternativas de lazer não só nos sábados e domingos, mas também nos dias úteis. Que tal, então, um chope gelado com os amigos na terça, uma pizza com a família na quarta ou uma sessão de cinema na quinta-feira?

Parece inviável, mas foi exatamente isso o que fez o executivo Daniel Fleming para minimizar os efeitos da síndrome. Toda segunda, ele reúne a família para assistir a DVDs, comer uma pizza ou tocar violão. É a famosa "Segunda Sem Lei". Já na quinta, toca guitarra com os amigos. Como não curte futebol, a "pelada", no caso dele, é musical.

"Eu me esforçava ao máximo para não transparecer a minha insatisfação no trabalho. Mesmo insatisfeito profissionalmente, dava o melhor de mim. Até que, em outubro de 2007, recebi uma promoção que salvou a minha carreira. Hoje, no domingo à tarde, já separo a roupa que vou vestir na segunda. Nunca me senti tão motivado", assegura.

Garfield: horror à segunda
Criador do Garfield, o gato que ganhou fama mundial por odiar segundas-feiras, o cartunista norte-americano Jim Davis, 63, admite que, ao contrário do bichano das tiras em quadrinhos, não chega a ter horror ao primeiro dia útil da semana. "É fácil não odiar segunda-feira quando você ama o seu trabalho", garantiu Jim, por e-mail, ao jornal O DIA.

A exemplo de seu personagem, ele gosta de tirar uns cochilos à tarde e é avesso a atividades físicas. "Não sou tão preguiçoso quanto o Garfield. Mas, se não tomar cuidado, posso ficar", brinca Jim, acrescentando que bom humor costuma ser um remédio eficaz para combater a preguiça típica das segundas-feiras. "Sou capaz de encontrar o lado bom até de tratamento de canal. Afinal, o dente não vai doer mais".


  
O Dia

Substituições nutritivas trazem boa forma e saúde
04-10-2008

Se você tivesse na sua frente, neste momento, um bombom de chocolate e uma maçã, qual seria a sua escolha? A maioria das mulheres acaba optando pelo bombom com o pensamento de que um chocolatinho não tem muitas calorias e, por isso, não compromete a dieta. Porém, se você é viciada em dietas, como 99% das mulheres, deve saber que as duas opções têm, sim, mais ou menos o mesmo número de calorias, mas possuem grandes diferenças nutricionais que pesam – e muito – na hora de contabilizar tudo o que você consumiu durante o dia.

A substituição de alimentos com altos valores nutricionais por outros, pouco saudáveis e que não alimentam o organismo como ele necessita, normalmente não aparece no dia da substituição e nem se você fizer a fizer de vez em quando. O problema aparece quando fazemos disso um hábito. O resultado deste costume pode ser, além de quilos a mais na balança, problemas de saúde, como anemias, colesterol alto e intestino desregulado.

Segundo a nutricionista Liliana Paula Bricarello os alimentos que mais adicionam calorias e gorduras em nosso prato, sem percebermos que isso está acontecendo, são as frituras, os empanados, os molhos e cremes, os doces e as bebidas açucaradas. Como você pode perceber, para fazer substituições inteligentes à mesa, basta bom senso. “Uma escolha inteligente à mesa é comer de tudo nas quantidades certas para que o nosso organismo funcione de forma correta. Para isto, devemos consumir alimentos de três grupos: construtores, reguladores e energéticos”, diz.

Liliana explica que os alimentos construtores são aqueles que possuem proteínas, como carnes, ovos, laticínios e leguminosas como soja, feijão, lentilha, feijão branco e ervilha. “São chamados construtores porque as proteínas são responsáveis pela formação e manutenção do organismo”, explica.

Os energéticos, como o próprio nome diz, são aqueles que fornecem energia para o organismo. “Este grupo é composto por alimentos  com grandes quantidades de carboidratos, como arroz, pães, massas, batata, mandioca, mandioquinha, açúcares, além de alimentos fonte de gorduras, como óleos vegetais e margarinas”, acrescenta a nutricionista.

Já no grupo dos alimentos reguladores estão as frutas, verduras e legumes, que fornecem fibras, vitaminas e sais minerais, importantes para o bom funcionamento do nosso corpo. “Seguir uma alimentação equilibrada significa consumir um alimento de cada grupo por refeição, adequando as quantidades às necessidades de cada pessoa”, complementa.

Na hora de escolher doces também é possível escolher opções mais saudáveis e menos calóricas. “Os doces de frutas sem cremes são os mais indicados. O chocolate com alto teor de cacau também pode ser uma escolha inteligente. Porém, é importante lembrar que tanto os doces de frutas quanto o chocolate possuem calorias e, portanto, engordam, não devendo ser consumidos todos os dias e em quantidades elevadas”, ressalta a especialista.

Confira abaixo as substituições, elaboradas pela nutricionista Liliana Paula Bricarello, que deixam o seu prato muito mais saudável e menos calórico:

- Aumente a quantidade de fibras no seu dia trocando os pães brancos, o arroz branco e o macarrão pelas versões integrais;
- Troque guloseimas por frutas - aumenta a quantidade de fibras, vitaminas e minerais;
- Troque os alimentos industrializados por naturais - consuma no mínimo seis porções de frutas, verduras e legumes por dia;
- Troque os refrigerantes por sucos naturais;
- Troque carnes gordas por magras - diminui a quantidade de calorias, colesterol e gorduras saturadas da alimentação;
- Troque a gordura animal por opções vegetais, como os óleos de canola, girassol e o azeite de oliva;
- Coma diariamente pelo menos três porções de legumes e verduras como parte das refeições e três porções ou mais de frutas nas sobremesas e lanches.
- Evite refrigerantes e sucos industrializados, bolos, biscoitos doces e recheados, sobremesas doces e outras guloseimas como regra da alimentação.
- O sal incha e pode causar problemas de saúde, como pressão alta. Para evitar, diminua a quantidade de sal na comida e retire o saleiro da mesa. Além disso, evite consumir alimentos industrializados com muito sódio na fórmula (para descobrir, olhe nas informações nutricionais) como hambúrguer, charque, salsicha, lingüiça, presunto, salgadinhos, conservas de vegetais, sopas, molhos e temperos prontos;
- Coma de tudo, porém nas quantidades certas e nas horas certas!

Tireóide: sintomas e tratamentos
09-10-2008

Essencial para o bom funcionamento do organismo, a tireóide é uma das maiores glândulas endócrinas do corpo humano. Sua principal função é a produção e armazenamento dos hormônios tireoidianos: T3 (tri-iodotironina) e T4 (tiroxina). A produção desses hormônios é feita após a estimulação das células pelo hormônio da hipófise TSH.
 
 
 
 
Os hormônios (T3 e T4) são responsáveis por regular o nosso metabolismo, ou seja, o conjunto de reações químicas responsáveis pelos processos de síntese e degradação dos nutrientes na célula. O problema acontece quando as taxas desses hormônios ficam alteradas.

Sintomas como: cansaço, sonolência, unhas quebradiças, aumento ou diminuição de peso, desânimo, cabelos e peles secos, prisão de ventre ou tendência a diarréia, ansiedade, perda de apetite podem ser sinais de que algo não anda bem com sua tireóide. Por isso fique atenta. Antes de mais nada veja quais são
   
os principais distúrbios da tireóide.

Hipotireoidismo

O hipotireoidismo é caracterizado pela diminuição na produção dos hormônios T3 e T4. Esse mal atinge tanto homens quanto mulheres, mas a incidência é maior entre as mulheres e aumenta com a idade, principalmente depois dos 35 anos.

Pode ter várias causas, mas a mais comum decorre da doença de Hashimoto. Essa doença aparece quando o organismo, por razões ainda desconhecidas, não reconhece a tireóide como parte do corpo e o sistema imune começa a produzir anticorpos que “atacam” a glândula.

O diagnóstico é feito através de exames de sangue que medem a quantidade dos hormônios tireoidianos. Alto nível de TSH circulante é o melhor indicador de hipotireoidismo. Em contrapartida, os níveis de T3 e T4 aparecem reduzidos.

Além dos exames de sangue é importante ficar atento a alguns sintomas que podem indicar hipotireoidismo. São eles: depressão, cansaço, cabelos e pele ressecados, unhas quebradiças, fadiga, perda de apetite, prisão de ventre, anemia, aumento de peso, tornozelos e rosto inchados, menstruação irregular e colesterol elevado. Na presença de mais de um desses sintomas é importante que consulte um médico.

“A melhor maneira de “acelerar” o metabolismo é ter uma alimentação saudável e fracionada, praticar atividade física regularmente e fazer o tratamento adequado”
 Apesar de não ter cura, o tratamento varia de pessoa para pessoa e deve ser avaliado pelo médico. Mas de maneira geral ele é feito através de medicamentos que visam repor os hormônios que a tireóide não consegue produzir.
 


Muitas pessoas que tem hipotireoidismo dizem que não conseguem eliminar peso, pois tem o “metabolismo lento”. Realmente, o metabolismo dessas pessoas é mais lento devido à diminuição dos hormônios da tireóide T3 e T4. A melhor maneira de “acelerar” o metabolismo é ter uma alimentação saudável e fracionada, praticar atividade física regularmente e fazer o tratamento adequado.

Hipertireoidismo

O hipertireoidismo se desenvolve quando há um aumento excessivo na produção dos hormônios T3 e T4. Com o aumento na concentração desses hormônios no sangue, o organismo trabalha de forma mais acelerada. Esse processo resulta em estado metabólico hiperativo no qual as funções do corpo, principalmente a digestão aumentam. Como conseqüência, ocorre má absorção de determinados nutrientes.

A principal causa do hipertireoidismo é a chamada Doença de Graves, que pode provocar, entre outros sinais, uma protuberância no pescoço, denominada bócio.

O diagnóstico pode ser feito através da realização de um ultra-som da tireóide ou de exame de sangue específico que avaliará a dosagem dos hormônios tireoidianos. Níveis elevados de T3 e T4 e TSH baixo são indicadores de hipertireoidismo.

Alguns sintomas estão relacionados com o aumento desses hormônios e possível diagnóstico de hipertireoidismo, são eles: aumento da freqüência cardíaca, perda de peso, tremores, fraqueza muscular, nervosismo, queda de cabelos, alterações na pele, diarréia, sudorese e diminuição do fluxo menstrual (em mulheres).

O tratamento é feito com drogas antitireoidianas, o mecanismo de ação dessas drogas consiste na redução da síntese de T3 e T4, ou ainda com administração de iodo radioativo. O tratamento mais adequado vai variar de pessoa para pessoa e só o médico poderá fazer essa avaliação. Apenas em alguns casos, a cirurgia para retirada da tireóide é indicada, como por exemplo, suspeita de câncer ou pessoas com grande aumento do bócio.

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terra

Fator cultural impede brasileiro de ir ao médico.
13-10-2008

Um levantamento realizado junto à comunidade médica do país revela o que o homem brasileiro cuida pouco de sua saúde. Para cada oito consultas ginecológicas no Sistema Único de Saúde (SUS), apenas uma é urológica. Especialistas julgam que o fator cultural ainda é uma grande barreira quando se trata de homens procurarem médicos e realizarem exames de rotina.

Uma grande parcela julga que a condição masculina lhes garante imunidade contra fragilidades físicas. E há ainda o fato de que grande parte dos médicos no país são do sexo feminino. O que impede que muitos homens encontrem espaço para falar sobre sua vida sexual.

Homens acima dos 40 anos são vítimas freqüentes de doenças do coração e tumores, principalmente no aparelho respiratório e na próstata. Maiores causas de morte nesta faixa etária.

O Ministério da Saúde estuda algumas medidas para aproximar os homens dos consultórios. Uma delas seria estimular empresas a criarem programas de saúde específicos para seus funcionários. Outra idéia é estabelecer campanhas publicitárias voltadas às mulheres, quesão as grandes "cuidadoras" da saúde dos homens.

O levantamento coordenado pelo Ministério da Saúde ouviu antropólogos, psicólogos, membros do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems) de todo o país.

