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Milhares de pessoas lotaram a Praça de Esportes na noite do último sábado, 26, para prestigiar o show do cantor gospel David Quinlan, do Ministério Compaixão, Fogo e Glória. A Semana da Paz, promovida pela comunidade evangélica, através do Copans – Conselho de Pastores e apoio da Prefeitura de Montes Claros, por meio da Secretaria Municipal de Governo, agradou a todos os participantes. Por mais de duas horas, David Quinlan e banda levantaram o público na Praça de Esportes, louvando e ministrando a Palavra de Deus.
David Quinlan e banda subiram ao palco e cantaram sucessos como Não há ninguém como Tu, Abraça-me, Águas Profundas, Apaixonado por Ti, No infinito deste Amor, entre outros. O cantor irlandês, radicado no Brasil, elogiou a banda montes-clarense Ministério Geração Daniel que fez a abertura do show e convidou o grupo para participar de seu próximo CD. - É uma festa que não pode ser feita só em ano eleitoral, tem que ser mantida todos os anos, é um evento importantíssimo não só para a cidade, como todo o Norte de Minas, diz Tadeu Martins Leite, que esteve no evento representando o pai, o Prefeito de Montes Claros, Luiz Tadeu Leite. No final do show, o cantor recebeu a Coluna para uma entrevista. - Gente & Ideias: Paz se celebra todo dia não é mesmo? - David Quilan: Sem dúvida. Agora só existe uma paz verdadeira que é aquela que vem de Cristo. A Bíblia nos ensina a respeito disso. Ele dá a paz que o mundo não conhece, que o mundo não pode dar. Por causa de quem Ele é, por causa do amor que Ele tem por nós, por causa do valor que nós temos por Ele. Então, uma vez que a gente vive com Ele, as coisas são diferentes. A gente realmente tem esse prazer e essa oportunidade de viver essa paz maravilhosa todos os dias. A Bíblia diz que nós teríamos aflições, mas que o Senhor nos livraria de todas elas. Então é uma garantia de que a despeito das lutas, das dores, das dificuldades, o Senhor tem abundância de paz para aqueles que crêem e recebem. - Gente & Ideias: Conte um pouco sobre a história das perseguições religiosas, que marca a história recente do seu país de origem, a Irlanda, e das quais seus pais foram vítimas. - David Quilan: Meu pai estudava na Irlanda, que na época era muito radical, na sua forma de administrar... Ele morava na Irlanda do Sul, um país extremamente católico e eles demonstravam a irritabilidade deles... Hoje é bem diferente, mas naquela época, a coisa era bem severa. E meu pai estava estudando, e ele conseguiu uma Bíblia, começou a ler a Palavra de Deus, e ali conheceu Jesus como Senhor e Salvador da sua vida. Meu pai então fugiu da Irlanda, porque minha avó, minha própria avó colocou o exército irlandês, no encalço do meu pai. Meu pai foi o quarto homem mais procurado da Irlanda na época que ele aceitou a Jesus em seu coração. Foi em função da leitura da Palavra de Deus que isso aconteceu na vida dele. Então ele fugiu para a Inglaterra, lá ele conheceu a minha mãe, os dois se casaram e eu vim alguns anos depois. Minha avó, com aquele rancor, aquele ódio no coração, não aceitava de jeito nenhum que meu pai tivesse feito isso com a família – que ele tinha sido o filho separado para seguir uma vida religiosa. Mas meu pai lendo a Palavra de Deus, viu a Verdade, conheceu o Caminho, teve uma experiência sobrenatural com Jesus e optou por essa vida. O cantor de origem irlandesa ministrou a Palavra de Deus, louvou e cantou suas principais músicas.
