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A missionária Ludmila Gaspar Schmidt foi enviada para o Sudão, África, em 2003. Quando chegou encontrou a igreja praticamente fechada. A cidade onde fica a igreja, cujo nome significa “lugar abandonado”, fica a 25 km de Cartum, a capital do país. Naquela localidade o melhor e mais valioso presente que se pode dar para um recém-nascido é um quilo de açúcar ou um pedaço de sabão. Mas dar às crianças a atenção e o tratamento que elas merecem é uma das bases do trabalho da missionária. No mês de junho deste ano Ludmila esteve no Brasil e visitou várias igrejas que se mobilizaram e levantaram uma oferta especial para ajudar os seus projetos e abençoar as crianças sudanesas. Foram construídas três salas de aula na escola que ela mantém num campo de refugiados. O investimento permitiu a matrícula de mais 96 alunos dos quais 35, com idade entre 6 e 12 anos, nunca estiveram numa escola antes. A oferta também proporcionou a compra de livros para os alunos. “Num campo de refugiados, uma criança ter seu próprio livro é uma coisa quase impossível; é como um milagre! Com isso, elas conquistam o direito de serem alfabetizadas”, exulta a missionária. Ludmila relata que as crianças perambulavam pelas ruas sem rumo e sem ninguém para dar conta delas. Segundo Ludmila Gaspar Schmidt, “Deus está abrindo as portas e nosso povo está sendo abençoado”. |