::Fonte: Jornal Estado de Minas

 

Cuide da saúde dos seus olhos
16-10-2008

Apesar de vivermos em um mundo cuja linguagem exige cada vez mais de nossos olhos, nem sempre nos lembramos de cuidar desta área tão fundamental e sensível de nosso corpo. Mas, como alerta o oftalmologista Jorge Wilson Nogueira Neves, "a saúde dos olhos deve ser observada desde o nascimento, para que se possa prevenir e tratar, o mais cedo possível, todo o tipo de problema que pode surgir ao longo da vida", alerta.

Veja os principais cuidados que você deve ser com a sua visão:

# Antes de mais nada, é preciso visitar o oftalmologista regularmente. Para as pessoas que têm problemas de visão ou que já passaram dos 40 anos, o ideal é que a consulta seja feita a cada seis meses.
# Outra atitude fundamental é a auto-observação: vista cansada, coceira nos olhos, dificuldade para focalizar imagens, lacrimejamento, todos esses são sintomas de problemas de visão, doenças ou alergias.
# Os cuidados em relação à televisão e, principalmente, ao uso continuado de computadores, são muito importantes. Recomenda-se que o usuário dê intervalos de uma em uma hora, para descansar os olhos, e que mantenha uma distância de pelo menos 50cm do monitor.
# Muitas pessoas (não necessariamente as que têm olhos claros) são mais sensíveis aos raios ultra-violeta do Sol. Por isso, o uso de óculos escuros de boa qualidade (que podem ser ou não de grau, dependendo do caso), são fundamentais para proteger a visão.
# Quem usa lentes de contato deve dar atenção especial à limpeza das lentes, e ao uso continuado dentro dos prazos estabelecidos. Quando isto não é feito, pode haver a proliferação de bactérias dentro dos olhos, o que causa infecções.

::Fonte:Redação Terra

Colesterol ou triglicérides: qual pesa mais na sua saúde?
23-10-2008

Muitas pessoas passam pelo conhecido "ritual" de realizar exame de sangue para avaliar os níveis de colesterol e triglicérides. E o retorno ao consultório médico sempre é acompanhado por um friozinho na barriga. Afinal, e se as taxas dessas substâncias estiverem alteradas?

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O receio em relação ao resultado tem justificativa. De acordo com os especialistas, o excesso desses dois tipos de gordura de nomes esquisitos, na corrente sangüínea, pode, sim, oferecer riscos à saúde. Infelizmente, o que a maioria das pessoas sabe sobre esses "supostos vilões" termina aí.

Quer um exemplo? Talvez você ainda não saiba, mas essas substâncias são essenciais para o bom funcionamento do organismo - se estiverem na medida certa, é claro. Tanto que boa parte do colesterol e do triglicérides é "fabricada", naturalmente, pelo nosso fígado. No caso da quantidade de colesterol no sangue, aliás, só 30% dela vem de uma alimentação inadequada, geralmente rica em gordura. O restante (70%) é culpa do nosso próprio metabolismo.

"O colesterol é importante para a manutenção da membrana celular, a síntese (ou produção) da vitamina D e a produção da bile e dos hormônios sexuais", explica Edna Nakandakari, médica e chefe do Laboratório de Lípide da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). O triglicérides, por sua vez, é uma gordura que fica armazenada no tecido adiposo, como importante estoque de energia. "A diferença é que os erros alimentares são mais determinantes na elevação dos triglicérides", afirma.

O que pesa, portanto, contra a sua saúde não é propriamente o colesterol ou o triglicérides, mas a quantidade que essas gorduras aparecem em seu sangue. E ainda há muito mais a saber. Confira, abaixo, e anote. Segundo os especialistas, conhecer bem os nossos "inimigos", é o primeiro passo para combatê-los.

Colesterol
O que é
Um tipo de gordura produzida pelo fígado e também proveniente de alimentos de origem animal, como carnes e laticínios. O colesterol é transportado na circulação sangüínea de carona com proteínas especiais, as lipoproteínas, mais conhecidas como LDL e HDL.

O LDL possui baixa densidade e distribui o colesterol do fígado para diversos tecidos e células do corpo. É chamado de colesterol ruim, porque pode se acumular nas paredes das artérias.Por isso, quanto menor sua quantidade no sangue, melhor.

Já o HDL é uma partícula de alta densidade que tem a função de "varrer" da circulação o excesso de colesterol e encaminhá-lo para o fígado. Por esta razão, é considerado um "bom moço".

De onde vem
Além de ser produzido no fígado, ainda é encontrado em alimentos de origem animal, tais como carne de qualquer tipo (inclusive peixe e frango) e laticínios.

Qual sua importância
É importante para a manutenção da membrana celular, síntese de vitamina D, além da produção de importantes hormônios, incluindo os sexuais. E, conforme aponta o endocrinologista Cristiano Roberto Grimaldi Barcellos do Hospital Professor Edmundo Vasconcellos, o HDL (bom colesterol) age como protetor das artérias, já que evita o entupimento pelo LDL (mau colesterol) e, consequentemente, os riscos de doenças cardiovasculares.

Riscos do excesso
O médico Cristiano Barcellos conta que, em excesso, o LDL (mau colesterol) se acumula no interior das artérias e forma uma placa de gordura, gerando o entupimento, que é denominado aterosclerose. Isso predispõe as pessoas ao enfarte ou derrame (também conhecido como acidente vascular cerebral, o AVC).

Como controlar
Monica Romualdo, nutricionista do Instituto Dante Pazzanese e do Hospital do Coração (HCor), acredita que o melhor caminho para controlar o colesterol é a reeducação alimentar. Entretanto, há quadros em que o fator genético age de maneira desfavorável, e a pessoa apresenta certa disfunção na produção do colesterol. Afinal, como já foi dito anteriormente, 70% dessa gordura é sintetizada no fígado. "Em casos de altos índices de colesterol, é essencial o trabalho conjunto de nutricionista e médicos", diz. Segundo a médica Edna Nakandakari, da USP, existem inclusive medicamentos específicos para ajudar a reduzir o colesterol nessas situações.

Atividades físicas ainda contribuem para aumentar o HDL (o bom) e, assim, forçar indiretamente a redução do LDL (o mau). Para isso, Barcellos recomenda a prática de 30 minutos de exercícios aeróbicos, cinco vezes por semana.

Triglicérides
O que é
Um tipo de gordura que funciona como importante fonte de energia. É encontrado e armazenado no tecido adiposo.

De onde vem
São produzidos pelo fígado e também provenientes tanto da gordura animal quanto da vegetal, além dos carboidratos e das bebidas alcoólicas. "Quase tudo que uma pessoa ingere é transformado em triglicérides no organismo", comenta a nutricionista Monica Romualdo.

Qual sua importância
Sem eles, não há vida, porque as células, tecidos e órgãos dependem da energia que vem dos triglicérides para funcionar.

Riscos do excesso
O nível de triglicérides aumenta, principalmente, pela má alimentação e pelo excesso de peso (uma vez que esse tipo de gordura fica armazenado no tecido adiposo). Esse aumento pode gerar uma grave doença chamada pancreatite, que, se não for tratada, pode levar à morte. Nesse caso, os triglicérides "entopem" canais do pâncreas, gerando uma inflamação.

Como controlar
A taxa de triglicérides eleva-se basicamente por erros alimentares. Portanto, para corrigir um alto índice dessa gordura no sangue é necessário manter uma dieta balanceada, reduzindo a quantidade de carnes, leite e derivados e outros alimentos de origem animal, óleos e cremes vegetais, carboidratos (pão branco, açúcar refinado, massas) e álcool. Vale investir também em frutas, legumes e verduras, uma vez que a presença de fibras nesses alimentos reduz a absorção de todos os tipos de gordura.
  
Redação Terra

Veja alimentos que passaram de vilões a mocinhos
27-10-2008

Enquanto a ciência tentava comprovar a parcela de culpa da alimentação nos problemas de saúde, uma lista crescente de alimentos ia para o "banco dos réus" e para fora dos pratos de muita gente. Foi dessa forma, por exemplo, que o ovo virou inimigo número 1 de quem precisava reduzir o colesterol e o café, um veneno para quem sofria de gastrite.

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Felizmente, os avanços nos estudos, nos últimos anos, mostraram que certos "vilões", além de saborosos, são, na verdade, mais mocinhos do que aparentam. Não apenas porque se descobriu que esses alimentos também apresentam nutrientes que fazem maravilhas ao organismo. Mas, especialmente, pela comprovação de que o verdadeiro perigo está na forma como se come - e não necessariamento no alimento que é consumido.

A receita de bem-estar e vida longa em frente à mesa é simples, garante o médico Paulo Olzon Monteiro da Silva, chefe da disciplina de Clínica Médica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). "Alguns alimentos devem ser ingeridos com parcimônia, em quantidades reduzidas",orienta o médico.

Confira, a seguir, os mitos e verdades relacionados a alguns alimentos que passaram de vilões a mocinhos: Abacate:
o que diziam dessa fruta: muito calórica, era proibida na dieta de quem desejava emagrecer. Por ser bastante oleoso, algumas pessoas acusavam o abacate de ser um alimento rico em colesterol. Detalhe: esse tipo de gordura só existe em fontes de origem animal. Ou seja, jamais seria encontrado em uma fruta. qual o seu lado mocinho: por conter pouca água, a fruta tem alta concentração de vitaminas e minerais. O abacate é ainda benéfico para o sistema digestivo, para o fígado e para o sistema imunológico. E olhe a ironia: por ser rico em ácido oléico (uma gordura monoinsaturada, gordura do bem que dá a oleosidade da fruta), o abacate previne o colesterol ruim (LDL) e mantém os níveis do colesterol bom (HDL).

Café:
o que falavam da bebida: que provocava gastrite, elevação da pressão arterial, agitação e insônia. Corriqueira no cardápio nacional, a bebida, que inclusive dá nome ao desjejum (café da manhã), era ainda relacionada à má absorção de cálcio, o que poderia contribuir para enfraquecer os ossos. Segundo especialistas, esse malefícios dependem muito mais do grau de sensibilidade de algumas pessoas à cafeína.

qual seu lado mocinho: pesquisas apontam que o consumo moderado da bebida auxilia na concentração e na memória, diminuindo os riscos de doenças degenerativas. Há ainda evidência de que ele tenha efeito positivo na melhora do humor e em casos de depressão. Estudo publicado em 2006 e realizado pela nutricionista Rosana Perim, gerente de Nutrição do Hospital do Coração, aponta ainda que a gordura presente na bebida tem relação direta com sua preparação. "O café deve ser coado ou filtrado. Assim, é possível reter as substâncias gordurosas que podem favorecer o aumento do colesterol", explica Rosana.

Chocolate:
o que diziam dessa guloseima: era sinônimo de gordura e açúcar em excesso, por isso de alto teor calórico. Risco certo para o coração, por ser uma fonte de colesterol, o chocolate foi riscado do cardápio de pessoas preocupadas em emagrecer ou com problemas cardíacos.

qual o seu lado mocinho: acredite se quiser, mas o doce ajuda a relaxar e até a dormir. Quem defende a idéia é o médico Guenther Von Eye, professor adjunto de Medicina Interna da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. "O chocolate libera endorfina, substância ligada à sensações de prazer e bem-estar, por isso ajuda a pessoa se sentir bem. Por isso, inclusive, que há sempre um bombom nos quartos de hotéis", completa o médico.

Publicada pela agência internacional de notícias Reuters, uma pesquisa realizada por Ian Macdonald, da University of Nottingham Medical School, na Inglaterra, aponta ainda que o flavanol (substância presente no cacau) aumenta o fluxo sanguíneo no cérebro - o que pode ser uma esperança no tratamento de danos vasculares. Mas não exagere. O doce é calórico sim e somente até 6g de chocolate por dia pode ser considerada uma quantidade de consumo saudável.

