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Somente em dezembro de 2008, 654 mil vagas com carteira assinada foram fechadas no país, segundo o Ministério do Trabalho. De acordo com especialistas em recursos humanos, entretanto, a demissão não precisa ser o “fim do mundo” se as empresas tomarem medidas para amenizar o impacto dos cortes. Para Sofia Esteves, presidente do grupo de recrutamento DMRH, algumas iniciativas de custo quase zero podem aumentar a confiança e a autoestima de quem acabou de perder o emprego. A primeira medida, segundo ela, é deixar clara a real situação da empresa na crise. Sofia, que comanda uma equipe de 150 pessoas, diz ter feito uma reunião, traçando cenários para a economia e explicando que cortes ocorreriam somente caso o pior deles se concretize. “É uma forma de mostrar que a demissão ocorrerá quando nada mais for possível. As pessoas se sentem respeitadas”, diz a especialista. |