Sete anos depois, a minha avó estava no leito de morte. Ela mandou chamar meu pai – eles não tinham se visto durante esse período todo –; ele mandou chamar e ele foi da Inglaterra para lá. E ela pediu desculpas por tudo ela tinha feito, em função de uma questão religiosa que por sete anos os separou. Meu pai não perdeu a oportunidade, não de falar de religião – eu não estou falando de religião, estou falando de Cristo, estou falando de Jesus – e foi isso que meu pai fez. Ele falou para minha avó de Jesus. E ela ali, no leito de morte, fez uma oração com meu pai, aceitou Jesus como Senhor e Salvador de sua vida. Poucos dias depois, ela faleceu. Mas nós sabemos que hoje ela está nos braços do Pai Celestial, do Amado de nossa alma. Então isso foi uma coisa que impactou muito a vida de meu pai, obviamente, passou para nós, filhos, e impactou muito nossas vidas também. E a pessoa que está lendo este jornal, eu aposto que ela está pensando: – Poxa! Não sei o quê, católico, protestante! Não, eu não estou aqui para falar de religião – mais uma vez eu enfatizo: eu estou falando de Jesus. Não é religião que salva, não religião que liberta. A Palavra de Deus, que não deveria ser usada apenas como adorno para coletar poeira, mas que deveria ser aberta, lida, estudada, amada, porque tem tanta promessa ali dentro pra gente. Uma vez que você lê, se apodera dessas promessas, a sua vida nunca mais vai ser a mesma. Aceite Jesus, como seu Senhor e Salvador, e você vai ver o que é mudança! - Gente & Ideias: O seu público, por ser um público jovem, você acaba sendo essa referência, o que você acha que atrai essa faixa etária? - David Quilan: Eu acho que eles se identificam com a liberdade. As canções que canto, que ministro, as Palavras que eu trago são sempre a respeito de liberdade, de amor, de um relacionamento, e não de uma religiosidade. Tem tanta gente religiosa por aí, hoje, que bate no peito com tanta força e diz que é um santo, não sei o quê, aquela coisa toda; mas que, se você for analisar o dia-a-dia deles, infelizmente deixa muito a desejar. Essas pessoas acham que a santidade, que a espiritualidade está no estereótipo da pessoa e não no caráter, no coração, na natureza dada por Deus. Então, as minhas ministrações são muito em função disso: liberdade, paixão, alegria. O nosso som é bem jovem também, bem pop-rock a pegada... E a moçada se identifica com isso. Eles precisam disso. Não precisam de religião, não precisam de religiosidade. Eles precisam ser livres para poder se expressar, pular, dançar. - Gente & Ideias: E projetos sociais... - David Quilan: Temos, temos projetos socais. A Palavra de Deus nos diz que temos que zelar e nos preocupar pelas viúvas e pelos órfãos. E, Graças a Deus, o Senhor tem nos dado esse zelo, que já vem dos meus pais, que trabalham com isso, a minha esposa, tanto ela quanto eu abraçamos isso, a gente alcança com recursos nossos, a cada mês, mais de mil crianças ao redor deste, desde o Amazonas ao Mato Grosso, Rio de Janeiro, Minas Gerais – sempre procurando oportunidade para poder abençoar, porque – poxa! – eu acredito nas crianças. O Brasil ainda tem uma coisa muito triste, que ainda afeta boa parte da sociedade, que é uma pobreza assustadora. Lá em Belo Horizonte, uma capital linda, das Minas Gerais, nós temos esses projeto Compaixão, Fogo e Glória, e a gente alcança crianças em um bairro que tem mais de 120.000 pessoas, onde tem casas que não têm janelas, não tem banheiro. Gente! Quem conhece Belo Horizonte, é uma cidade linda – eu sou apaixonado por aquela cidade – e ainda a gente convive com isso nossa cidade, nas nossas comunidades. Se fala muito da África, em lugares assim que, realmente têm os seus problemas – e que Deus levante pessoas para ajudar lá –, mas a gente não precisa ir tão longe para ver perto da gente que também têm pessoas muito necessitadas, que é uma infelicidade. Por isso a gente trabalha nesse meio, e nós oramos para que mais pessoas se unam aos pastores, às entidades cristãs e filantrópicas que fazem esse trabalho também. Por Adriana Quiroz www.onorte.net Coluna Gente Ideias |