Ovo:
o que diziam dele: rico em colesterol, o ovo foi, por muito tempo, considerado o principal inimigo de pessoas com problemas cardíacos. "As pessoas só não sabem que 70% a 80% do colesterol são produzidos pelo fígado, só o restante vem da alimentação", alerta o médico Paulo Olzon, da Unifesp.

qual seu lado mocinho: "Quando consumido sem exagero, o ovo apresenta risco somente para pessoas com predisposição genética a produzir de forma elevada o colesterol pelo fígado", ensina a nutricionista Eliana Cristina de Almeida, professora da Unifesp.

Segundo Eliana, o ovo é ainda uma fonte rica em proteínas, vitaminas lipossolúveis (que, entre outras funções, também tem ação antioxidante), minerais e gordura insaturada (uma gordura do bem). "O ovo tem substâncias de proteção contra a arteriosclerose, por exemplo. O importante é não exagerar na dose, pois todo alimento em excesso traz prejuízos ao organismo", finaliza.

E não é só. A gema oferece uma grande concentração de colina. Essa substância reveste a membrana das células (incluindo as células nervosas do cérebro) e não é produzida pelo organismo. Por isso, comer ovo é uma forma de garantir a integridade celular. Outra função da colina é formar a acetilcolina - um neurotransmissor relacionado às funções de aprendizado e memória.


Serviço:
Eliana Cristina de Almeida - nutricionista, professo da Universidade Federal de São Paulo (Unifep)
www.unifesp.br

Guenther Von Eye - professor adjunto de Medicina Interna da Universidade Federal de Medicina do Rio Grande do Sul
www.ufrgs.br

Paulo Olzon Monteiro da Silva - clínico geral, chefe da disciplina de Clínica Médica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
www.unifesp.br

Rosana Perim - nutricionista, gerente de nutrição do Hospital do Coração de São Paulo (HCor)
www.hcor.com.br

Açúcar ou adoçante: qual é mais saudável?
31-10-2008

Uma dieta saudável não deve abolir açúcares e adoçantes. Esta foi a conclusão a que chegaram especialistas internacionais em setembro de 2007 durante a conferência "Açúcar e adoçantes: seu papel em nossas vidas", organizada pela Oldways (fundação internacional sem fins lucrativos) em conjunto com a Federação Argentina de Graduados em Nutrição.

» Saiba o que compõem
os adoçantes

A novidade é que o açúcar acabou perdendo seu status de vilão entre os alimentos. "O consumo depende de cada caso. Para uma pessoa saudável, o aconselhável é realizar a redução de açúcares para que sejam consumidos de forma balanceada. Mas, se existe um quadro de doença, a opção pode ser por adoçantes", comenta a nutricionista da Unifesp, Veridiana De Rosso.

A especialista destaca que para uma vida saudável não há a necessidade de extinguir o açúcar refinado da dieta e ainda sugere mesclar com um adoçante. "Os açúcares são carboidratos que conferem sabor doce, além de serem a fonte de energia mais rápida porque são facilmente metabolizados pelo organismo. Já os adoçantes não engordam, então pode-se escolher um tipo de adoçante com tranqülidade", explica.

Segundo a nutricionista Mariana Del Bosco Rodrigues, da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica), cada grama de açúcar possui quatro calorias. "As pessoas têm de ficar atentas em relação à quantidade consumida, pois os açúcares devem corresponder a 10% da ingestão do valor calórico diário total", explica. Para exemplificar, Mariana toma como base uma dieta de 1.800 calorias por dia. Portanto, esta pessoa deverá ingerir 180 calorias de açúcares, o que corresponde a 45g.

Mas se a preocupação é apenas por uma vida com mais saúde, a alimentação pode contemplar o açúcar refinado. O único cuidado é não exagerar na dose, porque ele é bastante calórico. O segredo é manter uma dieta equilibrada e praticar exercícios para que as calorias adquiridas correspondam às queimadas na atividade física. Os adoçantes podem ser aliados, já que, por não possuírem calorias, facilitam o controle de peso, evitando a obesidade e a diabete.

Vale ressaltar que existem diversos tipos de edulcorantes calóricos (substâncias que constituem os adoçantes), e o mais conhecido deles é o aspartame. "O poder de dulçor do aspartame é de 150 a 200 vezes maior que o açúcar refinado. Isso significa que a pessoa não engordará por consumi-lo já que a ingestão é muito pequena", explica a pesquisadora Lidiane Bataglia da Silva, do ITAL (Instituto de Tecnologia de Alimentos).


  
Redação Terra

Piscinas podem ser um risco para a saúde da pele
04-11-2008

Uma das maneiras mais agradáveis de fugir do calor é mergulhar em uma piscina. No entanto, por detrás do lazer e da diversão estão alguns inimigos da sua pele. É preciso ficar atento para não contrair doenças, como as micoses, enquanto você se refresca.

De acordo com a dermatologista Samira Yarak, os principais problemas de pele que podem ser adquiridos nas piscinas são as micoses e o impetigo - infecção provocada por bactérias que é transmitida por meio do contato físico.

A também dermatologista Juliana Burihan Cahali explica que as micoses mais comuns surgem na região da virilha (principalmente em homens), entre os dedos e ainda como manchas brancas na região do tronco.

E o perigo não se restringe à piscina. "O lugar onde as pessoas lavam os pés, duchas e os sanitários apresentam maior risco", afirma Samira. Para diminuir o contágio, segundo a dermatologista, essas áreas devem ser limpas freqüentemente com água sanitária.

Segundo a dermatologista Carla Albuquerque, é preciso proteger seu corpo e isso pode ser feito até mesmo com uma toalha. "Deve-se evitar o contato da pele direto com superfícies úmidas, nas quais outras pessoas também estiveram em contato, como os pisos ao redor das piscinas, bancadas de saunas, etc".

Outro item essencial para sua proteção é o chinelo. "Sempre esteja com os pés calçados quando for tomar banho nos vestiários", aconselha Juliana.

A forma mais eficaz de evitar complicações com a pele, segundo Samira, é a conscientização da população. "Se uma pessoa possui micoses, ela não deve ir à piscina e precisa procurar ajuda médica", aconselha.

Os clubes também têm uma grande responsabilidade. Esses centros de lazer devem ter cuidados especiais com a higienização dos espaços de uso comum, além de oferecer um serviço de exame médico eficiente. "Doenças como micoses podem ser detectadas pelo médico, desde que o exame seja bem feito", alerta Samira.

E atenção, o cloro também pode fazer mal. "Ele causa o ressecamento da pele e pode desencadear alergias em pessoas sensíveis", alerta Juliana. Se o problema for só a pele seca, o importante é usar hidratantes logo após o banho. Beber muito líquido também ajuda.

Tratamento
Se você estiver com alguma doença de pele, não se desespere, isso não é motivo para que você perca os prazeres da piscina durante todo o verão. Sua saúde pode voltar ao normal num prazo de duas a três semanas, conforme afirma a dermatologista Juliana Burihan Cahali.

De acordo com Carla Albuquerque, as micoses são curadas por meio de antifúngicos tópicos (pomadas) ou via oral, sempre sob orientação e acompanhamento dermatológico. "As regiões da pele afetadas devem ser mantidas limpas e secas, pois os fungos se proliferam em ambientes quentes e úmidos", explica.

E para manter as regiões de dobras bem secas, Juliana dá uma dica prática. "Use o secador de cabelo para tirar a umidade entre os dedos dos pés, por exemplo."

Prefira calçados arejados e se não for possível optar por esse tipo de sapato, use meia de algodão, "esse material ajuda a absorver o suor", afirma a dermatologista Samira Yarak.

Serviço:
Carla Albuquerque - dermatologista
www.carlaalbuquerque.com.br

Juliana Burihan Cahali - dermatologista
Email: jucahali@terra.com.br


  
Redação Terra

Siga 10 passos para driblar o estresse
06-11-2008

Não é preciso ser especialista para afirmar que, ao lado da depressão, o estresse crônico é a "doença" do século XXI. Por causa do estilo de vida atual, da constante falta de tempo e dos problemas que nos atropelam, este transtorno psicológico é cada vez mais comum.


O estresse nocivo à saúde se caracteriza por uma sensação contínua de "não se ter tempo". E está demonstrado que, quando o estresse é crônico, o sistema imunológico se torna mais vulnerável, a qualidade do sono é prejudicada e ocorre queda de concentração.

No livro Vivir bajo presión. El Estrés, ainda sem tradução para o português, o autor Miguel Casas Hilari reuniu conselhos eficazes para recuperar o controle das emoções e baixar as tensões diárias. Uma das táticas de Hilari é tentar enxergar os problemas sob outro ponto de vista, dando menos importância do que merecem. Veja outros conselhos abaixo e tente driblar o estresse.

Desconecte-se do problema
É preciso aprender a se desconectar do problema. A saída é mudar a inércia habitual e ter consciência de que é possível sim controlar as dificuldades que surgem na vida. A idéia é que você não se sinta agoniado por completo, pois caso isso aconteça dificilmente poderá assumir as rédeas dos acontecimentos.

Aprenda a relaxar
O relaxamento contribui muito para o bem-estar. Pratique alguma terapia alternativa, como a yoga, ou, se você puder incluir um pequeno luxo na rotina, faça uma sessão de massagem semanalmente. Ter o corpo e mente relaxados farão com que as situações de estresse sejam menos freqüentes.

Controle seus pensamentos
O estresse é um processo que depende em grande parte da interpretação que fazemos da realidade. Portanto, aprender a controlar e mudar a "tradução" que fazemos dos acontecimentos são boas estratégias de combate.

Reestruture suas prioridades
Se sua grande fonte de preocupação é o seu trabalho e não há possibilidades de você mudar de emprego, pelo menos por enquanto, considere todas as alternativas prazerosas que sejam possíveis. A mais simples é dedicar o seu tempo livre a atividades agradáveis. Já se a sua perturbação começa quando você chega em casa, procure distraor-se com programas longe desse ambiente, nem que seja por curtos períodos de tempo.

Adquira hábitos saudáveis
Infelizmente, os estressados recorrem com certa facilidade ao consumo de álcool, tabaco, fast foods e atividades passivas, como ficar no sofá, assistindo aos programas e filmes na televisão. Os danos que esses hábitos podem causar se multiplicam com a presença do próprio estresse. Tente fugir disso.

Pratique exercícios
O exercício físico está no topo da lista de quem busca saúde, inclusive mental. Somente trinta minutos por dia ajudam a relaxar a mente e eliminar o estresse, enquanto você aproveita para entrar em forma.

Experimente a meditação
A técnica ajuda a varrer da mente os pensamentos estressantes, além de, segundo o autor do livro, melhorar a circulação sangüínea.

Pense positivo
Reverter as idéias negativas e aprender a focar no lado positivo ajuda a reduzir as tensões e a alcançar suas metas. Por exemplo, se está ansiosa porque tem um compromisso em que falará em público, pense nas piores coisas que poderiam acontecer e, em seguida, nas possibilidades para que elas ocorram. Formule um resultado favorável e desenvolva um plano para alcançá-lo.

Use o humor
Manter o senso de humor nas situações difíceis é uma recomendação dos experts. O sorriso alivia as tensões e contribui para manter a perspectiva da situação. Segundo Hilar, já está mais do que comprovado que o bom humor é um mecanismo eficaz para suportar o estresse agudo.

Estabeleça uma rede de apoio
A maioria das pessoas que se saem bem em situações de estresse elevado possui uma boa relação social, com amigos, colegas de trabalho...O apoio em momentos de tensão é sempre muito útil. No livro, são relatados, inclusive, os benefícios promovidos pela presença de um mascote em casa.


  
Terra Colombia

Por que eu engordo mesmo comendo tão pouco?
12-11-2008

Aquele almoço suculento, cheio de tudo o que você mais gosta virou lenda já faz um bom tempo e nada da balança começar a reduzir. Muito pelo contrário, ela não faz nada além de aumentar o ponteiro e indicar um peso cada vez maior. Parece até perseguição ou início de loucura, mas a verdade é que cada prato a menos significa continuar engordando.

» Ingredientes light podem ser uma bomba para seu prato
» Chat: tecle sobre o assunto
Segundo o endocrinologista e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Walter J. Minicucci, isso está longe de ser verdade. "Uma pessoa saudável emagrece quando passa a comer uma quantidade menor do que o necessário para manter seu peso, quando ela aumenta o gasto calórico ou quando combina as duas coisas", esclarece.

Minicucci salienta que pessoas com sobrepeso que procuram o auxílio de um spa para emagrecer comem uma quantidade muito menor do que estão acostumadas e, ainda assim, emagrecem. "Muitas vezes não temos a percepção correta do que comemos. Um exemplo é o tamanho dos pratos e copos que usamos. Se compararmos com 30 anos atrás, iremos ver que estão muito maiores", comenta.

Já a nutricionista Fernanda Pisciolaro acredita que uma redução brusca na quantidade de calorias ingeridas pela pessoa pode resultar numa baixa metabólica. "Quando há uma diminuição das calorias ingeridas, o metabolismo entra em déficit e se torna tão econômico ao ponto de consumir uma quantidade de calorias muito pequenas", explica. Assim, mesmo comendo menos por dia, a pessoa consome menos calorias, o que a faz engordar.

O adequado, nesse caso, seria uma redução máxima de 1.000cal do total gasto pela pessoa ao dia. Pode-se dizer que uma pessoa com sobrepeso gaste, em média, um valor referente ao seu peso atual vezes 35 (uma pessoa com 100kg gasta, em média, 3.500cal/dia).

Segundo Fernanda, dietas com redução drástica de calorias ingeridas simultâneas tendem a tornar cada vez mais complicada a perda de peso. "É como se o organismo se acostumasse, fica cada vez mais difícil emagrecer, porque a pessoa começa a não conseguir recuperar o gasto energético", finaliza.

Serviço:
Fernanda Pisciolaro - nutricionista
www.abeso.org.br

Walter J. Minucucci - endocrinologista
www.diabetes.org.br
 
 
Redação Terra

Confira dietas para desintoxicar o organismo
19-11-2008

Depois de um fim de semana regado a muita fritura, doces e bebidas, fica aquela sensação de que seu corpo pede desesperadamente por socorro. Mas será que uma dieta desintoxicante é importante para a saúde de seu organismo?
"Toda pessoa deve fazer uma dieta de desintoxicação de tempos em tempos", comenta a nutricionista Juliana Armano. Segundo Juliana, é importante que se elimine do organismo substâncias tóxicas, como metais pesados, agrotóxicos, corantes, conservantes.

E isso independe do tipo de alimentação a que você está habituada. "Se uma pessoa tem uma alimentação saudável a maior parte do tempo, o ideal é que ela faça a dieta pelo menos uma vez por mês". Agora, se você é do tipo que adora uma fritura, refrigerantes e alimentos industrializados e não consegue passar um dia sem eles, o ideal é que a dieta desintoxicante seja feita a cada quinze dias.

No entanto, para a nutricionista Fernanda Pisciolaro esse tipo de dieta não traz benefício algum ao organismo. "Não existem pesquisas que comprovem a utilidade de dietas tão restritivas, que carecem de nutrientes e vitaminas", comenta. Ela explica que substâncias como os agrotóxicos não são absorvidas pelo intestino. "Até agora só foi realmente comprovado que algumas pessoas têm alergia a essas substâncias".

Fernanda salienta que uma dieta regrada, com uma combinação de alimentos com proteínas, carboidratos e fibras é o essencial para o organismo. "Se exagerei na quantidade de gordura que comi hoje, por exemplo, eu devo reduzir a quantidade de gordura que vou comer durante o resto da semana. O corpo, por si só, é capaz de eliminar essas substâncias", explica.

Já para a nutricionista Samantha Rhein, uma dieta de purificação do organismo é aquela rica em alimentos naturais, com baixo consumo de alimentos industrializados, como sal e açúcar. "O ideal é que se faça uma dieta o menos restritiva possível", salienta. Ela lembra ainda que crianças, adolescentes, idosos, gestantes e mulheres que estão amamentando não podem, de forma alguma, seguir uma dieta desintoxicante. "Esse tipo de dieta é insuficiente tanto na quantidade de calorias necessárias quanto no valor nutricional que proporcionam", finaliza.

Água de beber não é mais a mesma
24-11-2008

Foi-se o tempo em que a água que a gente bebia era "insípida, inodora e incolor", como aprendemos na escola. Hoje, para despertar a vontade de consumidores sedentos por novidades, a indústria tem se desdobrado para transformar até esse líquido vital (e sem graça para muitas pessoas) em uma bebida mais atraente.

» Beber muita água é bom para a saúde?
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Depois da versão mineral e gaseificada em garrafas, a bebida ganhou ainda mais diferenciais. As primeiras novidades a despontar nas prateleiras foram as águas saborizadas, como a Aquarius Fresh e a Neutra. Tudo começou com um toque de limão, mas agora já é possível encontrar água mineral com gosto de hortelã, laranja, morango, maçã e até pitanga.

A Coca-Cola, fabricante da Aquarius Fresh, com suco de limão, diz, por meio de sua assessoria, que a intenção sempre foi oferecer uma opção para as pessoas hidratarem o organismo, com mais prazer. A empresa teria lançado o produto com base nos resultados de uma pesquisa que constatou que, quando o líquido tem sabor, a pessoa fica mais predisposta a hidratar-se.

A concorrência entre as indústrias de alimentos e os avanços tecnológicos estimularam mais duas ousadias nessa área. A primeira foi o lançamento de uma água com fibras (sim, aquelas substâncias essenciais ao bom funcionamento do intestino) - a Acqua Fibra, da Genuína Lindoya. A idéia foi inspirada em produto desenvolvido primeiramente na China.

Já a mais recente novidade no mercado é uma água com baixo teor de sódio, a Bonafont, da Danone. Segundo Eduardo Gagliardi, diretor de Marketing de Águas da empresa, o produto tem 0,34 mg/l de sódio contra 35 mg/l de outras marcas. O objetivo do produto, segundo ele, é, além de hidratar, diminuir o nível de sódio do organismo. "Segundo pesquisa realizada pela Danone, o brasileiro está consumindo sódio acima das taxas recomendadas, o que causa danos à saúde", alerta.

E o que os especialistas acham das novidades
Segundo especialistas, ninguém deve ir com muita sede às garrafinhas. O nutrólogo José Ernesto do Santos, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, por exemplo, é categórico ao afirmar que "a melhor escolha é sempre água". Ou seja, mais do que prestar atenção na adição de compostos, o que precisamos é beber mais água - e, para isso, a convencional resolve bem.

A professora do curso de nutrição da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), Ana Feoli, concorda e alerta:águas com sabor não podem ser consideradas águas, porque não tem só a bebida em sua composição."Elas têm sabor, aromatizante e, dependendo da versão, adoçantes para substituir o açúcar", enumera.

Ana Feoli compara as águas saborizadas, contendo adoçantes, com os refrigerantes diet. "Elas têm menos calorias do que os refrigerantes convencionais. Porém, como os adoçantes têm sódio, essas águas saborizadas contém mais sódio", alerta.

O perigo, segundo a professora Ana Feoli, é as pessoas substituírem toda a quantidade de água pura que deveriam ingerir por essas águas saborizadas. "Isso poderia aumentar o nível de sódio do organismo e, quando ocorre uma ingestão exagerada dessa substância, há conseqüências a curto prazo, principalmente para os hipertensos", explica a professora. O excesso de sódio pode aumentar a pressão arterial e causar retenção de líquidos, problemas renais e até cardiovasculares.

Então, uma água com baixo teor de sódio seria uma boa opção? Não é bem assim. Para a professora Feoli, o problema maior não é o sódio que consumimos com a água e sim o proveniente de outros alimentos. Ela alerta que estudos recentes indicam que o brasileiro consome o dobro da quantidade de sal (que vem do sódio) recomendada para um adulto diariamente: de uma média de 6 gramas por dia, consome-se 12 gramas. "Grande parte vem de outros alimentos, especialmente os industrializados", comenta.

Já em relação a água com fibras, o endocrinologista João César Castro Soares, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), disse não conhecer o produto, mas garante que as fibras dessa água só podem ser hidrossolúveis (aquelas que dissolvem na água). "A questão é que, para o intestino funcionar corretamente, o organismo precisa de dois tipos de fibra: a hidrossolúvel e a não-hidrossolúvel. Não adianta só beber essa água e não comer alimentos com fibras não-hidrossolúveis, como vegetais e cereais", acredita.

Classificação
A legislação brasileira não permite a denominação de "água saborificada ou saborizada" para produtos como o Aquarius Fresh e o Neutra. Por esse motivo, eles podem aparecer com descrições como "água purificada adicionada de sais", como foi o caso da Pure Life, a água saborizada da Nestlé que, devido a processos judiciais contra a desmineralização da água, deixou de ser comercializada no Brasil desde 2005.

Algumas indústrias, inclusive, não vendem mais os produtos como água, e sim como refrigerante. É o caso da H2OH!, da Pepsi.

 

  
Redação Terra

Tire 23 dúvidas sobre o protetor solar
28-11-2008

O uso de protetor solar todos os dias do ano, segundo especialistas, ainda não é um hábito entre os brasileiros. Muita gente, aliás, só se lembra da existência desse produto no verão. Resultado: ainda há uma enxurrada de dúvidas sobre como e quando aplicá-lo na pele, quais as diferenças entre as versões disponíveis nas prateleiras e que benefícios reais oferecem para a beleza e a saúde.

Para que uma dúvida dessas, porém, não acabe de alguma forma prejudicando sua pele no futuro, procuramos dermatologistas para responder a 23 perguntas sobre o assunto. Mais do que um verdadeiro manual de proteção da pele, as respostas reúnem recomendações que ajudam a garantir a eficácia desses protetores contra queimadura, insolação e outros inconvenientes - para não citar doenças graves, como o câncer - que podem transformar as recordações de verão em um verdadeiro pesadelo.

1. Qual a diferença entre protetor e bloqueador solar?
Segundo a dermatologista Bertha Tamura, bloqueador é um produto mais "potente" - e, por isso, geralmente mais espesso, indicado para pessoas com a cútis mais sensível ou com algum tipo de doença de pele. Portanto, as marcas comerciais mais conhecidas se encaixam na categoria de protetores solares.

2. O que significa o número do fator de proteção solar, o FPS?
Ele sinaliza quantas vezes mais a pele receberá proteção extra após a aplicação do produto. Por exemplo, se você fica vermelha a partir de 10 minutos de exposição solar, com o uso do protetor FPS 15 ficará protegida por 150 minutos (ou seja, 15 vezes os 10 minutos), o que equivale a cerca de duas horas e meia.

3. É verdade que acima do FPS 30 não existe diferença entre os fatores de proteção?
"De fato a diferença é pequena, mas existe. Um fotoprotetor com FPS 15 protege a pele contra cerca de 92% da radiação UVB, o FPS 30, 96% e o 60, 98%", explica Carla Albuquerque, dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

4. Todos os produtos protegem contra os raios UVA e UVB?
"Uma das coisas que diferencia um fotoprotetor de boa qualidade de um de qualidade inferior é a proteção contra radiação ultravioleta A (UVA). Os bons filtros têm fator de proteção contra UVA mais amplo, geralmente declarado na embalagem com as siglas PPD/IPD", explica Carla. O fator FPS está relacionado somente à proteção contra os raios UVB. No entanto, ainda não há consenso para classificar e denominar a proteção contra o UVA. O mais prático, segundo os médicos, é procurar nas embalagens a seguinte frase "proteção solar máxima UVA/UVB".

Até porque já se sabe que os dois tipos de radiação solar ultravioleta estão relacionados ao aparecimento do câncer de pele. Além disso, o UVA, que até então os especialistas consideravam inofensivo, também é capaz de atingir as estruturas que proporcionam elasticidade à pele e favorecer o aparecimento de manchas e rugas.

5. É preciso aplicar um produto diferente no rosto?
Na opinião de Bertha Tamura, não é obrigatório usar um protetor específico para a face. Mas seria bom, uma vez que a textura da pele do rosto não é a mesma do restante do corpo. Além disso, há no mercado muitos cosméticos com tecnologias sofisticadas que aliam a proteção solar a substâncias hidratantes e antifotoenvelhecimento.

6. E, para proteger lábios e cabelos, quais produtos devo usar?
Os batons de boa qualidade, normalmente, já possuem fator de proteção solar. Por outro lado, o FPS não passa de 8. "Para quem tem a pele muito clara ou freqüenta constantemente a praia, isso não é suficiente. Existem produtos específicos que proporcionam maior proteção", alerta Bertha. Já para as madeixas, a preocupação é muito mais estética. Nesses casos, há uma imensidão de produtos, entre eles xampus, condicionadores e sprays, oferecidos nas prateleiras de mercados e farmácias. O importante, segundo Bertha, é usar chapéu e, no caso de calvície, protetor solar para proteger o couro cabeludo.

7. Quanto tempo antes da exposição ao sol devo aplicar o protetor?
"A proteção efetiva só acontece a partir da absorção completa do produto pela pele. Por isso, é preciso aplicá-lo de 15 a 30 minutos antes da exposição solar", explica Carla Albuquerque.

8. É realmente necessário usar o filtro solar todos os dias, mesmo durante o inverno ou períodos chuvosos?
"Assim como a pasta de dente e o fio dental, o protetor também deve fazer parte da sua rotina de higiene e beleza", aconselha a dermatologista Paula Bellotti. E, se você lançar mão daquela desculpa clássica de que vive correndo e não tem tempo para criar mais esse hábito, a médica dá uma dica: "Deixe o produto em local visível ou próximo de seus itens pessoais. Isso irá ajudá-la a ter disciplina. Quando estiver mais velha vai lembrar desse conselho e perceber que valeu a pena", garante. Segundo as especialistas, a proteção da pele deve ser feita diariamente, mesmo quando não há sinal de sol. "A radiação UVA, grande responsável pelo envelhecimento precoce, mantém-se praticamente constante em todas as estações do ano e mesmo nos dias nublados e chuvosos", explica Carla Albuquerque.

9. Se eu não estiver exposto diretamente ao sol, mesmo assim devo passar o protetor por todo o corpo ou somente nas áreas que ficam descobertas?
"No dia-a-dia, passe o produto nas regiões que ficam mais expostas ao sol: rosto, pescoço, orelhas, colo, braços e mãos", recomenda a dermatologista Paula Belotti.

10. O protetor solar diário deve ser aplicado somente uma vez ao dia?
Não basta espalhar o protetor apenas antes de sair de casa. Carla Albuquerque indica mais dois momentos do dia que devem ser destinados a essa rotina: antes do horário de almoço e no meio da tarde.

11. Em casos de exposição direta ao sol, na praia ou em piscinas, de quanto em quanto tempo é preciso reaplicar o produto?
Apesar de, em algumas embalagens, a indicação para reaplicar o produto varie de quatro horas a até 12 horas depois, é consenso entre os médicos indicar nova aplicação a cada duas horas ou após transpiração intensa e mergulhos na água.

12. Alguns produtos são vendidos como "à prova d'água". Eles realmente não saem em contato com a água?
"Esses produtos têm maior fixação à pele, mas não podemos afirmar que não saem na água. Para mergulhos prolongados ou transpiração excessiva, faz-se necessária a reaplicação do produto", afirma Carla Albuquerque.

13. Como saber que estou passando a quantidade suficiente de protetor solar?
"A quantidade ideal é de dois miligramas de protetor por centímetro quadrado". Essa definição é bem exata, mas pouco prática, não é mesmo? Se você não entendeu nada, calma, a dermatologista Carla Albuquerque traduz essa medida:
- Rosto e pescoço: 1 colher de chá;
- Tronco: 1 colher de sopa para a parte da frente e outra, para a parte de trás;
- Braços: 1 colher de sopa para ambos;
- Pernas: 1 colher de sopa para ambas.
* medidas válidas para um adulto de 1,70m, com peso entre 60 e 70 kg.

14. Além do filtro solar, é preciso alguma proteção extra sobre tatuagens?
Segundo a dermatologista Paula Bellotti, o sol é o inimigo número um de quem tem tatuagens, porque pode desbotá-las. "O ideal é procurar um especialista para indicar o melhor produto". Normalmente, só o protetor - o mesmo usado no resto do corpo - é suficiente.

15. Quais são os produtos indicados para quem tem a pele oleosa e para quem tem a pele muito seca?
Preste atenção nas embalagens e, sempre que possível, busque orientação médica antes de comprar o protetor. Em geral, para peles oleosas são recomendados os produtos em gel, gel creme ou loções oil free (sem óleo). Já quem sofre com a cútis ressecada deve optar por loções mais cremosas.

16. É verdade que o uso do filtro solar favorece o aparecimento de acne?
Todos os dermatologistas ouvidos foram categóricos em responder que "não", desde que o filtro seja adequado para o tipo de pele, no caso a oleosa. "Após a exposição solar, a acne apresentar um aspecto melhor, ou seja, ela seca. Porém, se a pele não estiver devidamente protegida o quadro de infecção pode ser agravado. O ideal são os protetores à base de gel ou oil free", explica Paula Bellotti.

17. Pessoas de pele negra também devem usar protetor? Qual o fator indicado?
"Sem dúvida, as pessoas de pele negra também devem usar o protetor", afirma Carla Albuquerque. A dermatologista diz ainda que não recomenda fotoprotetores com FPS menor que 15 para nenhum tipo de pele. E que este é o "número" mínimo que qualquer pessoa deveria usar.

18. Só o filtro solar protege quem tem a pele muito branca?
"Para todos os tipos de pele, mas especialmente para as peles claras, o ideal é que as pessoas usem bonés, chapéus, óculos solares e guarda-sol para uma proteção extra. Além de evitar exposição entre 10 e 16 horas", responde Carla.

19. As crianças devem usar protetores específicos?
Os filtros solares comuns, além de impedir a ação dos raios nocivos, também bloqueiam a síntese (a produção) de vitamina D no corpo humano, que é feita na pele, estimulada pela ação do sol. Esse nutriente, porém, tem como principal função ajudar na absorção do cálcio, cuja falta causa, entre outros problemas, a osteoporose.

Protetores específicos para crianças, geralmente, não impedem a ação do sol na síntese da vitamina D - que é muito importante nessa fase da vida para a formação óssea e o crescimento. Portanto, o ideal é, sim, optar por essas versões infantis. Nesse sentido, a dermatologista Bertha Tamura também indica esse tipo de protetor para os idosos.

20. Quando eu posso substituir o filtro solar por uma loção bronzeadora?
Segundo Paula Belotti, os bronzeadores não protegem a pele da radiação solar. A médica Carla Albuquerque não indica o uso de bronzeadores em nenhuma situação. "O filtro solar bem aplicado também permite um bronzeado gradual, bonito e duradouro", justifica.

21. Por que o bronzeado adquirido com o uso de protetor solar é mais prolongado?
Se a cútis estiver protegida,você evita queimadura e conseqüentemente não "descasca". A dica da dermatologista Paula Bellotti é não querer conquistar o bronzeado de verão em um único dia. "Ele deve ser feito de maneira gradual e com proteção, pois a ação dos raios solares no funcionamento da melanina (o pigmento da pele) só ocorre após 48 horas da primeira exposição", explica.

22. Qual procedimento deve ser feito depois do sol. É preciso aplicar produtos pós-sol ou qualquer hidratante já faz bem à pele?
De acordo com Carla, um bom hidratante costuma ser suficiente para quem se protegeu adequadamente. No entanto, se você abusou e sente uma ardência na pele, o melhor a fazer é aplicar loções específicas para o pós-sol, que contenham substâncias calmantes, como aloe vera. Além de hidratar, segundo Paula Bellotti, esses cosméticos não causam alergia e aliviam o desconforto das queimaduras de grau leve.

23. Quais os principais danos causados pelo uso inadequado do filtro solar ou pela falta dele?
Os danos imediatos são as queimaduras. Em seguida, vêm a vermelhidão, bolhas, sardas, manchas, rugas e, por fim, a flacidez da pele. Segundo Paula Bellotti, estudos apontam que 90% dos casos de envelhecimento da pele do rosto são conseqüências do abuso da exposição ao sol - e não do avançar da idade.

Além dos prejuízos puramente estéticos, a exposição solar prolongada e de maneira inadequada pode causar câncer. "O câncer de pele é considerado o tumor de maior incidência no Brasil. Por isso, os cuidados com a pele devem começar na infância, a partir dos seis meses. O uso diário de protetor pode reduzir em até 85% as chances de desenvolver a doença", garante Paula Belotti.

 

Redação Terra

 

Descubra se você é viciado em trabalho
01-12-2008

Eles são esforçados, exigentes e detalhistas, mas não sabem a hora de parar. Depois do expediente, os 'workaholics' - termo inglês que designa pessoas viciadas em trabalho - ainda levam serviço para casa. Pela manhã, mal acordam e já estão no celular resolvendo problemas da empresa. Não por acaso, são os mais propensos a sofrer de doenças físicas e psicológicas, como estresse, depressão e infarto. Mas, médicos já sinalizam para o surgimento de um novo tipo de profissional, mais saudável e menos ansioso: o 'worklover'.

O termo foi cunhado pelo Laboratório de Psicologia do Trabalho da Universidade de Brasília (UnB). Segundo a psicóloga Ione Vasquez-Menezes, os 'worklovers', ao contrário dos 'workaholics', trabalham para viver e não vivem para trabalhar. "Os 'worklovers' trabalham muito porque amam o que fazem. Mesmo assim, por mais apaixonante que seja, o amor pode se transformar em vício", alerta Ione.

Uma recente pesquisa da UnB entrevistou cerca de 200 mil professores da rede pública. Apesar de trabalhar em péssimas condições e de receber salários aquém do desejado, 86% deles declararam amor à profissão. "Profissões que estimulam a criatividade, como professores, cientistas e jornalistas, estão entre as que mais produzem 'worklovers'. Para eles, o trabalho em si já é a maior recompensa. Se você ganha bem pelo que faz, melhor ainda", pondera Ione.

Mas não é todo trabalhador que sabe administrar a vida profissional. Há quem trabalhe muito por puro escapismo. Em vez de enfrentar problemas pessoais - sejam eles afetivos, sexuais ou familiares -, tentam sublimá-los com uma jornada estafante de trabalho. "Os 'workaholics' gostam de se sentir desafiados e, por isso, assumem metas irrealistas, que jamais poderão cumprir. Na maioria das vezes, perdem a noção do limite", afirma Lys Esther Rocha, da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT).

A empresária Solange Ramos, 29 anos, é uma autêntica 'workaholic'. Todos os dias, trabalha uma média de 14 horas ininterruptas. O que já era ruim ficou ainda pior quando comprou um laptop. "Passei a fazer hora extra em casa", brinca.

A compulsão por trabalho já atrapalhou, e muito, a vida de Solange. O primeiro marido sonhava com um filho, mas ela só pensava em trabalho. Hoje, em seu segundo casamento, Solange tem um filho, Alexandre, 2 anos. "Há dias que quase não o vejo. Para matar a saudade, coloquei uma foto dele no meu protetor de tela", confessa ela, que faz terapia e usa homeopatia para controlar a compulsão. "Quando tive o Alexandre, dei à luz domingo e, quarta-feira, já voltei ao trabalho. Só não levei o laptop para a maternidade porque não deixaram".

'Workaholics' conquistam melhor qualidade de vida
Até pouco tempo atrás, o engenheiro Roberto Barbosa de Araújo Góis, 42 anos, só sabia pensar em metas, prazos e reuniões. Abrir uma brecha em sua atribulada agenda de gerente de uma empresa de telecomunicações para dar umas braçadas na piscina do condomínio onde mora estava fora de cogitação. Hoje, porém, chova ou faça sol, Roberto pratica natação pelo menos três vezes na semana e ainda se dá ao luxo de degustar uma boa taça de vinho com a mulher durante a semana.

"Eu vivia indisposto, sem motivação e com o estresse lá em cima. À noite, quase não dormia. E, quando conseguia pegar no sono, acordava no meio da madrugada. Quando chegava em casa, descontava a raiva em quem não tinha nada a ver com aquilo", recorda.

A exemplo de Roberto, o administrador de empresas José Carlos Gabriel, 50 anos, também trabalhava além do normal. "Não chegava em casa antes das 23h", conta. E, quando chegava, em vez de se refestelar na cama para uma revigorante noite de sono, varava a madrugada na frente do computador.

"Na maioria das vezes, você não tem consciência de que está trabalhando muito. Os amigos falam, mas você não dá ouvidos. Cheguei a sofrer de pressão alta, dores no corpo e reações alérgicas na pele. Hoje em dia, embora trabalhe menos, o meu rendimento é maior", afirma José Carlos.

Uma cura para o mal
A compulsão por trabalho tem tratamento. Ou melhor, cura. É o que garante Sandro Pereira, do Instituto de Neurolingüística Aplicada (INAp). Ele é uma espécie de 'coach' de executivos que querem aprender a eqüacionar sucesso profissional com satisfação pessoal. Segundo Sérgio, ninguém precisa trabalhar após o expediente ou levar serviço para casa para ser considerado um bom profissional.

"Quando você pergunta a um 'workaholic' o que almoçou há duas horas, é capaz de não lembrar. Na hora do almoço, ele estava preocupado em planejar a reunião das 16h ou a palestra das 18h. O mal do 'workaholic' é que ele vive em função do amanhã e quase não aproveita o dia de hoje", afirma Sandro.
  
O Dia
 

Veja prós e contras da musculação na adolescência
04-12-2008

Seja pela busca da boa saúde ou pela vontade de ter um físico bem definido, a procura pelas academias é cada dia maior. E muitos dos freqüentadores são adolescentes, principalmente nas salas de musculação. Especialistas não condenam a prática, mas alertam: um programa de exercícios com peso deve ser feito somente sob orientação profissional e com carga adequada.

"É preciso supervisão rígida durante o treino, porque o adolescente quer ficar forte, desenvolver braços e pernas musculosos, aumentando por conta própria a carga do exercício ou utilizando aparelhos que não deve. Com isso, há o risco de lesões que podem prejudicar o crescimento e comprometer a atividade física futuramente", alerta a pediatra Patrícia Coelho, da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Quando bem orientados, exercícios com pesos podem trazer vários benefícios. "A musculação ajuda o adolescente a ter condicionamento físico, aumentar a massa muscular, melhorar a performance para um determinado esporte e a reforçar a musculatura, o que evita lesões desportivas", destaca a professora de Educação Física Iris Lima, da academia Bump Esporte e Sáude.

A pediatra Patrícia Coelho ainda aponta os ganhos na densidade mineral óssea de adolescentes como outro benefício. "Isso evita o surgimento posterior de doenças ósseas, como osteoporose. Mas é importante frisar que uma dieta bem elaborada é essencial para a saúde e para as demandas energéticas solicitadas na musculação", explica.

Entre os especialistas ainda não há consenso sobre a idade ideal para se iniciar na prática. Para Iris Lima, o recomendável é nos pós-puberes: meninas após a primeira menstruação (12-14 anos), e meninos após o estirão de crescimento (15-16 anos). Já para o ortopedista Cláudio Coelho, não há restrições nem idade certa para a atividade.

¿Mas antes de se iniciar nos treinamentos, é preciso uma avaliação médica que irá aferir o nível correto de maturação de cada adolescente¿, diz. Segundo os especialistas, um programa de musculação para adolescente não precisa durar mais do que 30 a 40 minutos por dia, três vezes por semana. A estudante Vanessa Cruz, 14 anos, pratica há um mês. "O médico indicou musculação para engrossar minhas pernas", conta. Já o estudante Igor Luz, 14, faz Pilates para corrigir a postura.

Vantagens da atividade física na infância
Desenvolvimento dos ossos; prevenção contra obesidade, estresse e fadiga crônica; aumento da auto-estima. Esses são alguns benefícios de atividades físicas praticadas na infância e na adolescência.

"As crianças estão cada dia mais paradas na frente do computador e da televisão. Ficam sentadas comendo biscoitos, pipoca e refrigerantes. Mas o certo é incentivar a prática da atividade física desde cedo, evitando-se, assim, problemas como obesidade, diabetes, hipertensão", destaca a pediatra Patrícia Coelho.

Confira os exercícios indicados para cada idade:
- A partir de 6 meses
Natação e atividades de recreação (como jogos com elementos lúdicos)

- A partir de 5 anos
Natação, balé e atividades de recreação

- A partir de 8 anos
Basquete, vôlei, futebol, tênis, caminhada, alongamentos, artes marciais e atividades de recreação

- A partir de 10 anos
Todas as atividades anteriores e corrida leve (atletismo e circuitos)

- Pós-puberdade
Todas as anteriores, Pilates, RPG e exercícios com pesos, como musculação (leve)


  
O Dia

A culpa não é só da TPM!
09-12-2008

Você bem imaginava: a maioria das mulheres sofre, mesmo, com a tensão pré-menstrual. A pesquisa mais recente sobre o assunto, realizada em julho deste ano pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mostra que 80% das 1053 entrevistadas têm ou já tiveram TPM (saiba mais sobre o estudo, que também contou com a participação de 527 homens, na página seguinte). Os sintomas são conhecidos: inchaço, dor nas mamas, hipersensibilidade emocional e irritabilidade, muita irritabilidade. Os hormônios, claro, fazem parte dessa história. O nível de progesterona diminui no finalzinho do ciclo menstrual e provoca muitas dessas sensações. Agora, considerar que a oscilação hormonal é capaz de, por si só, tirá-la do eixo, é excluir dessa jogada seus desajustes no trabalho, no casamento, na vida.

“A TPM não cria problemas, apenas potencializa os que já existem”, diz Nicole Plapler, psicanalista de São Paulo. Isso significa que aquele choro sem controle ou a grosseria que você fez para a sua colega no trabalho só aconteceu porque, além da dança hormonal, existiam outras coisas fora do lugar. Por isso mesmo, a gente pode dizer que a TPM é um evento biopsicossocial, em que “bio” representa o físico, “psico” a mente e “social” as relações. “Quando você está de férias na praia, a TPM tende a ser muito mais suave do que aquela que ocorre na véspera de uma prova importante ou no meio de uma crise conjugal”, diz Mara Pusch, psicóloga da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).


Licença para ter chilique
De uns tempos para cá, a TPM também virou alvará para todos os tipos de excessos. “Tenho pacientes que culpam o ciclo menstrual o mês inteiro. Tirando os dias da menstruação, estão sempre de TPM, o que serve para justificar a explosão no trabalho, a briga com o marido e o bate-boca com a atendente do supermercado”, diz Mara. É como se nesse período – em que a mulher se julga invadida por uma entidade hormonal – tudo fosse perdoado. “Perceba que aquela explosão não é algo externo, e sim uma faceta da sua personalidade, provavelmente menos conheci-da, mas que surge no lugar e com as pessoas que dão a você essa licença”, explica Luiz Cuschnir, psiquiatra e psicanalista do Hospital das Clínicas de São Paulo e autor do livro A Mulher e Seus Segredos – Desvendando a Alma Feminina (editora Larousse).

Não é à toa que 54% das mulheres pesquisadas pela Unicamp relatam que a dança hormonal interfere no namoro ou casamento. “A gente sabe onde pode estourar. Se trabalha em uma empresa mais formal, tende a manter a linha no escritório, mas, ao chegar em casa, vai descontar no marido”, diz Cuschnir. Se a TPM intensa sugere que alguma coisa na vida não anda muito boa, o mesmo é possível concluir sobre aquela que dura o mês inteiro. “Ela aparece uma semana antes da menstruação, não mais cedo do que isso. A mulher pode estar com uma depressão leve, um problema hormonal, mas não procura ajuda porque culpa a TPM”, diz Carlos Alberto Petta, ginecologista da Unicamp e coordenador da pesquisa sobre o tema.


Feliz o mês inteiro
O caminho para aliviar os sintomas da TPM e evitar usá-la como justificativa para os chiliques é olhar com atenção para a sua vida. Reconhecer quais são os verdadeiros problemas, tentar procurar uma solução para cada um deles e, assim, buscar viver melhor. O primeiro passo para isso é modificar os hábitos negativos. Sim, a gente sabe que não é fácil, mas o esforço compensa. Quem trabalha mais de dez horas por dia, se alimenta apenas de sanduíche e não faz uma atividade física tende a perceber os sintomas de modo mais acentuado. “Se você mudar o estilo de vida e mesmo assim continuar sofrendo, aí, sim, é hora de conversar com o seu médico”, diz Carlos Alberto Petta. Para vencer essa inimiga, é preciso tomar uma atitude. E isso ninguém vai fazer por você.


Os estragos no relacionamento e no trabalho
84,1% dos homens afirmam conhecer uma mulher com TPM.
78,9% das mulheres acreditam que o parceiro consegue perceber quando ela está na TPM.
Segundo as mulheres, 54,8% dos homens tentam entendê-la nessa fase sem brigar.
54,6% das mulheres notam os estragos da TPM nos relacionamentos familiares.
46,5% das mulheres percebem o impacto da TPM no trabalho.
Segundo as mulheres, 11% dos homens ficam irritados e impacientes quando elas estão na TPM.

 


Boa Forma

Descubra se você tem "cabeça de gordo"
11-12-2008

A expressão "cabeça de gordo" pode soar estranha, mas se refere a pelo menos um dos inúmeros fatores responsáveis pela obesidade: as emoções. Sim, de acordo com especialistas, sua cabeça mais do que o estômago pode boicotar as suas tentativas de emagrecimento e pesar na balança.

Isso ocorre quando o estado emocional passa a ser dependente da comida. Aí, a alimentação deixa de ser uma forma de sobrevivência para se tornar uma fonte de prazer. De acordo com a psicóloga Silvana Martani, especialista em obesidade da clínica de endocrinologia do Hospital Beneficência Portuguesa, não há nada errado em sentir-se bem depois de devorar uma guloseima - como se quisesse descontar todas as suas angústias naquela mordida. O problema começa quando essas reações passam a ser a única fonte de prazer.

Nesse caso, um prato de comida é colocado como prioridade máxima e a pessoa passa a se desencantar por outros prazeres, em outras áreas da sua vida. "Até mesmo o sexo pode ser deixado de lado", garante a especialista Silvana Martani.

Ninguém ficará mais gordo simplesmente por alguma carência emocional. Porém, é impossível negar como o excesso de peso pode mexer com as emoções. "Os obesos têm mais tendência a comportamentos depressivos, pois há uma discriminação social", afirma José Carlos Pareja, gastroenterologista e Diretor do CCOC (Centro de Cirurgia da Obesidade de Campinas).

Não é à toa que, segundo Pareja, a equipe médica para combater os quilos a mais - e suas conseqüências para a saúde - deve ser multidisciplinar. Isso inclui o trabalho de nutricionistas, educadores físicos, endocrinologistas, cirurgiões gástricos (em alguns casos) e, é claro, psicólogo ou psiquiatra. Para o médico, como a frustração, a ansiedade e a baixa auto-estima podem ser descontadas na comida, se não houver um acompanhamento psicológico, serão maiores as chances do retorno do peso perdido.

A sutil separação entre corpo e mente
Uma das maiores provas da ligação entre os sentimentos e a obesidade é quando o obeso passa por uma redução drástica do peso. Em muitos casos, a mente não acompanha as mudanças do corpo. "Quem sempre foi gordo tem dificuldade de esquecer as formas antigas. Por isso, é comum, mesmo depois de uma cirurgia de redução de estômago, uma pessoa ter a impressão de que não vai passar por uma determinada porta ou que não há espaço suficiente em um assento", explica Pareja.

Trata-se do paciente que o gastroenterologista classifica como "gordo emagrecido". "A cabeça continua gorda, porque a pessoa mantém os mesmos hábitos - inclusive os alimentares - anteriores à perda de peso", define.

Será que você tem a "cabeça de gordo"?
O que a psicóloga Silvana Martani chama de "comprometimento emocional com a comida" pode ser detectado por algumas atitudes. Veja se você vive as situações abaixo e descubra se os seus pensamentos estão deixando a balança mais pesada:

- Só sente prazer extremo, um êxtase, quando come. E não consegue nomear outras atividades que provoquem satisfação elevada;
- Não prioriza a qualidade dos alimentos;
- Não come verduras, legumes e frutas;
- Come escondido, fora dos horários das refeições;
- O hábito alimentar inadequado muitas vezes foi herdado da família ou foi desencadeado por problemas pessoais e profissionais, que resultam em perda da auto-estima e, em casos avançados, pode levar à depressão;
- Acha que sem os quilos extras a sua vida mudaria totalmente. O correto era pensar que se mudasse de vida, aí conseguiria perder esses quilos;
- Quer ser "emagrecido", sem esforço, e ainda responsabiliza somente os alimentos e os médicos pelo fracasso na dieta. Nunca assumi a culpa.

Serviço:
José Carlos Pareja - gastroenterologista e Diretor do CCOC (Centro de Cirurgia da Obesidade de Campinas)
www.obesidadesevera.com.br

Silvana Martani - psicóloga especialista em obesidade da clínica de endocrinologia do Hospital Beneficência Portuguesa, de São Paulo
www.psicologa.psc.br
  
Redação Terra

Idoso ganha corpo de 30 com "tratamento rejuvenescedor"
16-12-2008

Um médico americano se tornou o exemplo vivo dos resultados de um tratamento de controle de idade oferecido por uma clínica de Las Vegas, Estados Unidos, que promete rejuvenescer o corpo das pessoas em até décadas a menos. Aos 69 anos e apesar da cabeça com pouco cabelo, o doutor Jeffrey Life conseguiu com o tratamento o corpo parecido ao de um homem de 30 anos. As informações são do Terra Chile.

O centro médico Cenegenics Medical Institute é o responsável pela transformação. Especializado em controlar o avanço da idade, a clínica realiza terapias personalizadas que retardam o processo de envelhecimento biológico ou corrigem os desequilíbrios identificados.

Para isso, a instituição aplica uma completa avaliação clínica do paciente - neurológica, psíquica, de imunidade, endócrina, metabólica e nutricional -, apoiada por dados de laboratório. O tratamento envolve ainda injeções de hormônio do crescimento, dieta e exercícios.

Pedro Saddi, clínico geral e endocrinologista, pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia, chama a atenção para o fato dessa clínica incluir no tratamento as polêmicas aplicações do hormônio do crescimento (o GH) - uma substância produzida naturalmente pela hipófise (glândula localizada na base do cérebro) e necessária principalmente na infância para o desenvolvimento.

Segundo o médico, esse tipo de tratamento só deveria ser feito em indivíduos com deficiência na produção desse hormônio - especialmente crianças - e em alguns casos de doenças crônicas. Caso contrário, a aplicação pode não fazer efeito ou, pior, causar problemas graves de saúde.

"Uma metanálise (avaliação de vários estudos) comprovou que doses fisiológicas do hormônio (próximas à quantidade produzida naturalmente pela hipófise), quando aplicadas em atletas, não aumenta os músculos nem melhora o desempenho", alerta. Já o excesso dessa substância, garante Pedro Saddi, pode causar hipertensão, diabetes, insuficiência cardíaca, apnéia do sono, além de aumentar as chances de câncer no intestino grosso.

Em 1998, o médico Jeffrey Life ganhou o concurso médico "Uma vida sadia", baseado em um best-seller chamado Corpo para a vida, onde ensina a construir um corpo com a forma física atual da pessoa.


 
 
Redação Terra
 

Siga 10 passos para driblar o estresse
18-12-2008

Não é preciso ser especialista para afirmar que, ao lado da depressão, o estresse crônico é a "doença" do século XXI. Por causa do estilo de vida atual, da constante falta de tempo e dos problemas que nos atropelam, este transtorno psicológico é cada vez mais comum.

» Sinta-se melhor com oito hábitos saudáveis
» Opine: qual sua dica para derrotar o estresse?

O estresse nocivo à saúde se caracteriza por uma sensação contínua de "não se ter tempo". E está demonstrado que, quando o estresse é crônico, o sistema imunológico se torna mais vulnerável, a qualidade do sono é prejudicada e ocorre queda de concentração.

No livro Vivir bajo presión. El Estrés, ainda sem tradução para o português, o autor Miguel Casas Hilari reuniu conselhos eficazes para recuperar o controle das emoções e baixar as tensões diárias. Uma das táticas de Hilari é tentar enxergar os problemas sob outro ponto de vista, dando menos importância do que merecem. Veja outros conselhos abaixo e tente driblar o estresse.

Desconecte-se do problema
É preciso aprender a se desconectar do problema. A saída é mudar a inércia habitual e ter consciência de que é possível sim controlar as dificuldades que surgem na vida. A idéia é que você não se sinta agoniado por completo, pois caso isso aconteça dificilmente poderá assumir as rédeas dos acontecimentos.

Aprenda a relaxar
O relaxamento contribui muito para o bem-estar. Pratique alguma terapia alternativa, como a yoga, ou, se você puder incluir um pequeno luxo na rotina, faça uma sessão de massagem semanalmente. Ter o corpo e mente relaxados farão com que as situações de estresse sejam menos freqüentes.

Controle seus pensamentos
O estresse é um processo que depende em grande parte da interpretação que fazemos da realidade. Portanto, aprender a controlar e mudar a "tradução" que fazemos dos acontecimentos são boas estratégias de combate.

Reestruture suas prioridades
Se sua grande fonte de preocupação é o seu trabalho e não há possibilidades de você mudar de emprego, pelo menos por enquanto, considere todas as alternativas prazerosas que sejam possíveis. A mais simples é dedicar o seu tempo livre a atividades agradáveis. Já se a sua perturbação começa quando você chega em casa, procure distraor-se com programas longe desse ambiente, nem que seja por curtos períodos de tempo.

Adquira hábitos saudáveis
Infelizmente, os estressados recorrem com certa facilidade ao consumo de álcool, tabaco, fast foods e atividades passivas, como ficar no sofá, assistindo aos programas e filmes na televisão. Os danos que esses hábitos podem causar se multiplicam com a presença do próprio estresse. Tente fugir disso.

Pratique exercícios
O exercício físico está no topo da lista de quem busca saúde, inclusive mental. Somente trinta minutos por dia ajudam a relaxar a mente e eliminar o estresse, enquanto você aproveita para entrar em forma.

Experimente a meditação
A técnica ajuda a varrer da mente os pensamentos estressantes, além de, segundo o autor do livro, melhorar a circulação sangüínea.

Pense positivo
Reverter as idéias negativas e aprender a focar no lado positivo ajuda a reduzir as tensões e a alcançar suas metas. Por exemplo, se está ansiosa porque tem um compromisso em que falará em público, pense nas piores coisas que poderiam acontecer e, em seguida, nas possibilidades para que elas ocorram. Formule um resultado favorável e desenvolva um plano para alcançá-lo.

Use o humor
Manter o senso de humor nas situações difíceis é uma recomendação dos experts. O sorriso alivia as tensões e contribui para manter a perspectiva da situação. Segundo Hilar, já está mais do que comprovado que o bom humor é um mecanismo eficaz para suportar o estresse agudo.

Estabeleça uma rede de apoio
A maioria das pessoas que se saem bem em situações de estresse elevado possui uma boa relação social, com amigos, colegas de trabalho...O apoio em momentos de tensão é sempre muito útil. No livro, são relatados, inclusive, os benefícios promovidos pela presença de um mascote em casa.


  
Terra Colombia

Tenha vida saudável sem se privar dos prazeres
17-01-2009

Você sabia que o chocolate amargo pode contribuir para a diminuição do colesterol total? E que o pernil suíno, quando preparado sem a gordura aparente, e grelhado, é menos gorduroso que o contrafilé? São dicas fora do senso comum como estas que estão no recém-lançado livro do cardiologista Carlos Scherr, Estilo Ipanema. Depois de analisar e comparar uma série de alimentos, e testar formas de preparo, Scherr desmistifica produtos caros vendidos como "mais saudáveis".

Ao longo de 150 páginas, ele dá soluções práticas - com direito a receitas - para uma vida saudável, em que tudo é permitido, com exceção do cigarro. Liberte-se de todos os seus preconceitos em relação às dietas. Para emagrecer, basta comer de forma equilibrada e praticar exercícios.

O livro dá soluções práticas de bons hábitos de vida. O tema já não está "batido"? Ou ainda há questões que as pessoas desconhecem?
Carlos Scherr: O tema, apesar de não ser novo, ainda é desconhecido pela maioria das pessoas, que vêem na vida saudável uma série de proibições e algo sem prazer. O motivo disso é a falta de informação. Vejo no meu consultório que os pacientes não entendem a relação custo-benefício dos bons hábitos de vida. E os médicos não têm muita paciência para ensinar, consideram mais prático receitar medicamentos. As pessoas não sabem nem como preparar os alimentos de forma mais saudável, não sabem o que é grelhar (deixar a gordura escorrer pela grelha, ao invés de ser absorvida pelo alimento). Por exemplo, o frango grelhado, sem pele, tem 50% menos gordura do que com pele e frito. O pernil suíno, quando preparado sem a gordura aparente, e grelhado, acaba tendo menos gordura que o contrafilé.

Quais os mitos sobre alimentação derrubados no livro?
Os alimentos que no rótulo exibem 0% de colesterol têm gordura saturada, que se transforma em uma quantidade três vezes maior de colesterol. Muitos produtos que custam caro são consumidos como se fossem mais saudáveis, como a salsicha de frango. Esta não tem vantagem nenhuma sobre a tradicional (de hot dog): ambas têm o mesmo percentual de gordura. Uma outra coisa interessante é que a salsicha tradicional tem mais gordura que a lingüiça fininha. Outra informação que as pessoas não sabem é que para se beneficiar dos ácidos graxos do leite ômega 3, é preciso tomar de 3 a 4 litros de leite por dia. E fazer isso significaria ultrapassar o consumo recomendado de gordura diário. Então, o leite ômega 3 acaba não tendo mais benefícios que o semi-desnatado e desnatado. Já os sucos de caixinha, não são tão saudáveis quanto os naturais, pois não têm fibras e são mais calóricos. Para os amantes de chocolate, alguns estudos mostram que pequena quantidade (40 gramas) de chocolate amargo pode contribuir para a diminuição do colesterol total, do LDL colesterol e da pressão arterial.

As dietas da proteína são recomendadas?
Qualquer dieta faz emagrecer, porém 60% das pessoas desistem em três meses. As dietas ricas em proteínas têm efeito diurético, mas podem gerar complicações renais e hepáticas, além de um desequilíbrio vitamínico. Não sabemos o que pode provocar em longo prazo para o colesterol e coração. Essas dietas não são recomendadas pela American Heart's Association.

Existe alguma dieta especificamente benéfica para o coração?
A Mediterrânea é a principal dieta que está associada ao efeito cardioprotetor. São pratos ricos em vegetais, legumes, frutas, e peixes (pobre em carnes), que levam azeite. Esse tipo de alimentação também reduz a gordura no sangue. Em estudos, verificou-se uma redução de 73% do risco de novos eventos cardíacos no grupo que seguiu a dieta.

O que o livro sugere em relação às atividades físicas?
O ideal é praticar exercícios cinco vezes na semana, pelo menos 30 minutos por dia. Para a pessoa não ser considerada sedentária, deve fazer atividade no mínimo três vezes na semana. Após os exercícios, a bebida ideal para repor a água e o potássio perdidos é a água de coco - melhor que os isotônicos, pois é natural e tem menos calorias. Mas a carne do coco tem alto teor de gordura saturada, então deve ser evitada.

Praticar atividade física em jejum pode interferir no resultado?
Não. E não é aconselhado, pois a pessoa pode vir a ter uma hipoglicemia.

Caminhar é um bom exercício?
É um dos exercícios mais completos e pode ser realizado com tranqüilidade e em qualquer idade. Além disso, quando praticado ao ar livre faz bem também para a cabeça.

E o exercício aeróbico?
A atividade aeróbica dá condicionamento físico, ou seja, permite que uma pessoa no seu dia-a-dia tenha um gasto do coração menor. Por exemplo, quando um sedentário sobe escada, seu coração bate muito mais rápido que o normal. Já naqueles que praticam exercícios aeróbicos, a freqüência do batimento cardíaco é mantida, e o coração sofre menos. Os exercícios estáticos (a musculação) dão tônus muscular, o que também é importante, pois isso é perdido com os anos.

Existem horários nos quais o corpo responde melhor aos exercícios?
O exercício a princípio deveria ser realizado com o corpo descansado, ou seja, pela manhã. Mas as pessoas devem adaptar a atividade física à sua rotina. O importante é se exercitar. Um recente estudo publicado na revista Archives of Internal Medicine mostra que a prática de exercício pode anular o gene da obesidade.

Isso é possível?
Acho um pouco forte para ser definitivo. Mas não há duvida de que para a maioria das pessoas a melhor forma para perder e manter o peso é a combinação de exercício físico com reeducação alimentar.

A preocupação com a saúde e o corpo oscila entre as diferentes classes sociais?
Sim. Num estudo, em que analisamos crianças de escolas públicas e privadas, concluímos que as de baixa renda têm 4% de colesterol acima do preconizado, enquanto as de nível mais elevado têm 23%. Isso se dá porque as crianças de escola pública têm a merenda supervisionada por um nutricionista, enquanto os estudantes de colégio privado comem muita besteira no recreio, além de passarem muitas horas em frente ao computador. Porém, as pessoas de classe baixa, quando se tornam adultas, e passam a gerenciar sua alimentação, são as que apresentam mais risco de ter doenças do coração, devido à falta de informação quanto aos cuidados de saúde.


terra

Beber muito café pode causar alucinações
22-01-2009

 Trabalhar horas e horas sem descanso, ou mesmo fazer plantões sucessivos requer muita energia e atenção. Se você é uma dessas pessoas que apelam para o café - e tomam uma garrafa inteira -, fique atento. De acordo com uma pesquisa publicada na versão online da rede de notícias BBC, ingerir mais de sete xícaras da bebida por dia pode resultar em alucinações.
Coordenada pelo psicólogo Simon Jones, o estudo teria mostrado que a ingestão de cafeína em excesso está relacionada a casos de alucinações. Mas, mesmo após 200 universitários terem sido testados, alguns acadêmicos ainda teriam discordado das conclusões, por não encontrarem relações claras entre consumo de cafeína e alucinações.

Eles teriam também enfatizado que experiências alucinógenas não podem ser definidas como doenças mentais, mesmo porque cerca de 3% da população ouve vozes "do além" regularmente.

No entanto, Jones afirma que a pesquisa seria o primeiro passo para aumentar o foco dos estudos sobre as alucinações. O psicólogo teria dito ainda que há provas de que fatores como os traumas na infância podem estar ligados aos casos de alucinação.

Alucinações e estresse
De acordo com a BBC, a interação da cafeína com o corpo humano resultaria na liberação de um hormônio chamado cortisol. Como essa substância também é produzida em situações de forte estresse emocional, Simon Jones teria proposto estudos mais aprofundados que ligassem a cafeína ao humor.

Além do café, alimentos como chocolate, chás e bebidas energéticas também são fontes ricas em cafeína.

De acordo com a publicação, James teria enfatizado a necessidade de estudos mais aprofundados para comprovar a ligação entre o café e as alucinações. "Pessoas estressadas podem simplesmente beber mais cafeína", teria salientado à BBC.


 
 
Redação Terra
 

A síndrome do coração partido.
25-01-2009

Esta síndrome é de ocorrência muito rara, e acomete principalmente as mulheres de meia idade. Tanto pelo grupo de pessoas mais acometidas, como pelo seu nome, poderia haver a sugestão de que se trate de um envolvimento mais relacionado a coisas emocionais do que a uma doença orgânica do coração.

A doença foi pela primeira vez relatada no Japão; atualmente, já existem relatos de casos semelhantes nos Estados Unidos e mesmo no Brasil. De momento, o total de casos relatados na literatura médica não passa de 200. Provavelmente, existem mais casos de pessoas acometidas, mas que não foram diagnosticados por ser uma síndrome desconhecida.

As manifestações da doença são as de um infarto do miocárdio, que acomete principalmente mulheres de meia idade; as alterações eletrocardiográficas são as de um infarto agudo do miocárdio e as alterações das enzimas do sangue comprovam a lesão do músculo cardíaco. A evolução costuma ser boa e, geralmente, é de curta duração com a recuperação das alterações registradas no início da doença.

O que chama a atenção, o que dá a chave para o diagnóstico, são os estudos hemodinâmicos destes corações. As artérias coronárias costumam ser praticamente normais e a ventriculografia mostra um coração com a ponta dilatada, inativa e o restante do coração continua se contraindo normalmente durante a sístole ventricular. Esta parte, que se contrai de modo normal, e a parte que não sofre a contração sistólica esperada geram a imagem que sugere haver uma parte normal e a outra anormal. É como se uma parte do ventrículo funcionasse normalmente e a outra não, provocando a impressão de coração partido.

A síndrome do coração partido é uma doença de bom prognóstico, pois a evolução destes infartos costuma ser rápida e boa, não deixando seqüelas maiores. De um modo geral, acontece a recuperação total dos pacientes em poucos dias, apesar das manifestações iniciais alarmantes.

O que mais chama a atenção nesta síndrome é que a grande maioria, mais de 95% acontece em mulheres de meia idade.

terra

Conheça o segredo da juventude na terceira idade
30-01-2009

Há pessoas que envelhecem mais rapidamente. Por outro lado, há aqueles para quem o tempo parece não pesar. Mas qual será a fonte da juventude? Estudo realizado por especialistas da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, encontrou uma das respostas: o modo como o idoso se vê é fundamental para o rejuvenescimento. A pesquisa, feita com 516 homens e mulheres americanos, com mais de 70 anos de idade, durante seis anos, indicou que eles tendem a se sentir, em média, 13 anos mais novos do que realmente são.

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De acordo com os pesquisadores, "manter-se positivo quanto ao fato de envelhecer pode muito bem ser associado ao fato de que continuar ativo preserva a saúde quando estamos velhos". Para o geriatra do Hospital Badim e professor da pós-graduação em geriatria e gerontologia da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), Luiz Eduardo Sampaio, apesar de a realidade sócio-econômica americana ser diferente da brasileira, a pesquisa é um importante indicador sobre a influência da idade psicológica na qualidade do envelhecimento. "A idade cronológica ainda é imutável, mas se trabalharmos melhor nossa idade psicológica, ou a nossa auto-percepção do tempo de vida, poderemos rejuvenescer mais", afirma.

A psicóloga Márcia Fraga Sampaio, que desenvolve um projeto para terceira idade no Hospital Memorial, acredita que se sentir mais jovem do que se é tem o seu lado positivo. Mas defende que o primeiro passo para uma velhice mais saudável é a aceitação da idade cronológica. "Essa é uma atitude positiva diante do envelhecer: manter a auto-estima aceitando a idade real. Sentir-se jovem é ter jovialidade e alegria de viver", enfatiza.

Esse é o caso de Iraci Casaes que, aos 77 anos, cursa a Universidade Aberta da Terceira Idade, na UERJ, e está sempre aberta a novos projetos, em especial os ligados ao teatro. "Não escondo minha idade, tenho orgulho de estar atuando nesta fase. Sou vaidosa e procuro me arrumar sempre", destaca. Para ela, essa é a fórmula da juventude.

Já os parceiros de dança de salão Claudionor Sanchas, 63 anos, e Rosita Naidim, 75, garantem sentir-se 15 anos mais jovens com a dança. "Minha mente é jovem e meu corpo acompanha. Ajudo na cozinha, nado e ainda arrumo tempo para os bailes. Você ainda duvida que eu tenho só 48?", brinca.

Otimismo e exercícios leves
A expectativa de vida no País, que era de 67 anos em 1991, aumentou para 72,5 anos em 2007, segundo o IBGE - uma diferença de 5 anos e meio. O médico Luiz Eduardo Sampaio acredita que os indicadores sociais estejam relacionados à evolução da medicina e à conquista do saneamento básico em algumas regiões do País.

Mas, além disso, destaca o especialista, para muitos idosos a capacidade da mente de encarar melhor a velhice também ajuda a curar doenças e promover a longevidades. "Está comprovado que o aspecto psicológico pode ser decisivo para impedir evolução de doenças."

No livro A Fonte da Juventude o autor mineiro João de Freitas Pereira destaca que o modo saudável de vida não significa fazer esforço excessivo nem se submeter a uma rotina cheia de sofrimento, mas sim se conhecer melhor, respeitar seu próprio corpo e seus limites. E, sobretudo, deixar o pessimismo de lado.

Especialistas afirmam que não há apenas um segredo para se sentir mais jovem, mas num aspecto concordam: atividade física moderada, que inclua exercícios como alongamento ou hidroginástica, são fundamentais para melhorar a saúde nesta etapa da vida.

Sinta-se mais jovem
- Aceite os limites do seu corpo
- Coma frutas e legumes
- Descubra alguma habilidade e a pratique
- Informe-se sobre novos tratamentos
- Faça exercícios físicos moderados
- Faça sexo
- Procure se socializar em grupos de atividades para a terceira idade
- Seja um pouco vaidoso
- Use protetor solar


 
 
O Dia

TPM nunca mais!
03-02-2009

Dietas, plantas medicinais, homeopatia... Especialistas apontam maneiras de eliminar a dor e o desconforto do
período pré-menstrual

Todo mês é a mesma história: alguns dias antes de menstruar, você suporta dores de cabeça e nas mamas, inchaço nos pés e mãos, cólicas, alterações de apetite e no sono, além de ficar irritada, deprimida, ansiosa e de sofrer drásticas mudanças de humor. Ou seja, um ou outro sintoma físico e psíquico - ou vários juntos - da tensão pré-menstrual, a famosa e insuportável TPM, dão o ar da graça.

Acredite, evitar essa tortura não é uma missão impossível e está ao seu alcance. Para ajudá-la, consultamos especialistas de diversas áreas. Então, conheça os métodos que prometem varrer esses dias difíceis da sua vida.

Pílula:
Nem as mais otimistas mulheres sonhavam com um contraceptivo capaz de evitar a gravidez e de combater a TPM ao mesmo tempo. Ele existe e tem nome: YAZ®. Essa pílula, cuja composição é derivada da progesterona, diminui a retenção de líquido e alivia o inchaço. Também reduz as alterações hormonais e as mudanças de humor. Cada cartela tem 24 comprimidos.

Dieta:
· O excesso de sal deve ser evitado, pois aumenta a retenção de líquido.
· Por elevarem a serotonina, conhecida como hormônio do prazer, as massas e chocolates podem gerar impressão de necessidade contínua de consumo e falsa sensação de bem-estar. Se não quer engordar, evite-os!
· Chá, café e refrigerante devem ficar longe do cardápio, pois são ricos em xantinas, substâncias que agravam a irritabilidade e as alterações de humor.
· A soja tem de fazer parte da sua rotina. Rica em isoflavonas, diminui a dor nas mamas e o "peso" da pelve.

Rosto lisinho e livre de marcas
10-02-2009

Como evitar que a acne de hoje se transforme em manchas definitivas no futuro

Imagine o rosto da Deborah Secco. Lindo, não? Agora, pense nele cheio de cicatrizes de acne. Pois é assim que a atriz poderia ter ficado se não tivesse se submetido a um tratamento dermatológico sério. “A Deborah começou a tratar a acne aos 18 anos. Na época, receitei antibiótico, pois a acne dela era de grau intermediário”, revela Karla Assed, dermatologista da musa.

O tormento costuma se manifestar durante a adolescência. A sorte de Deborah, hoje com 28 anos, foi ter seguido as recomendações médicas a tempo de impedir que as erupções deixassem cicatr